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Meta poderá despedir 20% da força laboral devido à IA. Ações sobem mais de 3%

A reestruturação planeada pela empresa visa compensar os elevados gastos da empresa com inteligência artificial (IA).

Mark Zuckerberg, presidente executivo (CEO) da Meta
Mark Zuckerberg, presidente executivo (CEO) da Meta Jeff Chiu / Associated Press
17:29

A Meta Platforms, dona de redes sociais como o Instagram, Facebook e Whatsapp, pode estar a preparar despedimentos em larga escala. Segundo avançou a Reuters este domingo, 15 de março, a empresa liderada por Mark Zuckerberg está a preparar uma grande reestruturação na empresa que pode levar ao despedimento de 20% ou mais da sua força laboral. A "tech" ainda não confirmou os valores.

O objetivo é fazer face ao crescimento galopante dos gastos com inteligência artificial (IA), ao mesmo tempo que utiliza a tecnologia para tentar trazer mais eficiência para os trabalhadores que não vão ser afetados pelos despedimentos.

Este poderá ser o maior corte de força laboral desde a que a "big tech" fez entre o final de 2022 e início de 2023, quando despediu 21 mil trabalhadores, naquilo a que a empresa chamou de "ano de eficiência". Pode significar até poupar seis mil milhões de dólares ou um aumento de 5% dos lucros, segundo os analistas contactados pela agência.

O possível grande corte surge depois de a Meta ter indicado de que iria fazer um investimento de capital de 135 mil milhões de dólares este ano - o dobro daquilo que gastou o ano passado - para recuperar o atraso que leva na corrida aos centros de dados de IA. O "cheque" previsto para este ano visa garantir a capacidade em "cloud" necessária para treinar e construir modelos de IA. A empresa assinou, aliás, esta segunda-feira, um acordo com a Nebius, que prevê o investimento de 27 mil milhões na infraestrutura da neerlandesa.

Apesar dos elevados volumes de investimento em IA, a norte-americana ainda não lançou um modelo de IA capaz de desafiar os "reis" do setor, como o ChatGPT da OpenAI ou o Gemini, da Google. A Meta tem trabalhado no "Avocado", mas o desempenho deste modelo também ficou aquém das expectativas.

No final do ano passado, a Meta tinha 79 mil trabalhadores. Se o despedimento em massa de 20% se confirmar, a empresa ficaria com 63.200 trabalhadores.

Em bolsa, os investidores reagiram de forma positiva. As ações chegaram esta segunda-feira a subir 3,43% para 634,75 dólares, tendo entretanto abrandado para uma subida de pouco mais de 2% para 626,44 dólares por título. No ano, acumula uma desvalorização de 3,7%, depois de ter avançado quase 13% no ano passado. 

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