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"Preços do petróleo ainda estão uma pechincha"

Matthew R. Simmons é CEO e "chairman" do banco de investimento Simmons & Co International, sedeado em Houston e especializado na indústria petrolífera. Analisa o mercado energético há mais de 40 anos e em entrevista telefónica ao Jornal de Negócios ex

18 de Março de 2008 às 00:21

Matthew R. Simmons é CEO e "chairman" do banco de investimento Simmons & Co International, sedeado em Houston e especializado na indústria petrolífera. Analisa o mercado energético há mais de 40 anos e em entrevista telefónica ao Jornal de Negócios explica por que razão considera que os actuais preços do crude ainda estão baratos.

"Acho que o petróleo, nos actuais níveis, está uma pechincha. Senão vejamos: um barril está a 42 galões [3,7 litros] e em cada galão há 16 "cups". Cada "cup" corresponde mais ou menos a um copo de vinho ou uma chávena de café. Com o preço a 100 dólares por barril, isso corresponde a 14,9 cêntimos por "cup". O que compra você a esse preço hoje em dia? Quando fui recentemente a Londres, um taxista disse que a gasolina estava a 9 dólares por galão, o que dá 19 cêntimos por "cup". No hotel eu paguei 12 libras por um copo de vinho!", comenta Matthew Simmons.

Adianta também que o tão falado "peak oil" [altura em que a produção mundial de crude atinge o seu pleno, diminuindo a partir daí] já está a acontecer e que os campos petrolíferos sauditas não estão em tão grande forma como se pensa. "A ideia de que a Arábia Saudita pode produzir mais um ou dois milhões de barris por dia está errada. Não consegue, porque não tem. A procura está a aumentar face à oferta e esta está a decair. Quando a ‘spare capacity’ deixar mesmo de existir... ‘Houston We Have a Problem’", salienta.

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