Matérias-Primas Há ouro, e muito, por baixo dos Alpes suíços

Há ouro, e muito, por baixo dos Alpes suíços

Os Alpes suíços estão repletos de ouro. E não, não se tratam de minas, mas sim de "bunkers" operados por empresas privadas para guardar o metal precioso.
Há ouro, e muito, por baixo dos Alpes suíços
Dario Pignatelli/Bloomberg
Rui Barroso 03 de outubro de 2016 às 19:30
Segundo uma reportagem da Bloomberg, o negócio dos guardiões de ouro dos Alpes suíços vai de vento em popa. A menor confiança no sistema financeiro levou a um aumento da procura por ouro e também por métodos alternativos para guardar valores.

No entanto, outra das razões para o crescimento da procura por estes "bunkers", e talvez a mais importante, é que quem os opera não tem de prestar informações aos reguladores que controlam a lavagem de dinheiro em solo helvético.

Apesar disso, a autoridade aduaneira suíça divulga dados sobre as entradas de ouro no país. E, só nos primeiros seis meses do ano, entraram 1.357 toneladas métricas de ouro, avaliadas em cerca de 40 mil milhões de dólares, segundo dados citados pela Bloomberg.

Alguns observadores sugerem que sejam criadas regras mais exigentes para reportar a movimentação transfronteiriça de ouro. E alertam que este tipo de armazenamento pode ser utilizado por redes criminosas e por grupos terroristas.

Já os donos das empresas que operam os "bunkers", que em alguns casos estão equipados à volta com pistas para jactos particulares e com casas de luxo, dizem que escrutinam os clientes para apurar se os bens tiveram origem ilícita. Mas, ao mesmo tempo, acusam os concorrentes de não o fazerem. É que o negócio aparenta ser uma mina de ouro. 



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