Taxas implícitas do crédito da casa renovam máximos de 2016

Os juros do crédito voltaram a subir para a totalidade dos créditos à habitação e para os novos contratos.
Bruno Colaço
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Patrícia Abreu 22 de agosto de 2018 às 11:22

As taxas implícitas do crédito à habitação voltaram a subir, em Julho, renovando novos máximos de 2016. Segundo dados divulgados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os juros do crédito subiram no conjunto dos contratos existentes, bem como nos novos empréstimos.


A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação atingiu, no mês passado, 1,038%, 0,6 pontos base acima dos 1,032% registados em Junho, avançou o INE. Nos novos contratos, e ao contrário do que tinha acontecido no mês passado, as taxas também aumentaram.


"Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro foi 1,471% no mês em análise (1,427% em Junho)", adianta a mesma fonte. As taxas de juro do crédito à habitação mantêm, assim, a tendência de subida registada nos últimos meses.


Já a prestação média também registou um ligeiro aumento. Subiu um euro para 242 euros. Deste valor, apenas uma pequena percentagem corresponde ao pagamento de juros: 45 euros (19%). O restante valor da prestação (81%) é para a amortização de capital.


O capital médio em dívida para a totalidade dos contratos de crédito à habitação aumentou 108 euros, para 52.016 euros.

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