"2008 será positivo para as acções"
É cada vez maior o "coro" de analistas a defender que existem boas oportunidades de ganhos nos mercados de acções, mesmo que o comportamento dos investidores sinalize o oposto.
Ainda ontem, quando os investidores voltaram a mostrar o cartão vermelho às acções, sobretudo na Europa, onde as perdas superaram 1%, o grupo de defensores do potencial dos mercados accionistas ganhou um reforço de peso. Robert Doll, vice "chairman" da BlackRock, proprietária da divisão de gestão de activos da Merrill Lynch, que, no "outlook" para o segundo semestre, avançou que "2008 vai ser um ano positivo para as acções".
O optimismo de Doll acenta na convicção de que, apesar do pessimismo dominante, "o crescimento da economia global ainda será decente, os sectores não financeiros mantêm-se saudáveis, os resultados deverão continuar a subir e a inflação vai abrandar". É, em particular, neste último ponto que a sua posição choca com o sentimento do mercado.
"Mesmo com os elevados preços dos alimentos e da energia, esperamos que as pressões inflacionistas diminuam nos próximos meses, principalmente porque as maiores restrições na concessão de crédito e a crise no imobiliário vão ser as duas maiores forças deflacionistas, enquanto a actividade económica continuará abaixo do seu potencial", refere o "outlook".
