Research Barclays duvida que Galp mantenha ritmo de crescimento dos dividendos

Barclays duvida que Galp mantenha ritmo de crescimento dos dividendos

Apesar de considerarem improvável a manutenção do ritmo de subida de dividendo, os analistas do Barclays mantêm as perspectivas positivas para as acções da petrolífera.
Barclays duvida que Galp mantenha ritmo de crescimento dos dividendos
Bloomberg
Rui Barroso 25 de janeiro de 2016 às 13:47

Os analistas do Barclays consideram improvável que a Galp continue a apresentar um crescimento do dividendo de 20% ao ano após 2016. No entanto, isso não pesa na avaliação que fazem para as acções da petrolífera portuguesa.

"Apesar de aparentar ser improvável que a empresa continue a aumentar o seu dividendo até 20% além de 2016, não vemos isto como um requerimento" para o caso de investimento, referem os analistas Lydia Rainforth, Joshua Stone e Danni Li, numa nota a que o Negócios teve acesso. Explicam que as "acções já têm uma taxa de rentabilidade de 4% e esse dinheiro poderá ser melhor utilizado no próprio negócio".

Em 2012, a Galp havia anunciado uma política de remuneração ao accionista que assumia "um crescimento médio do dividendo de 20% ao ano, para o período entre 2012 e 2016".

Um dos melhores desempenhos do trimestre

Na nota de investimento, divulgada após a Galp ter mostrado os dados operacionais preliminares do quarto trimestre de 2015, os analistas do Barclays mostram-se optimistas para os resultados da empresa.

Esses dados, que mostraram um aumento da produção e uma quebra nas vendas de gás natural, confirmaram a expectativa do Barclays de que a empresa tenha conseguido um lucro antes de juros e impostos de 182 milhões de euros nos últimos três meses de 2015. Já a estimativa para o resultado líquido foi revista em alta, apesar de continuar a apontar para uma descida.

O banco britânico estima agora que o lucro tenha caído 5% em termos homólogos, "com o impacto da descida de 43% no preço do petróleo a ser compensada por uma maior produção". E concluem: "Isto deverá levar a Galp a ter um dos melhores desempenhos no nosso universo do sector no quarto trimestre". O Barclays estima um lucro líquido ajustado de 130 milhões nos últimos três meses de 2015.

Recomendação positiva

O Barclays reiterou a recomendação de "overweight" (favorecer face ao sector) para as acções da petrolífera. E manteve o preço-alvo em 15 euros, mais de 50% acima dos 9,86 euros a que as acções transaccionam no mercado. No melhor cenário, o preço-alvo sobe para 18 euros e no pior, que pressupõe que o petróleo negoceie em 40 dólares, a estimativa para o valor justo é de 10,20 euros.

O Barclays explica que apesar de a empresa "ter mostrado uma maior propensão para "upstream" (exploração e produção) a Galp permanece predominantemente uma empresa de "downstream" (refinação e distribuição) centrada na Europa". E defende que esta característica permitirá à empresa compensar as perdas no negócio de exploração e produção decorrentes de preços do petróleo mais baixos.

Além disso, o Barclays refere que "no longo prazo, vemos o crescimento dos resultados como extremamente atractivo especialmente quando comparado com o das pares". 




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