PSI segue perdas europeias com instabilidade geopolítica. Construtoras caem mais de 4%
A crise orçamental no Japão e as ameaças dos EUA à Gronelândia levaram os índices europeus ao vermelho e Lisboa não foi exceção. Construtoras lideraram perdas e, entre os pesos pesados, só a Galp escapou às quedas.
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A bolsa de Lisboa seguiu as pesadas perdas europeias desta terça-feira, num momento em que os investidores se afastam do risco devido às ameaças dos EUA sobre a Gronelândia e à instabilidade orçamental no Japão.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 1,14% para 8.463,77 pontos, com 15 dos seus 16 títulos no vermelho, registando uma das principais perdas a nível europeu.
As construtoras, expostas à conjuntura internacional, lideraram as quedas, com a Mota-Engil e a Teixeira Duarte a perderem 4,94% para 4,734 euros e 4,32% para 0,576 euros, respectivamente.
Entre os pesos pesados, todos fecharam no vermelho, à exceção da Galp Energia. Neste capítulo, destaque para a EDP Renováveis, que perdeu quase 2%, desvalorizando 1,97% para 12,42 euros.
Ainda no vermelho, o BCP recuou 1,31% para 0,888 euros, a EDP perdeu 0,85% para 4,101 euros e a Jerónimo Martins recuou 0,10% para 20,34 euros.
As cotadas do setor do papel, com uma forte componete exportadora, registaram fortes quedas: a Altri desceu 2,58% para 4,35 euros e a Navigator recuou 2,16% para 3,17 euros. Também com perdas acima de 2%, os CTT desceram 2,40% para 6,91 euros.
Já a Galp beneficiou da subida dos preços do crude devido a possíveis disrupções da oferta no Mar Negro. A petrolífera subiu 1,07% para 16,07 euros.
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