Ao minuto01.04.2026

Europa fecha com maior subida em um ano. Rolls-Royce dispara 6%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.
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Luca Bruno/AP
Negócios 01 de Abril de 2026 às 17:51
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01.04.2026

Europa fecha com maior subida em um ano. Rolls-Royce dispara 6%

Os principais índices europeus fecharam a sessão desta quarta-feira com ganhos em toda a linha e registaram a maior subida do último ano, recuperando parte das perdas do mês passado, à medida que os investidores avaliaram a possibilidade de o fim da guerra no Médio Oriente poder estar para breve, depois de comentários de Donald Trump.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – subiu 2,50%, para os 597,69 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 2,73%, o espanhol IBEX 35 avançou 3,11%, o italiano FTSEMIB valorizou 3,17%, o francês CAC-40 somou 2,10%, ao passo que o neerlandês AEX pulou 1,76% e o britânico FTSE 100 registou ganhos de 1,85%.

A recuperação dos índices segue-se a fortes subidas do lado de lá do Atlântico. Analistas do Morgan Stanley disseram à Bloomberg que passaram a ter uma visão construtiva sobre as ações europeias devido aos sinais de desaceleração da tensão no Médio Oriente.

No entanto, alguns investidores continuam cautelosos. Embora os comentários de Trump tenham sugerido que os Estados Unidos (EUA) tinham, em grande parte, alcançado os seus objetivos militares, o Irão continuou a atacar alvos em todo o Médio Oriente na quarta-feira, enquanto Israel e os EUA prosseguem com ataques contra a República Islâmica. “Isto parece realmente uma recuperação, com os investidores a aproveitarem a última descida, mas tenho as minhas dúvidas”, sublinhou à agencia de notícias financeiras Alexandre Baradez, da IG. “Espero mais volatilidade nos próximos dias e que o mercado oscile entre perdas e ganhos durante mais algumas sessões, até termos clareza sobre o desenrolar da crise”, atirou.

Laura Cooper, da Nuveen, referiu, por sua vez, que “os mercados estão tomados pelo otimismo em torno das conversações de cessar-fogo, mas as repercussões deste conflito são mais duradouras do que a recuperação sugere”.

Entre os setores, todos encerraram no verde, à exceção do do petróleo e gás (-2,45%). O setor da banca, o industrial e o dos bens e serviçoes valorizaram mais de 4%.

Quanto aos movimentos do mercado, a Rolls-Royce Holdings e a Siemens Energy subiram ambas mais de 6%, recuperando grande parte das suas perdas do mês passado.

01.04.2026

Juros aliviam em toda a linha com "traders" a reavaliar possível subida dos juros

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro registaram alívios em toda a linha na sessão de hoje e pelo terceiro dia consecutivo, uma vez que a descida dos preços do petróleo levou os "traders” a reduzirem apostas quanto a subidas das taxas de juro durante este ano.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviaram 1,8 pontos base para 2,983%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caiu 5,2 pontos para 3,668%. Já em Itália, os juros recuaram 7,8 pontos para os 3,827%.

Pela península Ibérica, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a aliviar 4,2 pontos base para 3,401%. A “yield” das obrigações espanholas, por sua vez, cedeu 4,4 pontos, para 3,458%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, aliviaram 8,6 pontos base, para 4,826%.

01.04.2026

Dólar segue em baixa. Procura de ativos seguros desce com perspetiva de final da guerra

O dólar segue em baixa esta quarta-feira, pressionado pela descida da procura de ativos seguros, motivada pelas perspetivas de aproximação do final do conflito no Médio Oriente.

O índice do dólar DXY recua 0,58% para 99,38. O euro sobe 0,53% para 1,1614 dólares, enquanto contra o iene a nota verde desce 0,15% para 158,56 ienes.    

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse na terça-feira que a intervenção militar no Médio Oriente poderá terminar em “duas ou três semanas” e o homólogo iraniano afirmou que o país está preparado para terminar com o conflito, desde que sejam cumpridas determinadas condições.

Contudo, esta quarta-feira, Trump disse que a guerra apenas terminará quando o estreito de Ormuz estiver definitivamente aberto, o que será necessário para causar mais quedas do dólar, refere Francesco Pesole, do ING, numa nota citada pelo WSJ.

“Pensamos que é necessária mais clareza e um calendário para a reabertura do estreito de Ormuz para que o índice do dólar DXY recue para os mínimos de 23 de março de 99,00”, diz Pesole.         

01.04.2026

Ouro recupera com sinais de Trump para fim do conflito no Irão

Sven Hoppe/picture-alliance/dpa/AP Images

O preço do ouro segue esta quarta-feira em alta, a quarta sessão consecutiva de ganhos, animado pelos sinais dados pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, de que o fim do conflito com o Irão pode não tardar muito. 

A onça de ouro avança 2,1%, até aos 4.765,93 dólares, apoiada na mudança de foco dos investidores de eventuais subidas nas taxas de juro - que penalizam o ouro uma vez que é um ativo que não remunera - para os efeitos de mais longo prazo de um abrandamento da economia.

Donald Trump indicou que admite suspender os ataques contra o Irão se o estreito de Ormuz for reaberto. Antes, o Presidente norte-americano tinha dito que via o fim do conflito dentro de duas ou três semanas.

"A atratividade do ouro como ativo-refúgio tende a ganhar força quando a narrativa muda da inflação para os riscos de crescimento económico", assinala Yuxuan Tang, do JPMorgan Private Bank, citado pela Bloomberg.

Apesar dos ganhos destas quatro sessões, o ouro registou uma queda de quase 12% em março, o pior mês desde outubro de 2008.

01.04.2026

Troca de acusações entre EUA e Irão limita perdas do petróleo. Brent no limiar dos 100 dólares

Os avanços e recuos sobre o fim da guerra e a reabertura do estreito de Ormuz continuam a ditar a volatilidade do petróleo, que se tem mantido em torno dos 100 dólares esta quarta-feira. O crude recuou depois de. No entanto, desde então já disse também que, com o Irão, por seu lado, a garantir que o estreito não vai abrir a "inimigos", tendo em conta as "declarações absurdas do Presidente americano".

A esta hora, o Brent cai 2,84% para 101 dólares por barril, depois de ter chegado a atingir os 118,35 dólares nas últimas semanas, enquanto o West Texas Intermediate negoceia nos 98 dólares, com perdas de 2,65%. O barril de Brent chegou aos 98 dólares esta manhã, mas a troca de acusações entre Washington e Teerão voltou a elevar o preço acima dos 100 dólares.

Apesar do recuo de hoje, os preços do crude estão 40% acima dos preços pré-guerra, com um quinto do petróleo mundial imobilizado devido ao encerramento do estreito de Ormuz. A Agência de Energia Internacional já disse que se trata da , com.

Apesar da possibilidade de um fim, a curto prazo, do conflito, o restabelecimento dos fluxos de energia e das cadeias de abastecimento será demorado, tendo também em conta a quantidade de infraestruturas destruídas ou danificadas.

Esta noite (madrugada em Lisboa), Donald Trump fará um discurso ao país. "Gestos e ações são mais importantes que as palavras", alerta à Bloomberg Giovanni Staunovo, analista de "commodities" da UBS, depois de muitas mensagens contraditórias do Presidente norte-americano

01.04.2026

Wall Street no verde com investidores atentos a negociações de cessar-fogo. Nike derrapa 13%

Justi Lane/EPA

Os principais índices norte-americanos negoceiam no verde, , com um novo recuo dos preços do crude a impulsionar o sentimento dos investidores, assim como declarações do Presidente dos Estados Unidos (EUA) que agora prevê que a guerra termine dentro de duas a três semanas.

O “benchmark” S&P 500 ganha 0,52%, para os 6.562,63 pontos, depois de ontem ter registado a maior valorização desde maio. Já o Nasdaq Composite sobe 0,89%, para os 21.783,47 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valoriza 0,81% para os 46.715,90 pontos.

Os preços do petróleo chegaram hoje a cair mais de 5%, ainda que tenham, entretanto, reduzido as perdas, já que o estreito de Ormuz permanece praticamente fechado e os ataques militares continuam a fazer-se sentir em todo o golfo Pérsico.

Nesta linha, analistas continuam a lembrar que demorará tempo para que os fluxos de petróleo voltem ao normal, mesmo que a guerra termine dentro do prazo previsto por Trump, especialmente devido aos danos causados a algumas instalações energéticas da região. A equipa de Trump também sugeriu que a reabertura do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo e gás consumidos ao nível global, pode não ser necessária para pôr fim às hostilidades.

“A correlação entre os preços do petróleo Brent e os mercados acionistas globais tem sido excepcionalmente forte desde o início do conflito”, disse à Bloomberg Wolf von Rotberg, do Bank J Safra Sarasin. “Isto demonstra que um regresso aos máximos anteriores dos mercados acionistas exigiria a reabertura do estreito de Ormuz e uma queda significativa dos preços do petróleo. Provavelmente ainda é demasiado cedo para dar o alarme”, acrescentou.

Segundo dados citados pela agência de notícias financeiras, os mercados consideram agora que há uma probabilidade de 35% de um corte nas taxas de juro pela Reserva Federal em dezembro.

Trump, que fará um discurso esta noite para apresentar uma “atualização importante” sobre o Irão, afirmou que um acordo com Teerão não é um pré-requisito para pôr fim à guerra. O republicano escreveu hoje nas redes sociais que Teerão pediu aos EUA um cessar-fogo, possibilidade que Trump diz considerar quando o estreito de Ormuz estiver "aberto, livre e desimpedido".

Estamos a assistir a uma recuperação de alívio e, com mais informações, poderemos assistir a uma inversão de tendência, pelo que temos de ter cuidado”, afirmou Remi Olu-Pitan, da Schroders, à Bloomberg TV. “Ainda há muita volatilidade, o mercado continua frágil”, atirou o mesmo especialista.

Entre os movimentos do mercado, fabricantes de chips seguem a prolongar a sua recuperação de ontem, com a Sandisk a subir mais de 5%. Já a Nike perde mais de 13% depois de ter apresentado resultados acompanhados de um “outlook” que ficou aquém das expectativas do mercado. Noutro setor, as empresas mineiras, incluindo a Newmont (+3,33%) , sobem à medida que o ouro avançava pelo quarto dia consecutivo.

01.04.2026

Praças europeias aceleram 2% após terem vivido o pior mês desde 2022

As principais praças europeias estão a avançar pelo terceiro dia consecutivo, desta vez com subidas bastante expressivas, após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter garantido que o conflito no Irão vai terminar "dentro de duas a três semanas" - mesmo que Washington não consiga chegar a um acordo de cessar-fogo com o regime iraniano. 

A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - acelera 2,18% para 595,85 pontos, voltando a aproximar-se da marca dos 600 pontos que conseguiu ultrapassar no período pré-guerra. Este movimento marca um início de abril bastante otimista, depois de o principal índice do Velho Continente ter perdido cerca de 8% do seu valor em março - a pior queda mensal desde a invasão da Ucrânia em 2022. 

O fim do conflito aumentaria as probabilidades do Irão voltar a permitir a livre circulação de embarcações no estreito de Ormuz, artéria crítica do comércio global por onde passa um quinto de todo o petróleo e gás natural consumidos pelo mundo. O bloqueio desta via marítima levou os preços do petróleo a dispararem e mergulhou o mundo numa nova crise energética, que já está a ter claras implicações na inflação. Em março, os preços aceleraram de 1,7% para 2,5% na Zona Euro, de acordo com a primeira leitura feita pelo Eurostat. 

O tom do Presidente iraniano também acabou por suavizar. Masoud Pezeshkian diz que o país está preparado para terminar com a guerra, mas exige garantias, reiterando as exigências feitas na semana passada aos EUA para terminar com o conflito. Numa chamada telefónica com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, Pezeshkian disse que o Irão tem "a vontade necessária para pôr fim a esta guerra", mas espera que sejam cumpridos determinados requisitos, "especialmente as garantias essenciais para impedir a repetição da agressão".

No entanto, os analistas deixam avisos de uma reação prematura a estas notícias. "É prematuro voltar a entrar no mercado. Vamos esperar para ver o que acontece. Pelo que vejo, o estreito de Ormuz continua fechado", explica Vincent Juvyns, estratega-chefe de investimentos do ING, à Bloomberg. "Tínhamos uma postura neutra no que diz respeito às ações e vamos manter essa posição por enquanto, até existir um acordo concreto", acrescenta. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Novo Nordisk avança 1,43% para 234,20 coras dinamarquesas, depois de a entidade reguladora britânica ter recomendado o medicamento da empresa contra a obesidade Wegovy para a prevenção de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais. 

Quanto aos resultados por praça, o alemão DAX ganha 2,22%, o espanhol IBEX 35 acelera 2,97%, o italiano FTSEMIB valoriza 2,99%, o francês CAC-40 sobe 1,96%, ao passo que o neerlandês AEX salta 1,22% e o britânico FTSE 100 ganha 1,67%.

01.04.2026

Trump prega "rasteira" ao dólar e atira moeda para mínimos de uma semana

Soeren Stache/AP Images

As perspetivas de um fim do conflito no Irão estão a pressionar o dólar norte-americano - um dos ativos que mais beneficiaram com o estalar do conflito no Médio Oriente no final de fevereiro. A "nota verde" está a negociar em território negativo face aos seus principais rivais, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter sinalizado que a guerra no Irão poderá acabar "dentro de duas a três semanas" - com ou sem um acordo com o regime de Teerão. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da divisa norte-americana face às suas principais concorrentes - cede 0,29%, atingindo mínimos de cerca de uma semana. Por sua vez, o euro acelera 0,33% para 1,1590 dólares, numa altura em que vários membros do Banco Central Europeu (BCE) têm pedido cabeça fria na hora de responder aos impactos da guerra no Irão, enquanto a libra ganha 0,38% para 1,3279 dólares. 

Por sua vez, a "nota verde" cai 0,16% para 158,44 ienes, depois de ter chegado a tocar nos 160 dólares, forçando as autoridades nipónicas a falarem de uma possível intervenção na moeda. Apesar da recuperação, os movimentos da divisa japonesa têm sido mais retraídos do que os seus pares e os dados económicos positivos vindos do país pouco têm feito para animar o iene, deixando as autoridades em alerta. 

A atenção dos investidores vira-se agora para o discurso de Trump na próxima madrugada. A Casa Branca promete uma "importante atualização relacionada com o Irão", depois de também o secretário de Estado, Marco Rubio, ter contado à Fox News que já vê "a linha do fim" para o conflito no Médio Oriente. Apesar destas declarações, a guerra no terreno não dá grandes sinais de apaziguamento e os EUA continuam a reforçar a presença militar na região. 

Após um arranque do ano bastante negativo para o dólar, com as políticas erráticas do Presidente norte-americano a pressionarem a "nota verde", o estalar do conflito devolveu o otimismo em torno da divisa. Os investidores viraram-se para o dólar em procura de refúgio, numa altura em que o ouro perdeu atratividade e os mercados apontam para uma política monetária mais restritiva em 2026 do que inicialmente antecipado.

01.04.2026

Ouro avança pela terceira sessão consecutiva e recupera o patamar dos 4.700 dólares

AP / Jae C. Hong

O ouro está a negociar em território positivo pela terceira sessão consecutiva, numa altura em que a guerra no Irão dá sinais de estar mais próxima do fim e os investidores começam a mostrar-se mais preocupados com o impacto do conflito no crescimento económico mundial do que com os efeitos para a política monetária. 

A esta hora, o metal precioso acelera 1,03% para 4.722,28 dólares por onça, depois de ter chegado a valorizar mais de 3,5% na sessão anterior. Na quarta-feira à noite, já depois do encerramento dos mercados, o Presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu que o conflito no Irão irá terminar "dentro de duas a três semanas" e que um acordo com o regime de Teerão poderá chegar mesmo antes desse prazo. 

Esta garantia foi suficiente para devolver o otimismo aos mercados, com os investidores a apostarem numa resolução do conflito no curto prazo. O fim da guerra torna a reabertura do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo e gás natural consumidos a nível global, mais plausível, após um bloqueio de várias semanas realizado pelo Irão em resposta aos ataques dos EUA e Israel no último dia de fevereiro. 

Com muito poucas embarcações a passarem por esta artéria vital do comércio mundial, os preços da energia dispararam e aumentaram os receios de uma escalada da inflação - que já começa a ser materializada, depois de os preços terem acelerado de 1,9% para 2,5% na Zona Euro em março, segundo a estimativa rápida do Eurostat divulgada esta terça-feira. A previsão era que, com uma inflação descontrolada, os bancos centrais por todo o mundo seriam obrigados a apertar a política monetária, o que tende a ser prejudicial para o ouro, uma vez que o metal não rende juros. 

"O apelo do ouro como porto seguro tende a ressurgir quando a narrativa passa da inflação para o risco de crescimento", explica Yuxuan Tang, diretora de estratégia de taxas e câmbio para a no JPMorgan Private Bank, à Bloomberg. “Estamos firmemente convencidos de que a Reserva Federal tem margem limitada para aumentar as taxas neste ciclo” e que, em vez disso, se concentrará no mercado de trabalho sob pressão, afirmou ainda. 

01.04.2026

Petróleo cai abaixo dos 100 dólares com investidores a apostarem no fim do conflito

Donald Trump, Presidente dos EUA, prometeu acabar com a guerra no Irão "dentro de duas a três semanas" e a resposta dos investidores não podia ter sido mais otimista. O preço do petróleo Brent - que serve de referência para a Europa - caiu pela primeira vez em mais de uma semana abaixo dos 100 dólares por barril, pressionado pela perspetiva de que o estreito de Ormuz poderá voltar a abrir com o fim das hostilidades. 

A esta hora, o Brent cai quase 5% para 98,91 dólares por barril, depois de ter chegado a atingir os 118,35 dólares nas últimas semanas, enquanto o West Texas Intermediate também caiu abaixo da marca dos 100 dólares, negociando agora com perdas de 4,40% para 96,87 dólares. Também o gás natural está a ser pressionado pelas palavras do Presidente norte-americano, com a matéria-prima de referência para o Velho Continente a cair quase 6% para 47,86 euros por megawatt-hora. 

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01.04.2026

Abril traz otimismo para os mercados. Ásia vive melhor sessão em mais de um ano com conflito próximo do fim

Os principais índices asiáticos registaram a melhor sessão em mais de um ano, numa altura em que os investidores já abrem a porta a um possível fim do conflito no Médio Oriente, que levou a severas disrupções no mercado e deixou o mundo à beira de uma nova crise energética. No final da noite de quarta-feira, Donald Trump mostrou alguma fadiga da guerra e afirmou que o conflito com o Irão vai terminar dentro de "duas a três semanas" - sendo possível "haja um acordo antes disso". 

As declarações levaram o MSCI Asia Pacific Index a disparar quase 5%, recuperando em parte daquele que foi o pior mês para as ações em mais de 17 anos. O avanço seguiu-se a uma sessão extremamente positiva para Wall Street, com o S&P 500 a acelerar cerca de 3% e a registar a melhor sessão desde maio do ano passado, e deve também chegar à Europa, com os futuros do Euro Stoxx 50 a valorizar quase 3%. 

Uma resolução do conflito, que já vai na quinta semana, devolveria a confiança dos investidores, após os receios de uma nova crise energética - que leve a um disparo da inflação e a uma política monetária mais restritiva - terem atirado várias praças globais para território de correção. O foco agora vira-se para a resposta dos países aos elevados preços da energia e às disrupções nas cadeias de abastecimento, bem como para os impactos no crescimento económico. Trump vai falar na próxima madrugada à nação para dar o que diz ser uma "atualização importante" sobre a guerra no Irão. 

"A possibilidade de os EUA estarem a procurar um apaziguamento pode contribuir para o apetite pelo risco a curto prazo, tal como se verificou nas últimas 24 horas", explica Tai Hui, estratega-chefe de mercado na JPMorgan Asset Management, à Bloomberg. "No entanto, poderemos ainda assistir a alguma volatilidade caso a administração Trump venha a rever a sua estratégia militar", antecipa. 

Do lado do Irão, o Presidente Masoud Pezeshkian diz que o país está preparado para terminar com a guerra, mas exige garantias, reiterando as exigências feitas na semana passada aos EUA para terminar com o conflito. Numa chamada telefónica com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, Pezeshkian disse que o Irão tem "a vontade necessária para pôr fim a esta guerra", mas espera que sejam cumpridos determinados requisitos, "especialmente as garantias essenciais para impedir a repetição da agressão".

As perspetivas de um conflito com resolução a curto prazo marcam um início solarengo de abril para os mercados. O sul-coreano Kospi liderou os ganhos asiáticos, ao acelerar 8,47% esta sessão, enquanto o japonês Nikkei 225 disparou 5,21% e os chineses Hang Seng e Shanghai Composite ganharam 2,44% e 1,39%, respetivamente. Também o australiano S&P/ASX 200 celebrou o possível fim da guerra, ao saltar 2,24%, enquanto o indiano Nifty 50 sobe 2,27%. 

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