pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Reunião da Fed nas montanhas do Wyoming aproxima-se e Wall Street vai perdendo a cor

Wall Street inaugurou a semana com quedas substanciais, numa antecipação, ainda longa, da reunião da Fed em Jackson Hole esta sexta-feira.

Jerome Powell, Fed
Jerome Powell, Fed Jim Lo Scalzo/Reuters
22 de Agosto de 2022 às 21:25

Wall Street terminou a primeira sessão da semana vestida de encarnado, com quedas substanciais entre os três principais índices do país. O mercado acionista norte-americano registou assim um dos piores dias em dois meses, depois de um sinal de novas esperanças em julho com o S&P 500 a registar o melhor início do terceiro trimestre desde 1932.

O industrial Dow Jones foi o que menos perdeu e recuou 1,91% para 33.063,61 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 2,14% para 4.137,99 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite tombou 2,55% para 12.381,57 pontos.

O dia ficou marcado pela paridade entre o dólar e o euro, com a moeda única europeia a registar novamente mínimos de 20 anos, algo que tinha acontecido no passado dia 14 de julho, tendo chegado desta vez a valer 0,9928 dólares.

Os investidores estão de olhos postos em Jackson Hole, uma pequena vila montanhosa no estado do Wyoming, onde vai ocorrer uma reunião de política monetária por parte de membros da Reserva Federal norte-americana e onde está também agendado um discurso por parte do presidente da autoridade monetária, Jerome Powell - na qual os investidores vão tentar a todo o custo compreender o futuro da política monetária do banco central.

"Ele [Jerome Powell] pode tentar transmitir a mensagem que mesmo que haja uma subida mais lenta das taxas de juro, isso não vai significar um pico mais baixo ou que as taxas de juro vão ser cortadas tão cedo", esclarece Ed Moya, analista da Oanda à Bloomberg. "Esta pode ser a semana em que muitos regressam de férias e duplicam as apostas num 'rally' de 'bear market'", ressalva ainda.

Ver comentários
Publicidade
C•Studio