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‘Zillennials’ vão mudar os investimentos para sempre

Comer carne está ‘out’, não voar por motivos ambientais (flight shame) está ‘in’. A geração Z está a transformar o mundo, e os investidores têm de estar preparados.

Bloomberg 21 de Novembro de 2020 às 15:00
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O novo grupo que está a chegar à maioridade - os chamados "Zillennials" - vai eclipsar os tão falados millennials, impulsionar os mercados emergentes e ajudar o desempenho dos setores preferidos, com outras empresas mais ultrapassadas a cair no esquecimento, segundo um recente relatório de research do Bank of America.

"A revolução da geração Z está a começar, já que a primeira geração nascida num mundo online está a entrar agora na força de trabalho e a obrigar outras gerações a adaptarem-se a ela, e não o contrário", disseram os estrategistas liderados por Haim Israel.

A geração Z - o grupo nascido entre 1996 e 2016 - está a caminho de ultrapassar os millennials em termos de rendiimentos até 2031, segundo o relatório do BofA. Nove em cada dez vivem em mercados emergentes, e a Índia representa cerca de 20% do total. Países como o México, Filipinas e Tailândia também deverão beneficiar da mudança. Os setores mais favorecidos incluem o comércio eletrónico, pagamentos, luxo, media e ESG (sigla para padrões ambientais, sociais e de governança), de acordo com o BofA, enquanto segmentos como o álcool, carnes, carros e viagens podem ficar para trás.

O BofA conduziu uma pesquisa com mais de 14 mil indivíduos da geração Z em agosto. Entre as conclusões destaca-se o facto de a maioria ter algum tipo de restrição em relação ao consumo de carne e de muitos não beberem.

Além disso, 40% dos jovens dos 16 aos 18 anos preferem interagir virtualmente com os amigos em comparação com 35% dos millennials e 30% da geração X.

Segundo o BofA, as implicações ao nível do investimento podem incluir o ativismo sustentável impulsionado pelo consumidor, o que representaria riscos para setores vistos como "prejudiciais", como o fast fashion.

Há um foco crescente na Ásia-Pacífico, que responde por 37% do rendimento da geração Z. Essa parcela deve aumentar para 41% até 2040.

O setor das companhias aéreas e viagens também pode ser afetado por preocupações relativas à sustentabilidade à medida que o "flight shame" se torna mais prevalente.

E o BofA já alerta que é preciso estar atento à "geração covid".

"É a geração que só conhecerá a solução de problemas através de estímulos orçamentais e dinheiro grátis do governo, potencialmente abrindo caminho para o rendimento básico universal e o acesso à saúde", disseram os estrategistas.

"A geração C será incapaz de viver sem tecnologia em todos os aspetos das suas vidas" e "os seus avatares irão protestar virtualmente no mundo da realidade total online com os seus amigos sobre o movimento cultural mais recente".

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