Petróleo desliza mais de 3,5% à espera da OPEP

A perspectiva de ausência de consenso entre os membros da OPEP sobre o corte de produção está a levar os preços do petróleo a afundarem.
petróleo crude
Bloomberg
Sara Antunes e Rui Barroso 29 de Novembro de 2016 às 14:53

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, está a descer 3,78% para 45,30 dólares por barril. Já o Brent, transaccionado em Londres e referência para Portugal, recua 3,71% para 46,45 dólares.

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A queda abrupta dos preços do petróleo está relacionada com a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e com a aparente falta de acordo sobre o corte de produção do cartel.

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Os membros da OPEP vão reunir-se esta quarta-feira, 30 de Novembro, com os investidores expectantes em relação ao desfecho deste encontro. Isto porque, a OPEP já tinha chegado a acordo sobre a necessidade de corte de produção para controlar a queda dos preços da matéria-prima.

 

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Contudo, estão a ter dificuldades em chegar a acordo sobre como se cortará a produção. Nos últimos dias, o Irão e o Iraque levantaram várias dúvidas sobre os cortes e, fora da OPEP, a Rússia já fez saber que não estará presente no encontro agendado para amanhã, mas está disponível para voltar a negociar quando o cartel chegar a um acordo. 

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Acordar as metas definidas na Argélia

O Deutsche Bank tem como cenário base que a OPEP ratifique o acordo alcançado na Argélia a 28 de Setembro. "Isso estabeleceria um intervalo de [produção] de 32,5 milhões a 33 milhões de barris por dia". Mas alertam que as dúvidas sobre a implementação permaneceriam se não houver uma explicação de como será distribuído o esforço, já que Irão, Líbia e Nigéria deverão ficar fora dos cortes.

Deixar cair o intervalo máximo

O cenário que provavelmente teria um maior impacto em alta nos preços seria o acordo deixar cair o patamar de 33 milhões de barris por dia, fixando a produção em 32,5 milhões. Isso, a par com as explicações ao mercado de quais as obrigações com que cada um dos 11 membros que irão cortar a produção se comprometeram. "Seria um desfecho mais construtivo", refere o Deutsche Bank.

Adiamento ou fim do acordo

Dada a incerteza e os avanços e recuos das últimas semanas, não está posta de parte a possibilidade da OPEP adiar a efectivação do acordo. Mas mesmo que as negociações sejam inconclusivas, o Deutsche Bank considera que  "a formulação mais provável seria de que o acordo seria adiado com outra reunião interina a ser agendada para os próximos meses". A Agência Internacional de Energia referiu que neste cenário os preços poderão descer. Sem acordo o Deutsche Bank estima que produção diária da OPEP suba para um recorde 34 milhões de barris por dia. Em Outubro já tinha batido máximo, em 33,83 milhões.

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