Valor a que a banca avalia o metro quadrado subiu mais de 17% no ano passado
A avaliação bancária do metro quadrado continuou a subir na reta final de 2025, crescendo 21 euros em dezembro para um novo máximo histórico acima dos 2 mil euros.
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A escalada no valor a que a banca avalia o metro quadrado não parece conhecer travões. Em dezembro do ano passado, a avaliação bancária continuou a crescer e subiu 21 euros face ao mês anterior para 2.081 euros - um novo máximo histórico. Mesmo assim, o aumento representa uma desaceleração face a novembro, quando registou o terceiro maior salto desde 2011, ao crescer 35 euros. A média do ano ficou-se pelos 1.949 euros por metro quadrado - um salto de 17,3% face a 2024, de acordo com dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Olhando apenas para dezembro, a taxa de variação fixou-se em 19,1% em termos homólogos. A Península de Setúbal registou o maior aumento face ao mesmo período do ano passado, com a avaliação bancária a crescer 27,3%, não se tendo registado qualquer redução em todo o país. Em cadeia, a Grande Lisboa leva o título de subida mais expressiva no metro quadrado, com o valor a acelerar 1,7%. Face a novembro, apenas a Região Autónoma dos Açores registou um decréscimo.
Os valores mais elevados da avaliação bancária foram na Grande Lisboa, que, depois de ter ultrapassado em outubro a marca dos três mil euros por metro quadrado, continuou a subir e está já nos 3.145 euros. Segue-se o Algarve, com cada metro quadrado a ser avaliado em 2.726 euros, e logo a seguir a Península de Setúbal, com cada metro quadrado a valer 2.520 euros. Já a região mais barata continua a ser o Alentejo, que tem o metro quadrado avaliado em 1.299 euros.
Olhando para a tipologia, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi de 2.415 euros, um crescimento de mais de 23% em termos homólogos e 1,1% em cadeia. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa, com cada metro quadrado nos 3.199 euros, seguido do Algarve nos 2.758 metros quadrado. O Alentejo é a região que regista os preços mais baixos, nos 1.478 euros.
Já a nível de moradias, o valor mediano foi de 1.516 euros por metro quadrado em dezembro - um aumento de 14,7% face ao mesmo mês de 2024 e um crescimento de 1,1% face a novembro. A história repete-se com a Grande Lisboa a liderar a tabela, com cada metro quadrado nos 2.751 metros quadrados, seguida do Algarve, que se ficou pelos 2.629 euros. No entanto, a região mais barata para comprar uma moradia é o Centro, com o metro quadrado a ser avaliado em 1.114 euros.
O INE acrescenta ainda que, para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de dezembro de 2025, foram consideradas 34.496 avaliações (21.488 apartamentos e 13.008 moradias), menos 7,2% que no período homólogo.
(Notícia atualizada às 11h30)
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