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Bitcoin supera barreira dos 12 mil dólares num "rally" de mais de 70% este ano

A criptomoeda continua o seu "rally" desde setembro, tendo já valorizado mais de 20% em cerca de um mês e meio. Agora, ganhou novo impulso com os comentários do presidente da Reserva Federal dos EUA.

Benoit Tessier
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 21 de Outubro de 2020 às 12:44
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A bitcoin ultrapassou a barreira dos 12 mil dólares por unidade nesta quarta-feira, pela primeira vez em mais de um mês, um patamar técnico que pode ser visto como um trampolim para mais ganhos futuros, num ano em que a moeda digital acumula um ganho de cerca de 73%.

Hoje, a bitcoin valoriza quase 3% para os 12.256 dólares por unidade, registando ganhos nas últimas cinco sessões consecutivas. Uma tendência que tem sido verificada com frequência desde setembro deste ano. Desde o dia 9 desse mês, a moeda ganhou 24%.

O patamar dos 12.000 dólares está a ser visto pelos investidores como um sinal de que o "rally" da criptomeda mais famosa do mundo não vai ficar por aqui.

Contudo, o anlista Simon Peters, da casa de investimento eToro, diz à Bloomberg que "antes dos investidores estarem a apostar na próxima 'bull run', precisamos de ver a bitcoin acima de 12.000 dólares por um longo período de tempo". "Depois de essa tendência se afirmar, podemos olhar para o nível dos 14.000 dólares como o próxima meta", acrescenta.

Esta semana a bitcoin ganhou novo ânimo depois de o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Jerome Powell, ter dito que estaria a avaliar os "custos e benefícios" de uma moeda digital a ser usada pelo banco central, num evento organizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Isto depois de um relatório do FMI publicado no mesmo dia (19 de outubro) mostrar que as moedas digitais dos bancos centrais (CBDC, na sigla em inglês) poderiam ser benéficas, mas não corrigem alguns dos problemas atuais de algumas moedas, como a sua alta volatilidade. 

"A bitcoin tem vindo a ser negociada em alta desde o início de setembro. Os ganhos aceleraram esta semana depois do presidente da Fed, Jerome Powell, ter dito que o banco central dos Estados Unidos está a avaliar os custos e benefícios dos cripto-ativos apoiada pelo banco", dizem os analistas da XTB, numa nota.

Powell considera que "
é mais importante acertar do que ser o primeiro e acertar significa que não olhamos apenas para os benefícios potenciais de uma moeda digital, mas também para os riscos potenciais".

O mês de setembro foi o segundo pior do ano para a bitcoin, depois de março, tendo perdido 8% do valor nesse mês. Mas desde então tem conseguido recuperar.

"Existe um aumento significativo de atores institucionais que estão a entrar no mercado das criptomoedas", atira Eric Demuth, cofundador e CEO da Bitpanda, à Bloomberg. Exemplo disso é a Fidelity Investments que acaba de lançar um fundo para a bitcoin.

Recentemente, a Comissão Europeia propôs a primeira legislação comunitária sobre estes ativos digitais, esperando "agarrar oportunidades e mitigar riscos" com esta tecnologia ao nível da União Europeia (UE), até agora não regulada.
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