Agência Internacional de Energia convoca reunião extraordinária devido a situação no Irão
"Face aos acontecimentos no Médio Oriente e às implicações para a segurança energética, convoquei hoje uma reunião extraordinária dos governos membros da AIE para debater a situação do mercado do petróleo e do gás e as opções para responder às interrupções", confirmou o diretor da AIE, Fatih Birol.
A Agência Internacional de Energia (AIE) convocou esta terça-feira uma reunião extraordinária para debater as implicações da situação no Médio Oriente para a segurança energética e as opções de resposta a interrupções no fornecimento de petróleo e gás.
"Face aos acontecimentos no Médio Oriente e às implicações para a segurança energética, convoquei hoje uma reunião extraordinária dos governos membros da AIE para debater a situação do mercado do petróleo e do gás e as opções para responder às interrupções", confirmou o diretor da AIE, Fatih Birol.
Anteriormente, Birol tinha indicado que a instituição ligada à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) estava a monitorizar ativamente a situação no Médio Oriente e as suas possíveis implicações para os mercados globais de petróleo e gás, garantindo no domingo que "têm estado bem abastecidos".
O preço do barril de petróleo bruto Brent, referência na Europa, acumulou uma subida de mais de 17% desde sexta-feira, depois de ter ultrapassado hoje os 85 dólares pela primeira vez desde o verão de 2024, embora posteriormente tenha moderado a sua subida ligeiramente acima dos 83 dólares, com uma recuperação de mais de 7% em relação ao fecho de segunda-feira.
De acordo com um documento elaborado pela AIE consultado pela Bloomberg News, a agência, responsável por coordenar a liberação global de petróleo durante períodos de perturbação do mercado, estaria pronta para ajudar a estabilizar o mercado mundial de petróleo, embora o texto não mencione nenhum plano para fazê-lo.
A organização implementou cinco intervenções deste tipo nos últimos 35 anos, incluindo a Guerra do Golfo de 1991, os furacões Katrina e Rita em 2005, a crise da Líbia em 2011 e duas vezes após a invasão da Ucrânia em 2022.
Além da liberação de reservas de petróleo, os países membros da AIE dispõem de outras medidas para mitigar o impacto de uma interrupção no abastecimento, incluindo medidas de restrição da procura, que variam de ações leves (como campanhas de informação pública) a moderadas e severas (como restrições à circulação ou racionamento de combustível), bem como a substituição de um tipo de combustível por outro, a ativação da produção de emergência para aumentar o abastecimento ou a flexibilização temporária das especificações do combustível, como as ambientais ou de qualidade.
A AIE conta com 33 países membros, após a recente incorporação da Colômbia em fevereiro de 2026. Cada país membro da AIE tem a obrigação de manter reservas de petróleo equivalentes a "pelo menos 90 dias de importações líquidas de petróleo" e estar preparado para responder coletivamente a interrupções graves no abastecimento que afetem o mercado mundial de petróleo.
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