Matérias-primas registam queda mais acentuada desde 1959
As matérias-primas acumularam esta semana a maior desvalorização em mais de 50 anos, devido à especulação de que o abrandamento da economia vai provocar uma quebra acentuada no consumo.
As matérias-primas acumularam esta semana a maior desvalorização em mais de 50 anos, devido à especulação de que o abrandamento da economia vai provocar uma quebra acentuada no consumo.
O índice CRB, que agrupa 19 "commodities", acumula uma queda de 8,4% esta semana, a quebra mais acentuada desde 1956.
Entre as matérias-primas que mais caíram esta semana encontram-se precisamente as que atingiram máximos históricos no início da semana. Desde o máximo histórico acima dos 1.000 dólares a onça o ouro já recuou mais de 100 dólares, enquanto o barril de petróleo esteve hoje a negociar 11 dólares abaixo do máximo histórico fixado na segunda-feira.
"O crescimento económico vai estagnar e isso não é bom para as matérias-primas", disse um analista à Bloomberg. Ainda esta semana o FMI adiantou que o abrandamento da economia mundial vai provocar uma queda na procura de matérias-primas.
Antes desta semana as matérias-primas acumulavam uma subida de cerca de 20% este ano, sobretudo devido à queda do dólar face ao euro e à desvalorização dos mercados accionistas, o que levou os investidores a apostarem nas "commodities".
Contudo, os investidores estão agora a olhar para os fundamentais, concluindo que os actuais preços não reflectem as perspectivas para a evolução da procura.
Ontem o CRB caiu mais de 4% e hoje está a desvalorizar mais de 1%. Hoje o dólar regista uma valorização acentuada face ao euro. A moeda europeia cai mais de 1% para 1,5424 dólares.