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Novo crédito à habitação cai para o valor mais baixo dos últimos 12 meses

Ainda antes da guerra no Irão, as famílias já estavam a pedir menos empréstimos para comprar casa.

casas habitação rendas lisboa euribor predios
casas habitação rendas lisboa euribor predios DR
11:35

A contratação de novo crédito para comprar casa está a arrefecer no arranque deste ano e ainda mesmo antes da guerra no Médio Oriente. O montante emprestado pelos bancos caiu em fevereiro pelo segundo mês consecutivo e atingiu mesmo o valor mais baixo num ano.

Os novos contratos de empréstimos a particulares atingiram 2.515 milhões de euros, menos 83 milhões de euros do que em janeiro, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de portugal. "Para esta redução contribuiu principalmente a diminuição dos empréstimos para habitação", explica o supervisor, apontando para um recuo de 120 milhões de euros, para 1.673 milhões de euros, "o valor mais baixo dos últimos 12 meses".

Considerando não só novos contratos, mas também renegociações, em fevereiro, as novas operações de empréstimos aos particulares totalizaram 3.050 milhões de euros, menos 146 milhões do que em janeiro. As renegociações totalizaram 534 milhões de euros, menos 64 milhões de euros do que no mês anterior.

Empréstimos à habitação: novos contratos superam renegociações desde 2021 Banco de Portugal

O arrefecimento - que poderá estar relacionado com a comparação face ao "boom" no início do ano passado - acontece apesar do alívio nos custos para contratar empréstimos que se verificava até ao início da guerra. A taxa de juro média dos novos contratos de crédito à habitação desceu de 2,84%, em janeiro, para 2,83% em fevereiro. A dos contratos renegociados também diminuiu 0,01 pontos percentuais, para 2,84%.

Olhando para as diferentes tipologias de taxas, em fevereiro, 76% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista (ou seja, fixa num período inicial, seguida de taxa variável). A prestação média mensal do "stock" de empréstimos à habitação aumentou pelo sexto mês consecutivo: situou-se em 422 euros, mais 1 euro do que em janeiro.

Já nos empréstimos ao consumo, a taxa de juro média das novas operações situou-se em 9,01%, menos 0,14 pontos percentuais do que em janeiro. Nos empréstimos para outros fins, a taxa de juro média diminuiu 0,19 pontos percentuais, para 3,36%.

Taxas de juro em novos contratos e renegociações de crédito à habitação Banco de Portugal

Juro dos novos depósitos sobe para 1,36%

A quebra nas taxas que as famílias pagam pelo crédito tem sido acompanhada de um reforço (apesar de tímido) da remuneração das poupanças. A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares aumentou 0,02 pontos percentuais, passando para 1,36% em fevereiro, tendo Portugal mantido a sua posição como a quinta taxa de juro mais baixa entre os países da Zona Euro. 

Nos novos depósitos com prazo até um ano (que representam 95% do total), a taxa de juro média também aumentou 0,02 pontos percentuais, para 1,37%. Ainda assim, o montante de novas operações de depósitos a prazo de particulares diminuiu 1.235 milhões de euros, totalizando 10.592 milhões de euros.

Estes números são os últimos antes dos ataques dos EUA e Israel ao Irão, que causaram fortes perturbações nos preços da energia. Com o valor do petróleo e do gás a disparar, é esperado que o Banco Central Europeu (BCE) tenha de agir para travar a inflação pelo que .

(Notícia atualizada às 11:50)

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