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Wall Street em terreno negativo com "sell-off" nos chips. CoreWeave afunda mais de 15%

As principais praças norte-americanas fecharam a sessão em terreno negativo, depois de a inflação ter acelerado para 3,7%. Dados dão força às apostas numa subida de taxas de juro por parte da Fed.

Wall Street fecha em baixa.
Wall Street fecha em baixa. Seth Wenig / AP
14 de Outubro de 2026 às 21:18
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Um novo "sell-off" nas fabricantes de semicondutores arrastou as ações norte-americanas, prolongando uma queda alimentada pelas apostas de que a Reserva Federal (Fed) vai continuar a subir as taxas de juro para combater a inflação.

A subida mais acentuada dos preços no consumidor reforçou as expectativas de novos aumentos dos juros, mesmo que a Fed faça uma pausa em outubro. Essas apostas travaram o apetite por ativos de maior risco.

Neste contexto, o S&P 500 caiu 1,11% para 7.718,94 pontos, o Dow Jones recuou 0,09% para 51.621,48 pontos e o Nasdaq Composite teve uma quebra de 1,88% para 26.692,87 pontos.

As ações da CoreWeave recuaram mais de 15%, depois de as obrigações da empresa de computação em nuvem para inteligência artificial (IA) terem atingido níveis que costumam sinalizar dificuldades financeiras. O líder da CoreWeave afirmou que o mercado está a agir de forma "irracional" e Elon Musk, líder da SpaceX e da Tesla, reagiu também, de forma curta, mas concisa: "Bolas", escreveu numa publicação no X. 

No setor, a Nvidia (-3,16%), a Intel (-4,56%), a Micron (-4,10%) e a Marvell (-8,72%) registaram quebras. "Embora o aumento da concorrência no setor da IA, as crescentes necessidades de financiamento e a subida dos juros possam pontualmente acrescentar volatilidade, vemos este último episódio mais como uma recalibração das expectativas do que como uma rutura fundamental na tese de investimento em IA", afirmou Ulrike Hoffmann-Burchardi, "chief investment fficer do UBS, citada pela Bloomberg.

Estes receios regressaram numa altura em que Wall Street já lida com incertezas sobre as perspetivas para a política monetária. A subida generalizada dos preços no consumidor levou os operadores a chegarem a descontar duas subidas dos juros pela Fed até ao final de janeiro. As obrigações do Tesouro norte-americano de curto prazo registaram o pior desempenho e o dólar subiu para o nível mais elevado desde maio de 2025.

"É mais claro do que nunca que a inflação é persistente e está a evoluir na direção errada", afirmou Skyler Weinand, da Regan Capital. "Embora esperemos que a Fed faça uma pausa em outubro, antecipamos que as subidas dos juros sejam retomadas em dezembro", disse, citado pela Bloomberg.

O presidente da Fed, Kevin Warsh, comprometeu-se a não orientar os mercados com as suas próprias perspetivas de curto prazo para a política monetária. Mas a surpresa na inflação vai aumentar a atenção sobre as declarações que fará na quinta-feira, em Banguecoque, numa conversa com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.

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