JPMorgan já não espera cortes nas taxas de juro da Fed este ano
Os dados do emprego da passada sexta-feira trocaram as voltas ao banco de investimento americano. Para 2027, antecipa inclusive uma subida.
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O JPMorgan está mais pessimista para a política monetária dos EUA este ano e disse que já não espera que o banco central faça cortes nas taxas de juro. Aliás, aponta mesmo para uma subida em 2027 de 25 pontos-base, para um intervalo de 3,75% e 4%, no terceiro trimestre.
Até agora, o banco de investimento apontava para dois cortes ao longo deste ano e uma descida no próximo ano. “Agora esperamos que a Reserva Federal mantenha as taxas inalteradas ao longo de 2026, embora, com o mercado relutante em precificar a fraqueza do mercado de trabalho e a atenção voltada para a corrida pela presidência da Fed, um prémio adicional no curto prazo possa persistir por alguns meses”, escreveu a equipa que inclui Michael Feroli, Phoebe White e Jay Barry numa nota de 9 de janeiro, citada esta segunda-feira pela Bloomberg.
A mudança da perspetiva dos analistas surgiu depois da divulgação dos dados da criação de emprego na maior economia do mundo em dezembro. No último mês do ano, foram criados 50 mil empregos, abaixo dos 60 mil esperados pelos economistas. Os dados de novembro foram revistos em baixa, passando dos 64 mil postos de trabalho gerados para 56 mil. A taxa de desemprego desceu para 4,4%.
Para os especialistas, o relatório "amenizou as preocupações com um mercado de trabalho mais fraco”. O JPMorgan prevê um aperto ainda maior no mercado de trabalho no segundo trimestre.
Não é o primeiro banco a mudar as perspetivas para a política monetária após o importante relatório de sexta-feira. Bancos como o Citigroup, o Morgan Stanley e o Barclays também reviram as suas projeções: o primeiro aponta para uma descida dos juros em março de 2026; o Morgan Stanley e o Barclays atiram para junho.
A Reserva Federal reúne no final deste mês. A decisão - que os mercados financeiros acreditam que seja de manter a taxa inalterada - chega a 28 de janeiro.
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