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Empréstimos com garantia pública a empresas disparam para 3,4 mil milhões em 2025

De acordo com o Banco de Portugal (BdP), no ano passado, os novos empréstimos a empresas aumentaram 3.700 milhões de euros, totalizando 26.600 milhões de euros e atingindo o valor mais elevado da série, iniciada em 2015, tendo sido fortemente impulsionados pelos novos créditos com garantia pública.

Banco de Portugal
Banco de Portugal Mariline Alves
15:56

Os empréstimos com garantia pública às empresas aumentaram quase seis vezes em 2025 face a 2024, passando de 570 milhões de euros para 3.392 milhões, mas ficaram abaixo de 2020 e 2022, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo BdP.

De acordo com o Banco de Portugal (BdP), no ano passado, os novos empréstimos a empresas aumentaram 3.700 milhões de euros, totalizando 26.600 milhões de euros e atingindo o valor mais elevado da série, iniciada em 2015, tendo sido fortemente impulsionados pelos novos créditos com garantia pública.

"Os novos contratos com garantia pública contribuíram de forma significativa para esse crescimento: ascenderam a 3.400 milhões de euros, mais 2.800 milhões do que em 2024", salienta o banco central.

Este contributo foi "mais evidente a partir de maio, com o reforço dos programas de garantia pública".

Ainda assim, os valores registados ficaram aquém dos atingidos em 2020 e 2022, no contexto das linhas de apoio criadas durante a pandemia de covid-19, refletindo "os objetivos distintos dos programas".

"Durante a pandemia, o financiamento com garantia pública visava apoiar globalmente a continuidade da atividade empresarial", explica o banco central. Já em 2025, os programas "passaram a privilegiar o investimento em setores e finalidades estratégicas específicas".

A análise do BdP aponta ainda que os empréstimos com garantia pública "tenderam a apresentar condições mais favoráveis do que os contratos sem garantia pública", designadamente em termos de taxa de juro e prazo.

Por outro lado, o recurso a este tipo financiamento foi "mais expressivo" entre as pequenas empresas, tendo variado entre setores de atividade e regiões.

Assim, entre março de 2025 e março de 2026, a taxa de juro média dos novos empréstimos com garantia pública foi de 2,95%, ou seja, 0,84 pontos percentuais abaixo da observada nos contratos sem garantia pública.

Analisando por setor de atividade económica, verifica-se que esta diferença se verificou em todos os setores, mas foi "mais acentuada" no setor do comércio, transportes, alojamento e restauração, em que atingiu 0,92 pontos percentuais.

Neste período, a taxa variável predominou nos contratos celebrados, mas foi mais expressiva nos empréstimos com garantia pública (correspondeu a 99% do total) do que nos contratos sem garantia pública (75%).

Os dados hoje divulgados pelo supervisor bancário indicam que o montante e o prazo dos contratos também diferiram entre os dois tipos de financiamento.

Assim, entre março de 2025 e março de 2026, o montante de empréstimos com garantia pública concentrou-se sobretudo no escalão entre 250.000 e um milhão de euros (43,0% do total).

Os contratos até 250.000 euros representaram 75,5% do número de contratos e 28,6% do montante, enquanto os contratos acima de um milhão de euros corresponderam a 28,4% do montante.

Nos empréstimos sem garantia pública, 94,6% dos contratos tinham montantes até 250.000 euros, mas os contratos acima de um milhão de euros corresponderam a 45,6% do montante total.

No que se refere ao prazo, nos empréstimos com garantia pública predominaram os contratos com prazo entre um e cinco anos (81,0% dos contratos e 68,6% do montante), seguidos pelos contratos com prazo superior a cinco anos --- 17,9% dos contratos e 30,9% do montante.

Já nos empréstimos sem garantia pública, os contratos até um ano assumiram maior relevância (58,7% dos contratos e 30,3% do montante), apesar de os empréstimos com prazo entre um e cinco anos terem concentrado a maior proporção do montante (41,0%).

Entre março de 2025 e março de 2026, 76.800 empresas contrataram novos créditos, das quais 16.200 recorreram a programas de financiamento com garantia pública, o que corresponde a 20,3% do total.

"Como muitos destes programas se dirigem sobretudo às PME [pequenas e médias empresas] a maior parte do montante dos novos contratos com garantia pública foi atribuída a micro, pequenas e médias empresas", nota o BdP.

Dentro destas, as pequenas empresas destacaram-se, com os contratos com garantia pública a representarem 27% do montante total concedido às PME. Seguiram-se as médias empresas, com 19%, e as microempresas, com 9%.

O BdP detalha ainda que, comparando com o período da pandemia, o peso dos programas de financiamento com garantia pública foi, no período mais recente, inferior em todas as classes de dimensão das empresas.

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