Crédito Taxa de juro do crédito à habitação cai pelo terceiro mês para mínimos de mais de um ano

Taxa de juro do crédito à habitação cai pelo terceiro mês para mínimos de mais de um ano

Os juros do crédito à habitação, que desceram em todos os destinos de financiamento, estão em mínimos de julho de 2018.
Taxa de juro do crédito à habitação cai pelo terceiro mês para mínimos de mais de um ano
Miguel Baltazar/Negócios
Rafaela Burd Relvas 21 de novembro de 2019 às 11:05
A taxa de juro implícita no crédito à habitação caiu, em outubro, pelo terceiro mês consecutivo. A taxa fixou-se em 1,038%, abaixo dos 1,065% registados no mês de setembro, e está em mínimos de mais de um ano. Os dados foram divulgados, esta quinta-feira, 21 de novembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que dá conta de que o capital médio em dívida continua a aumentar e está agora em 53.231 euros.

Os dados do INE mostram que os juros de crédito à habitação desceram 2,7 pontos base, uma queda significativamente mais acentuada do que aquela que já tinha sido registada em setembro. A taxa de juro do crédito à habitação está, assim, a cair há três meses, depois de um período de oito meses consecutivos de subidas.

A descida verificou-se em todos os destinos de financiamento. No financiamento para a construção de habitação, a taxa de juro baixou em 3,1 pontos base para 0,855%, enquanto no crédito para a compra de casa a queda foi de 2,6 pontos base, para 1,061%. Já no financiamento à reabilitação de habitação, a taxa de juro fixou-se em 1,145%, uma quebra de 2,3 pontos.

Também nos contratos celebrados nos últimos três meses houve uma descida acentuada, de 1,249% para 1,134%. Este é o valor mais baixo desde, pelo menos, 2009, ano a que remonta esta série do INE, e é também a primeira vez que os juros nos contratos celebrados nos últimos três meses caem abaixo de 1,2%.

Em sentido contrário, o capital médio em dívida voltou a aumentar em setembro, para 53.231 euros, o valor mais elevado desde outubro de 2014. Este indicador está a aumentar há oito meses consecutivos. Considerando apenas os contratos celebrados nos últimos três meses, o capital médio em dívida desceu para 103.208 euros.

Já o valor médio da prestação vencida desceu ligeiramente, em 1 euro para os 246 euros.

Notícia atualizada pela última vez às 11h20 com mais informação.



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