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Consultora estima que produção de petróleo em Angola fique nos 1,173 milhões de barris/dia este ano

A recuperação do ano passado "apoiou um crescimento económico mais forte em 2024, já que o setor petrolífero representa 25% do PIB e quase 90% do comércio, mas a estagnação prevista para este ano fará a economia crescer 2,7%, este ano, face à estimativa de 3,7% para 2024", concluem os analistas.

petroleo combustiveis
petroleo combustiveis DR
07 de Janeiro de 2025 às 12:15

A consultora Oxford Economics considerou esta terça-feira que a produção de petróleo em Angola vai estagnar nos 1,173 milhões de barris diários este ano, depois de ter subido 3,6%, para 1,170 milhões de barris em 2024.

"A produção de petróleo em Angola subiu ligeiramente em novembro, cumprindo a meta do governo; prevemos que a produção de crude tenha aumentado 3,6% no ano passado, para 1,170 milhões de barris diários, subindo ligeiramente para 1,173 milhões de barris por dia em 2025", escrevem os analistas num comentário à produção no segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana.

Na nota, enviada aos clientes e a que a Lusa teve acesso, o departamento africano desta consultora londrina aponta que os números da Agência Internacional da Energia sobre a produção petrolífera de Angola "estão alinhados com o objetivo do governo, de 1,180 milhões de barris diário para 2024".

Os dados, continuam, "mostram que a produção recuperou para os níveis de 2022 depois de extensas operações de manutenções no poço Dalia, no primeiro trimestre de 2023, que causaram um declínio na produção".

A recuperação do ano passado "apoiou um crescimento económico mais forte em 2024, já que o setor petrolífero representa 25% do PIB e quase 90% do comércio, mas a estagnação prevista para este ano fará a economia crescer 2,7%, este ano, face à estimativa de 3,7% para 2024", concluem os analistas.

Os maiores perigos relativamente a esta previsão para este ano relacionam-se com a China, que compra mais de 50% do petróleo angolano, e prendem-se com "possíveis atrasos nos projetos petrolíferos nacionais, uma procura reduzida de petróleo angolano devido ao aumento das vendas de veículos elétricos na China, e um abrandamento no setor da construção".

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