Abertura dos mercados: Incerteza em torno da guerra comercial pressiona bolsas. Ouro perto do maior ciclo de quedas desde 2013

As bolsas europeias iniciaram o dia em queda, numa altura em que os investidores demonstram alguma apreensão em torno do sucesso das negociações entre os EUA e o Canadá. O ouro está a ceder e prepara-se para terminar o quinto mês consecutivo de quedas, o que corresponde ao maior ciclo desde 2013.
Reuters
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Sara Antunes, Rita Atalaia 30 de agosto de 2018 às 09:22

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,55% para 5.465,56 pontos

Stoxx 600 desce 0,36% para 385,20 pontos

Nikkei valorizou 0,09% para 22.869,50 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 1 ponto base para 1,891%

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Euro recua 0,10% para 1,1696 dólares

Petróleo sobe 0,40% para 77,45 dólares por barril

Bolsas regressam às quedas com redução do optimismo em torno da guerra comercial

As bolsas europeias iniciaram a sessão em queda, a reflectir a queda do optimismo em torno de um acordo entre os EUA e o Canadá até sexta-feira. As praças europeias acompanharam a tendência das bolsas chinesas, depois de a Reuters ter publicado um inquérito que revela que a actividade industrial do país deverá abrandar em Agosto, devido à incerteza gerada pelo escalar da guerra comercial com os EUA.

 

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O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, recua 0,36%, numa altura em que o vermelho é a cor que impera na Europa. Na bolsa nacional, a tendência é idêntica, com o PSI-20 a ceder 0,55%, numa altura em que Galp e BCP são das cotadas que mais pressionam.

Juros aliviam

As taxas de juro dos países europeus seguem em queda ligeira, com a taxa associada à dívida nacional a 10 anos a ceder 1 ponto base para 1,891%. Já a taxa da Alemanha cai 1,1 pontos para 0,393%, mantendo o prémio de risco da dívida nacional em torno dos 150 pontos base.

Euro cai pela primeira vez em quatro dias

A moeda única europeia segue em queda contra o dólar, pela primeira vez em quatro dias. O euro está a ceder 0,08% para 1,1698 dólares. O euro tem estado a recuperar frente ao dólar, mas depois de ontem ter voltado a negociar acima dos 1,17 dólares, hoje volta a ceder terreno, numa altura em que a incerteza em torno da guerra comercial é o que está a pesar mais na negociação dos mercados.

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Petróleo valoriza após queda das reservas dos EUA

Os preços do petróleo nos mercados internacionais estão a valorizar, animados pela descida das reservas semanais de energia nos EUA. De acordo com os dados divulgados pelo Departamento de Energia norte-americano, os "stocks" recuaram 2,57 milhões de barris na semana passada.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, avança 0,46% para 69,88 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, valoriza 0,40% para 77,45 dólares.

  

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Ouro a caminho da quinta descida mensal

O ouro está a cair, preparando-se para registar o ciclo mais longo de quedas desde 2013. Este desempenho é justificado pela subida das acções norte-americanas para novos máximos, mas também pelos planos da Reserva Federal dos EUA de manter a trajectória de subida dos juros.

O ouro, que é considerado um activo de refúgio, está a cair 0,26% para 1.203,45 dólares por onça, num contexto de apetite pelo risco por parte dos investidores.  

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