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Klarna entra no mundo dos criptoativos com lançamento de "stablecoin"

Numa tentativa de mudar o modelo de negócios, que continua a dar prejuízos, a Klarna vai lançar-se no mundo dos criptoativos. A "fintech" já está a testar a KlarnaUSD, que, diz, vai permitir diminuir os custos de transações para consumidores e comerciantes.

A Klarna tornou-se uma empresa pública em setembro, mas desde aí já desvalorizou mais de 30%.
A Klarna tornou-se uma empresa pública em setembro, mas desde aí já desvalorizou mais de 30%. Richard Drew / AP
11:30

Depois de a Visa ter entrado no mundo das "stablecoins", agora é a vez da Klarna apostar no setor. A empresa sueca de "buy now pay later" [comprar agora, pagar depois, em tradução livre] vai lançar uma criptomoeda indexada ao dólar de forma a "reduzir drasticamente os custos [de transações internacionais] tanto para consumidores como para comerciantes", explica a empresa em comunicado. Chama-se KlarnaUSD e opera numa "blockchain" criada pela empresa de pagamentos Stripe. 

A "stablecoin" ainda está em fase de testes e a empresa prevê que esteja disponível a partir do próximo ano. O objetivo é ser utilizada em pagamentos do quotidiano e entre diferentes países, mas uma fonte disse ao jornal britânico Financial Times que a entrada no setor dos criptoativos vai permitir à Klarna reduzir custos na altura de transferir grandes quantias de dinheiro internacionalmente - afastando fornecedores externos, como a rede Swift [o sistema de pagamentos internacional]. 

A mesma fonte indica ainda que a Wise e a Revolut também estão a trabalhar na emissão de "stablecoins", embora as duas "fintech" tenham recusado confirmar estes planos ao jornal. Além da Visa que está a explorar a "blockchain" para transferências internacionais, também a Paypal e a Stripe já se lançaram às cripto com a emissão deste tipo de moedas, numa altura em que dois dos maiores blocos económicos do mundo - os EUA e a União Europeia - já têm um enquadramento regulatório para as operar. 

"As criptomoedas finalmente chegaram a um etapa em que são rápidas, baratas, seguras e construídas para serem escaláveis. Este é o início da Klarna no mundo das criptomoedas", afirmou o CEO da empresa, Sebastian Siemiatkowski, citado em comunicado. O presidente executivo da "fintech" era um conhecido cético do setor, mas converteu-se aos ativos digitais no início do ano.

A que, neste momento, assenta em conceder empréstimos de curto prazo sem juros aos clientes. O objetivo é tornar-se um banco digital, à semelhança da Revolut, isto depois de ter registado perdas de 95 milhões de dólares no terceiro trimestre do ano e visto as suas

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