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Como fazer um plano de poupança para a reforma se...

Fazer um plano para a reforma não tem uma fórmula única. A sua estrutura deverá variar de acordo com a idade, a poupança já acumulada e a disponibilidade para reter parte do rendimento. O Negócios pediu a algumas instituições que sugerissem a melhor estratégia para cada caso.

03 de Junho de 2011 às 08:50

... For começar agora a poupar

Se a sua vida teve início há pouco tempo é natural que ainda não tenha conseguido colocar de lado qualquer tipo de poupança. Por outro lado, pode ter já muitos anos no mercado de trabalho, mas canalizou o rendimento aforrado para outras necessidades. Se pretende começar agora, constitua um plano adequado à sua idade e, como tal, à idade que o separa do final da vida activa. Adapte a tomada de risco à sua faixa etária. Uma estratégia recomendada por Gonçalo Gomes, da direcção de marketing do ActivoBank, é considerar os retornos médios históricos das principais classes de activos. Vale a pena sublinhar que, historicamente, "enquanto os activos com menor risco permitem pouco mais do que repor o poder de compra perdido com a inflação (sobretudo se tivermos presente a retenção de imposto sobre os rendimentos), activos como as acções permitem alcançar retornos reais médios em torno dos 6%, a longo prazo", explicou o responsável do ActivoBank.

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Há vários produtos que pode subscrever neste caso, de acordo, com a sua idade e disponibilidade financeira. Poderá optar por um fundo de investimento, com uma componente significativa de acções. Diogo Teixeira, administrador da Optimize, explica que um jovem de 25 anos, com um salário líquido de 900 euros, poderá fazer entregas mensais de 49 euros no PPR Acções ou 67 euros no PPR Equilibrado (acções e obrigações), produtos comercializados pela sua gestora.

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... já tiver um bom pé-de-meia amealhado

Se tem já alguma poupança constituída e não apresenta outras necessidades a curto prazo, destinar esse montante para o final da vida activa será uma decisão acertada. Também neste caso a estratégia escolhida dependerá de vários factores, nomeadamente a idade e o apetite pelo risco. Gonçalo Gomes alerta para a necessidade de preservar capital, ou seja, não correr risco a mais. O responsável do ActivoBank reforça que "se o valor amealhado já é significativo, a principal preocupação deverá ser 'não deitar tudo a perder'". E, uma das melhores formas para reduzir o risco é diversificar, seguindo a velha máxima dos mercados de "não colocar todos os ovos no mesmo cesto". Se ainda estiver longe da idade da reforma, pode também alargar o horizonte temporal do investimento e, desse modo, mitigar também os riscos.

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Num cenário em que já dispõe de alguma poupança constituída, pode optar por uma carteira de fundos de investimento. Gonçalo Gomes sugere o fundo BNY Mellon Global Real Return A, um fundo exposto às várias classes de activos e que tem como objectivo obter uma rendibilidade superior à Euribor a um mês em 4% anualizados, num período de três a cinco anos. Já Diogo Teixeira que um indíviduo com 45 anos, um salário líquido de 2.000 euros e uma poupança constituída de 50.000 euros, a opte por fazer entregas mensais de 20 euros num PPR mais exposto a acções ou de 75 euros num PPR equilibrado.

... conseguir fazer entregas mensais

Ao constituir um plano financeiro para a reforma, deverá introduzir alguma disciplina para garantir que cumpre os seus objectivos no prazo definido e, com o menor esforço posssível. Habitualmente, a opção por fazer entregas mensais do rendimento disponível é apresentada como a opção que lhe exigirá um menor esforço financeiro. Contudo, poderá não ser essa a "modalidade" de poupança que melhor se adequa aos seus rendimentos e necessidades de liquidez. Se optar por fazer entregas mensais, defina qual o montante, do total do seu rendimento, de que pode dispôr, sem comprometer todas as outras obrigações que possa ter. Se o seu ordenado for melhorando ao longo do tempo e as suas necessidades de liquidez se mantiverem estáveis, pode, se assim o entender, ir aumentando o valor das entregas mensais.

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Há vários produtos disponíveis no mercado nacional que permitem efectuar entregas mensais e, na maioria dos casos, esta ronda os 25 euros. Para quem pretender uma estratégia mais prudente, pode optar por depósitos que admitam reforços regulares. Outra hipótese são os fundos de investimento que tenham mínimos de subscrição baixos. O administrador da Optimize recomenda que um indivíduo de 45 anos, com um salário líquido de 2.000 euros faça entregas mensais de 235 euros num PPR mais exposto a acções ou de 275 euros num Equilibrado. Já Gonçalo Gomes recomenda um plano de investimento em certificados do Millennium BCP, que permite fazer entregas mensais a partir de 50 euros em instrumentos que replicam o desempenho de diversos índices accionistas.

... preferir uma só entrega anual

Se preferir optar por fazer apenas uma entrega anual no seu plano financeiro para a reforma, no início do ano ou até no final, tem também alguns produtos disponíveis. Este cenário exigiria um maior montante dispendido, uma vez que diria respeito ao valor mensal que deveria poupar multiplicado por 12 meses. Deverá fazer as contas para perceber se essa é a opção que mais se adequa às suas disponibilidades financeiras. Gonçalo Gomes alerta para a importância da constituição de um fundo de emergência, que cubra um a seis meses de despesas fixas do agregado familiar, antes de assumir riscos na sua carteira de investimentos. Neste caso, o responsável do ActivoBank recomenda a escolha de depósitos a prazo ou outras aplicações de capital garantido.

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Entre os produtos que lhe permitem fazer apenas uma entrega anual estão os fundos de investimento, nomeadamente os sugeridos por Gonçalo Gomes (STS Schroder Global Diversified Growth B e BNY Mellon Global Real Return A). Já o administrador da Optimize aconselha um indivíduo que obtenha hoje um salário líquido de 1.200 euros por mês a fazer uma entrega anual de 1.125 euros num PPR Acções ou 1.530 euros no PPR Equilibrado.

... tiver 35 anos

Aos 35 anos tem ainda perto de 30 anos de vida activa. Contudo, esta distância da aposentação não o deverá afastar do rumo de poupança para o final da sua vida activa. Como refere Gonçalo Gomes, "é realmente diferente começar a poupar aos 30 ou aos 35 anos". A idade é ainda um critério fundamental para a estruturação da sua carteira de investimento. Com 35 anos, pode ainda assumir uma postura mais arriscada e optar por activos que historicamente apresentam taxas de retorno mais elevadas. As opções mais frequentes são os fundos de investimento. Analise a oferta do mercado e avalie todas as suas características, não esquecendo os custos nos quais pode incorrer ao optar por determinado produto.

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Diogo Teixeira apresentou uma simulação segundo a qual alguém com 35 anos e um ordenado mensal líquido de 1.400 euros, deverá fazer entregas mensais de 112 euros no PPR Acções ou de 147 euros no PPR Equilibrado. Já Gonçalo Gomes sugere o fundo STS Schroder Global Diversified Growth B, que tem o objectivo de obter uma rendibilidade próxima à do mercado de acções, mas com menor volatilidade e num horizonte de longo prazo, entre 5 a 7 anos. Este fundo apresenta um montante mínimo de investimento de 1.000 euros.

... já estiver perto da idade da reforma

Com a aproximação do final da idade activa, deverá adoptar uma postura mais conservadora. A dez anos da aposentação, por exemplo, poderá não ter tempo para compensar perdas avultadas que tenha sofrido em consequência de uma atitude arriscada nas suas opções de investimento. Nesse sentido, as opções mais adequadas serão aquelas que incluam capital garantido, ainda que os retornos oferecidos não sejam os mais elevados. Ou seja, ao aproximar-se da reforma faça uma alteração na sua carteira e diminua a exposição a activos percepcionados como menos seguros.

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Neste cenário, Gonçalo Gomes, responsável da direcção de Marketing do ActivoBank volta a sugerir o BNY Mellon Global Real Return A. Já Diogo Texeira fez uma simulação segundo a qual um indivíduo com 55 anos, um salário líquido de 2.500 euros, uma poupança constituída de 50.000 euros deverá fazer entregas mensais de 140 euros no PPR Equilibrado.

5 Dicas para poupar

Preparar a sua vida para quando deixar de trabalhar é cada vez mais uma necessidade. Mas, para constituir o plano adequado a este objectivo de poupança há regras que não deve descurar

1. Defina os objectivos que espera ver cumpridos

Como em todos os planos de poupança, definir os objectivos é uma fase primordial. Quando começar a constituir o seu complemento à reforma, analise quais as metas que pretende ver alcançadas quando terminar a sua vida activa. Ou seja, estabeleça qual o montante que espera ter aforrado aquando da reforma. Dessa forma, poderá calcular quanto deverá poupar, ao longo do tempo que falta para chegar a essa fase da vida, para obter o montante pretendido. Defina a sua estratégia e seja disciplinado na constituição da poupança.

2. Quanto mais cedo começar a poupar, melhor

Se for jovem e a sua vida activa teve início há poucos anos não deve pensar que a reforma ainda não é um tema importante para si. Garantir o mesmo nível de vida após a vida activa é um desejo comum a todos, ainda que a sua concretização seja mais fácil para uns do que para outros. Quanto mais cedo começar a amealhar, menor será o esforço de poupança, uma vez que ainda se encontra longe da idade da reforma. Por outro lado, deste modo, poderá tirar o máximo partido do efeito de capitalização dos retornos obtidos.

3. Defina uma estratégia de acordo com a sua idade

A idade é uma variável fundamental na constituição de um plano para a sua aposentação. Quanto mais cedo começar a poupar e, como tal, quanto mais longe estiver do final da vida activa, mais risco pode assumir na sua estratégia de investimento e apostar em activos que, a longo prazo, podem traduzir-se em retornos mais elevados. A aproximação do final da vida activa exige, pelo contrário, uma postura mais conservadora, pois a margem para recuperar de perdas acentuadas é menor.

4. Diversifique a sua carteira de investimentos

Diversificação é uma palavra chave no mundo do investimento. Estruturar uma carteira exposta a várias classes de activos é fundamental para garantir estabilidade ao diminuir a probabilidade de sofrer perdas avultadas. Ao apostar em vários activos e produtos mitiga o risco a que estará exposto. Informe-se das várias aplicações que estão ao seu dispôr e analise se se adequam às suas necessidades e perfil de investimento. Não ignore os custos e comissões que podem estar associados aos produtos que subscrever.

5. Mantenha a gestão da poupaça após a reforma

Quando terminar a sua vida activa, caso não necessite imediateamente do montante total aforrado, continue a geri-lo. Não se esqueça de o fazer de forma adequada, tendo em conta os seus objectivos e a sua situação financeira. Canalize uma parte do montante que foi poupando ao longo da vida activa para um plano financeiro pós-reforma. As instituições financeiras dão-lhe a possibilidade de optar entre resgatar a totalidade da poupança ou receber uma pensão mensal.

Preparar a sua vida para quando deixar de trabalhar é cada vez mais uma necessidade. Mas, para constituir o plano adequado a este objectivo de poupança há regras que não deve descurar

1. Defina os objectivos que espera ver cumpridos

Como em todos os planos de poupança, definir os objectivos é uma fase primordial. Quando começar a constituir o seu complemento à reforma, analise quais as metas que pretende ver alcançadas quando terminar a sua vida activa. Ou seja, estabeleça qual o montante que espera ter aforrado aquando da reforma. Dessa forma, poderá calcular quanto deverá poupar, ao longo do tempo que falta para chegar a essa fase da vida, para obter o montante pretendido. Defina a sua estratégia e seja disciplinado na constituição da poupança.

2. Quanto mais cedo começar a poupar, melhor

Se for jovem e a sua vida activa teve início há poucos anos não deve pensar que a reforma ainda não é um tema importante para si. Garantir o mesmo nível de vida após a vida activa é um desejo comum a todos, ainda que a sua concretização seja mais fácil para uns do que para outros. Quanto mais cedo começar a amealhar, menor será o esforço de poupança, uma vez que ainda se encontra longe da idade da reforma. Por outro lado, deste modo, poderá tirar o máximo partido do efeito de capitalização dos retornos obtidos.

3. Defina uma estratégia de acordo com a sua idade

A idade é uma variável fundamental na constituição de um plano para a sua aposentação. Quanto mais cedo começar a poupar e, como tal, quanto mais longe estiver do final da vida activa, mais risco pode assumir na sua estratégia de investimento e apostar em activos que, a longo prazo, podem traduzir-se em retornos mais elevados. A aproximação do final da vida activa exige, pelo contrário, uma postura mais conservadora, pois a margem para recuperar de perdas acentuadas é menor.

4. Diversifique a sua carteira de investimentos

Diversificação é uma palavra chave no mundo do investimento. Estruturar uma carteira exposta a várias classes de activos é fundamental para garantir estabilidade ao diminuir a probabilidade de sofrer perdas avultadas. Ao apostar em vários activos e produtos mitiga o risco a que estará exposto. Informe-se das várias aplicações que estão ao seu dispôr e analise se se adequam às suas necessidades e perfil de investimento. Não ignore os custos e comissões que podem estar associados aos produtos que subscrever.

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