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PSI-20 contraria Europa e fecha com queda superior a 1%

Depois de maio ter sido um mês negro, a bolsa nacional começa junho com o pé esquerdo. As quedas do BCP, das cotadas do setor do papel e da Mota-Engil pesaram no índice português.

Tiago Sousa Dias
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 03 de Junho de 2019 às 16:40
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O PSI-20 contrariou a tendência positiva das bolsas europeias e de Wall Street e fechou em queda esta segunda-feira, 3 de junho. A bolsa nacional desvalorizou 1,16% para os 4.985,36 pontos, atingindo mínimos de 15 de janeiro. Em maio o índice português perdeu mais de 6%, registando o pior desempenho desde junho de 2016

Ao contrário do que aconteceu em Lisboa, praticamente todas as praças europeias fecharam com valorizações na sessão de hoje. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, sobe 0,28% para os 370,08 pontos. As subidas do setor alimentar e o da saúde estão a compensar as quedas do setor da banca. 

Isto apesar de a disputa comercial continuar na mente dos investidores. Desta vez, Donald Trump reavivou o braço-de-ferro com o México ao impor tarifas sobre importações mexicanas. Este passo e a contínua tensão com a China constituem mais sinais de preocupação para os mercados, que temem os efeitos negativos na economia mundial.  

Em Lisboa, a maior parte (13) das cotadas fechou em baixa, penalizando o índice nacional. A queda mais expressiva foi a da Mota-Engil cujas ações desvalorizaram 8,64% para os 1,935 euros, atingindo mínimos de meio de fevereiro. Esta é a maior queda da cotada desde setembro de 2016.

Segundo os analistas do BPI, no comentário de fecho, a queda é "explicada em parte pelo facto de nas últimas sessões não ter refletido na íntegra a queda do preço do petróleo, bem como pela sua exposição ao mercado mexicano".

Com maior peso no índice, o BCP também contribuiu para a queda do PSI-20 ao deslizar 2,1% para os 24,67 cêntimos. O banco desvaloriza há cinco sessões consecutivas, apesar da DBRS ter melhorado o "rating" do BCP para investimento de qualidade. 

Também o setor europeu da banca negoceia em terreno negativo ao ser penalizado pela disputa comercial, a desaceleração económica e a necessidade de manter os juros baixos durante mais tempo. É isso que penaliza o Deutsche Bank, que negoceia abaixo dos seis euros pela primeira vez, além das turbulências internas. 

As cotadas do setor do papel, que são das mais vulneráveis ao ambiente externo, também continuam em queda. A Navigator desvalorizou 1,19% para os 3,162 euros, atingindo mínimos de dezembro de 2016. A Altri desceu 1,73% para os 5,965 euros e a Semapa desvalorizou 1,77% para os 12,22 euros. 

A Galp Energia também fechou em baixa numa altura em que o petróleo está a cair nos mercados internacionais. As ações da energética desceram 0,82% para os 13,37 euros. 

A travar maiores perdas estiveram cotadas como a Ibersol, que apresenta hoje os resultados do primeiro trimestre após o fecho do PSI-20, e a Jerónimo Martins. A Ibersol subiu 0,74% para os 8,16 euros e a Jerónimo Martins valorizou 0,29% para os 13,665 euros. 

(Notícia atualizada às 16h52 com mais informação)
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