Bolsa Wall Street à deriva sem conclusão das negociações comerciais e à espera dos resultados

Wall Street à deriva sem conclusão das negociações comerciais e à espera dos resultados

A época de apresentação de resultados vai começar e os investidores estão expectantes com os números que serão apresentados. A cautela é a palavra de ordem, numa altura em que a guerra comercial entre os EUA e a China parece não terminar.
Wall Street à deriva sem conclusão das negociações comerciais e à espera dos resultados
Reuters
Sara Antunes 14 de outubro de 2019 às 21:17

As bolsas dos EUA fecharam com quedas ligeiras, com os investidores a refletirem a deceção pela ausência de um acordo comercial, ainda que parcial, assinado entre os EUA e a China.

 

O Dow Jones cedeu 0,11% para 26.787,36 pontos, o Nasdaq recuou 0,1% para 8.048,65 pontos e o S&P500 caiu 0,14% para 2.966,15 pontos.

 

Na sexta-feira foi anunciado este acordo, o que animou os investidores. Contudo, a assinatura do mesmo – que prevê que a China compre mais bens agrícolas aos EUA e Washington suspenda o agravamento das tarifas sobre a China previsto para outubro – só deverá acontecer em novembro. Num tema que tem gerado tantos passos à frente e atrás, os investidores parecem já não acreditar em boas intenções, o que acabou por pesar na negociação bolsista.

 

Ao mesmo tempo, os investidores deverão agora focar-se na apresentação de resultados do terceiro trimestre, com a banca a dar o tiro de partida esta terça-feira. Os números de terceiro trimestre são relevantes, mas não tanto pelo que aconteceu neste período e sim pelo que está para vir. O mercado espera que as empresas deixem pistas sobre o que esperam para o total do ano e também para 2020.


"Os investidores estão a virar-se para o que realmente interessa e que são os resultados das empresas", realçou Chuck Carlson, da Horizon Investment, citado pela Reuters.

 

Os analistas preveem que os lucros as cotadas do S&P500 tenham caído 3,2% no terceiro trimestre, segundo os dados da Refinitiv. Se se confirmar esta será a primeira quebra dos lucros desde a última recessão de lucros, que terminou em 2016. Esta redução compara com um aumento de 12,1% há um ano e de 0,8% no trimestre anterior.


Entre as cotadas destaque para a Nike, que subiu mais de 1%, depois de ter sido alvo de uma nota de análise do Bank of America Merrill Lynch.

 

A empresa de construção e engenharia AECOM disparou mais de 6% depois de ter anunciado que vendeu a sua unidade de serviços de gestão a uma "private equity", pode cerca de 2,4 mil milhões de dólares.




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