Bolsa Portugal já só tem quatro cotadas entre as 2.000 maiores do mundo

Portugal já só tem quatro cotadas entre as 2.000 maiores do mundo

EDP, Galp, Jerónimo Martins e BCP são já as únicas cotadas portuguesas a constarem no ranking das maiores do mundo, elaborado anualmente pela Forbes. Norte-americanas e chinesas dominam a lista.
Portugal já só tem quatro cotadas entre as 2.000 maiores do mundo
Miguel Baltazar/Negócios
Rafaela Burd Relvas 16 de maio de 2019 às 17:59
As grandes cotadas portuguesas são cada vez menos e cada vez mais pequenas no panorama mundial. Este ano, a EDP, a Galp, a Jerónimo Martins e o BCP são já as únicas cotadas portuguesas a entrarem no ranking das maiores do mundo, o que representa metade do que Portugal conseguia há cinco anos. Os números globais foram divulgados esta quinta-feira, 16 de maio, pela revista Forbes, no "Global 2000", que lista as duas mil maiores cotadas do mundo.

A lista agora apresentada reflete aquele que foi um ano de "montanha russa" para os mercados acionistas, refere a Forbes. Nas bolsas de todo o mundo, ora houve grandes subidas, ora se registaram quedas a pique, numa altura marcada pelas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China mas, também, pelas alterações fiscais implementadas pelo atual governo norte-americano, que vieram beneficiar as gigantes de Wall Street.

Olhando para o topo da lista, as alterações são poucas, ainda que haja algumas novidades. O top 10 continua a ser ocupado quase exclusivamente por empresas chinesas e norte-americanas, mas, este ano, há uma novidade: a petrolífera holandesa Shell ocupa agora o nono lugar da lista.

No topo, mantém-se o banco chinês ICBC, que ocupa o primeiro lugar deste ranking da Forbes há sete anos, apresentando um valor de mercado de 305,1 mil milhões de dólares. É seguido pelo JPMorgan Chase, que vale 368 mil milhões em bolsa (mas apresenta menores lucros e tem quase metade dos ativos do ICBC). O banco norte-americano roubou o segundo lugar ao China Construction Bank, agora no terceiro lugar.

Independentemente do país de origem os dez primeiros lugares são ocupados maioritariamente por empresas do setor financeiro. As exceções são apenas duas: a já referida Shell e a Apple.

Dos 61 países representados, os Estados Unidos são os que ocupam o maior número de lugares da lista da Forbes: 575 empresas deste ranking são norte-americanas. Segue-se a China e Hong Kong, com 309 empresas, e o Japão, com 223 empresas. É um cenário muito diferente daquele que foi apresentado pela revista em 2003, quando começou a fazer este ranking. Nesse ano, os Estados Unidos tinham 776 empresas na lista, enquanto a China e Hong Kong tinham apenas 43.

Portugal cada vez mais pequeno

Portugal tem uma representação cada vez mais pequena. Em 2014, havia ainda oito empresas portuguesas a figurar na lista das maiores do mundo: EDP, Galp, Jerónimo Martins, Sonae, PT, BCP, BPI e Montepio Geral. No ano seguinte, a PT, arrastada pelo colapso do BES, e a Sonae já tinham desaparecido do ranking, que passava a contar com seis cotadas portuguesas. Em 2017, o Montepio também caía da lista.

Chegados a este ano, Portugal já só tem quatro cotadas entre as maiores do mundo, com a saída do BPI da bolsa, no ano passado, depois de o banco ter passado a ser controlado pelos catalães do CaixaBank.

A EDP mantém-se como a portuguesa mais bem classificada, ainda que tenha descido várias posições no ranking. Ocupa agora o lugar 633, muito aquém da posição 488 que ocupava em 2017. A elétrica nacional tem um valor de mercado na ordem dos 14,1 mil milhões de dólares.

Segue-se a Galp, que passou a ocupar a posição 778, com uma capitalização bolsista de 13,4 mil milhões de dólares.

Já a Jerónimo Martins está no lugar 1.167, com uma capitalização de 9,9 mil milhões, enquanto o BCP é a última cotada portuguesa desta lista, no lugar 1.583, com um valor de mercado de 4,2 mil milhões de dólares.



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