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S&P 500 soma 3 trimestres consecutivos de perdas pela primeira vez desde 2009

O S&P 500 fechou o terceiro trimestre consecutivo de perdas, pela primeira vez desde 2009, segundo os dados compilados pela Bloomberg. O Nasdaq 100 repetiu o mesmo "feito" mas pela primeira vez em 20 anos.

Reuters
Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 30 de Setembro de 2022 às 21:54
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Wall Street encerrou a última sessão de setembro em terreno negativo. A sessão foi marcada pelo aviso "hawkish" da número dois da Reserva Federal norte-americana (Fed), sobre a necessidade de manter uma política monetária restritiva. O discurso de Lael Brainard saiu reforçado pelos números do chamado "indicador favorito" do banco central que deu sinais da persistência da inflação, durante o mês de agosto.

 

O industrial Dow Jones derrapou 1,71% para 28.725,51 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 1,51% para 3.585,62 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite escorregou também 1,51% mas para 10.585,62 pontos

 

O S&P 500 fechou assim o terceiro trimestre consecutivo de perdas, pela primeira vez desde 2009, segundo os dados compilados pela Bloomberg. O Nasdaq 100 imitou o "benchmark" mundial mas pela primeira vez em 20 anos, tendo encerrado a sessão a perder 1,73% para 10.971,22 pontos.

 

A grande protagonista da sessão foi a Carnival. Os títulos da maior operadora de cruzeiros do mundo tombaram mais de 23%, chegando durante o dia a renovar mínimos de 30 anos.

A cotada fechou a sessão a cotar nos 7,03 euros como não era visto de julho de 1993. O número de reservas para o quarto trimestre ficou abaixo da média histórica e a preços mais baixos. As vendas ficaram aquém das expectativas de Wall Street. Durante a conferência de apresentação de resultados, o CEO Josh Weinstein reconheceu que os preços não estão como gostaria.

 

Considerado por muito economistas como o indicador favorito da Fed, o índice de preços de despesas de consumo pessoal voltou a piscar no sentido da continuação da subida da inflação. O PCE (sigla inglesa para o indicador) aumentou 4,9% em agosto em termos homólogos e 0,6% em cadeia.

 

Durante a sessão, os investidores estarão ainda a digerir as palavras da vice-presidente do banco central dos EUA, Lael Brainard (na foto). "A política monetária precisa de se manter restritiva por algum tempo, para termos a confiança de que a inflação está de volta à meta", sublinhou Brainard.

 

"A inflação está muito elevada tanto nos EUA como no estrangeiro", alertou a vice-presidente que não descartou a possibilidade do advento de mais "choques inflacionistas".

 

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