“Reduzir o IRC é uma reforma”, diz António Ramalho
As alterações decididas pelo Governo no âmbito fiscal e laboral são reformistas, assinala o presidente do Fórum de Administradores de Empresas.
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Tem havido muitas críticas à ausência de verdadeiras reformas, ainda que o Governo sinalize ter um projeto ambicioso nessa área. Um dos maiores críticos tem sido, aliás, Pedro Passos Coelho. Estão a fazer-se reformas?
Claro que se vão fazendo reformas. Reduzir o IRC é uma reforma porque é uma inversão da tendência. Propor uma alteração em diversos regimes laborais é uma reforma. Alterar a carga fiscal para os mais novos é uma reforma porque implica uma discriminação positiva. A questão é se estamos a fazer tudo o que precisamos e o que precisamos. E aí subsistem dúvidas. O país tem demonstrado uma incapacidade para crescer de forma diferenciada que nos angustia. Porque não podemos melhorar a vida de todos se não crescermos decisivamente. E mesmo com os últimos anos melhores do que os anteriores, não parece que estejamos a aproveitar as vantagens que a nossa inserção na península ibérica nos poderia proporcionar. Daí que este assunto mereça atenção redobrada.
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