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Bitcoin supera patamar dos 10.000 dólares e vai a máximos de seis meses

A criptomoeda continua a sua boa prestação e hoje ultrapassou a barreira dos 10.000 dólares por unidade, algo que não acontecia há seis semanas. O novo valor fixado é também um máximo dos últimos seis meses.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 27 de Julho de 2020 às 18:16
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A criptomoeda mais famosa do mundo está a negociar outra vez acima dos 10.000 dólares e os olhos estão agora postos no próximo patamar de 10.500, de acordo com analistas que apontam para que a moeda digital siga as pisadas do recente "rally" do ouro, que hoje rompeu máximos históricos. 

O preço da bitcoin sobe 5,36% para os 10.422,14 dólares por unidade, o que representa um máximo desde 13 de fevereiro deste ano, antes de a pandemia se ter feito sentir também no mercado das criptomoedas.

Em março, a bitcoin chegou a desvalorizar 48% em dois dias e todo o mercado das criptomoedas perdeu 93,5 mil milhões de dólares em capitalização bolsista, de acordo com o Coinmarketcap.com, no mesmo período. 

Os futuros da bitcoin, negociados no CME Group, estão também a subir, ganhando 9,5% para os 10.335 dólares por unidade, um máximo desde 2 de junho, de acordo com a plataforma FactSet. 


Simon Peters, analista da plataforma de trading eToro, justifica, numa nota de "research", esta subida com "o crescimento da avaliação de mercado das 'stablecoins'". Isto numa altura em que a Tether, outra criptomoeda, superou a barreira dos 10 mil milhões de dólares de valor de mercado este mês e a USD Coin e a Circle estão em máximos históricos. 

As "stablecoins" são moedas digitais cujo valor está indexado a um outro ativo e tornaram-se populares após as críticas sobre a volatilidade extrema de todas as criptomoedas. 

Este movimento da bitcoin está a seguir as pisadas do ouro, que hoje 
atingiu novos máximos de sempre, a capitalizar o seu estatuto de valor-refúgio. O ouro a pronto (spot) segue a somar 1,94% para 1.937,90 dólares por onça em Londres, ao passo que o contrato de futuros para entrega de ouro em agosto – negociado no mercado nova-iorquino (Comex) – avança 2,15% para 1.938 dólares.

Tanto em Londres como em Nova Iorque, o metal precioso marcou novos máximos históricos – ao superar os recordes marcados em setembro de 2011 – e agora todas as atenções estão centradas na rapidez com que poderá chegar ao patamar dos 2.000 dólares.

Nigel Green, analista da deVere Group, escreve numa nota que "a bitcoin está atualmente a assumir a sua posição de ouro digital". 

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