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Petrobras corta 30 mil milhões de euros em investimento

A petrolífera brasileira diminuiu em 30 mil milhões de euros a previsão de investimentos para o período 2015-2019, para se adequar ao novo quadro de preços do petróleo e contexto cambial. Reduziu ainda a meta de produção

Bloomberg
12 de Janeiro de 2016 às 15:17

A rubrica de investimento do orçamento da Petrobras sofreu um importante corte. Esta terça-feira, 12 de Janeiro, a petrolífera comunicou ao regulador brasileiro que irá efectuar um corte de 32 mil milhões de dólares (29,3 mil milhões de euros) no plano de investimento para o período 2015-2019.

 

A empresa brasileira, parceira da Galp Energia, justifica esta decisão com a necessidade de adaptar o volume de investimento à nova realidade imposta pela continuada desvalorização do preço do petróleo e pela valorização do dólar.

 

"O corte é decorrente da optimização do portfólio de projectos, cujo orçamento foi reduzido em 21,2 mil milhões de dólares (19,4 mil milhões de euros) e do efeito cambial", adiantou a petrolífera ao regulador do mercado brasileiro.

 

Assim, a Petrobras tem previstos investimentos na ordem dos 98 mil milhões de dólares (perto de 90 mil milhões de euros) até 2019, abaixo dos investimentos de 130,3 mil milhões de dólares (119,5 mil milhões de euros) anunciados em Junho do ano passado.

 

A maior parcela daquele montante (81%) será destinada à área de exploração e produção da empresa, segundo nota o Estadão, ficando a rubrica de abastecimento com uma dotação orçamental de 11%. Além disto, a Petrobras nota que vai manter-se intacta a estratégia de venda de activos num total de 15,1 mil milhões de dólares (13,8 mil milhões de euros).

 

Por outro lado e também já esta terça-feira, a petrolífera anunciou uma redução dois objectivos para a produção, revelando ter baixado a meta de produção média para 2020 de 2,8 para 2,7 milhões de barris diários. Para 2016, a empresa pretende agora produzir 2,145 milhões de barris por dia, menos do que o objectivo anterior que fixava uma meta de produção de 2,185 milhões de barris diários.

 

As estimativas apresentadas pela petrolífera brasileira contrastam com aquilo que foi verificado em 2015, período ao longo do qual os níveis de produção da estatal brasileira atingiram os 2,128 milhões de barris por dia, acima da meta estimada de 2,125 milhões diários.

 

Para o ano de 2016, a Petrobras define um preço médio para o barril de Brent, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, de 45 dólares por barril. Isto numa altura em que em Londres o Brent está a negociar nos 31,92 dólares por barril após ter tocado nos 30,43 dólares, um mínimo de Abril de 2004. Na segunda-feira passada, o Morgan Stanley antecipava que se continuar a forte valorização do dólar o petróleo poderá cair para os 20-25 dólares por barril.

 

Fundo de pensões dos trabalhadores com buraco de mil milhões de euros

 

Num período de vida difícil para a estatal brasileira, a imprensa brasileira avança que além do endividamento e da forte restrição financeira que a empresa enfrenta, foi detectado um buraco de 4,9 mil milhões de reais (1,1 mil milhões de euros) no fundo de pensões dos trabalhadores da empresa (Petros). Citando fontes próximas da Petros, o Estadão refere que o buraco detectado poderá elevar para os 20 mil milhões de reais (cerca de 4,5 mil milhões de euros) o défice do fundo de pensões da Petrobras no final de 2015.

 

Ainda relacionado com a Petrobras, o ex-director técnico da área internacional da petrolífera (2003-2008), Nestor Cerveró, envolveu o ex-presidente Lula da Silva na operação Lava Jato, um processo que investiga práticas de corrupção em que a estatal brasileira está no centro das operações.

 

Segundo o Folha de São Paulo, Cerveró garante que Lula da Silva o escolheu para ocupar o cargo de director financeiro da BR Distribuidora (subsidiária da Petrobras), em 2008, como forma de agradecimento pelo apoio dado na liquidação de um empréstimo de 12 milhões de reais (2,7 milhões de euros) assegurado pelo Banco Schahin ao Partido dos Trabalhadores (PT), o mesmo partido da actual presidente, Dilma Roussef.  

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