Ao minutoAtualizado há 4 min09h38

Dólar continua tímido após pior ano desde 2017. Metais em alta com prata a valorizar 3%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.
Dólar continua tímido após pior ano desde 2017. Metais em alta com prata a valorizar 3%
Soeren Stache/AP Images
Negócios 09:37
Últimos eventos
há 13 min.09h30

Juros chegam ao Ano Novo com agravamentos. Espanha lidera subidas

Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro estão a agravar-se na primeira sessão do ano, num dia em que os investidores estão a preferir o risco das ações em detrimento da segurança das obrigações da região. 

Os juros das "Bunds" alemãs com maturidade a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, agravam-se em 1,5 pontos-base para 2,868%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade avança 1,2 pontos para 3,573%. Em Itália, os juros somam 3,1 pontos para os 3,576%.

Pela Península Ibérica, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a agravar-se em 1,6 pontos-base para 3,158% e a das espanholas a subir 1,9 pontos para 3,304%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, crescem 1 ponto base, para 4,484%, num dia em que vai ser conhecida a leitura final dos índices dos gestores de compras (PMI) da S&P Global Manufacturing, referentes ao mês de dezembro. As estimativas apontam para uma grande expansão na atividade económica, a maior desde setembro de 2024. 

há 13 min.09h30

Dólar com arranque tímido de 2026 após maior queda em oito anos

Tatan Syuflana / AP

O dólar norte-americano está a arrancar 2026 de forma tímida, com ganhos pouco avultados contra a maioria dos seus principais concorrentes, depois de ter registado um ano de grandes perdas. Os receios em torno de um possível défice nas contas públicas dos EUA, aliados a uma guerra comercial e a cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed), acabaram por exercer pressão sobre a "nota verde", que viveu o pior ano desde 2017. 

A esta hora, o euro recua 0,08% para 1,1737 dólares, conseguindo segurar as valorizações superiores a 13% do ano passado, enquanto a libra acelera 0,08% para 1,3466 dólares, depois de ter ganhado quase 8% em 2025. "Já vimos o pico da supremacia do dólar", atira Kyle Rodda, analista de mercados da Capital.com, à Reuters, que, apesar de tudo, acredita que o "declínio foi exagerado" e que "a força relativa da economia dos EUA fará com que a moeda recupere este ano". 

Mesmo assim, o dólar deve continuar a enfrentar pressão vinda da Fed, agora que os investidores antecipam dois cortes de 25 pontos-base nas taxas de juro por parte do banco central e a independência da entidade monetária é posta em causa por parte de Donald Trump. O Presidente dos EUA ainda não anunciou quem irá substituir Jerome Powell nas rédeas do banco central, mas espera-se que seja um nome muito mais "dovish", após críticas de que a Fed não flexibilizou a política monetária de forma suficiente. 

Já o iene, que foi a grande exceção de 2025 ao não conseguir acelerar mais de 1% face ao dólar, recua 0,15% esta manhã, com cada dólar a valer 156,98 ienes. A divisa nipónica está a negociar em mínimos de dez meses e as subidas nas taxas de juro por parte do Banco do Japão pouco têm feito para dar força à moeda, com os investidores a anteciparem uma intervenção por parte do supervisor. 

há 46 min.08h57

Metais preciosos aceleram após ano de ganhos sem precedentes

Uli Deck/AP

Os metais preciosos chegaram a 2026 com mais um "rally" nos preços, , numa altura em que o aumento das tensões geopolíticas mundiais dá força ao prémio de risco e os investidores continuam a ver a Reserva Federal (Fed) norte-americana a cortar nas taxas de juro este ano. 

A esta hora, o ouro ganha 1,38% para 4.378,80 dólares por onça, aproximando-se dos máximos históricos de 4.549,71 dólares que atingiu a 26 de dezembro. Por sua vez, a prata acelera 3,6% para 73,79 dólares e a platina ganha 2,5% para 2.104,10 dólares - ambas bastante próximas de valores recorde. Estes últimos dois metais preciosos registaram o melhor ano de sempre em 2025, com ganhos de três dígitos. 

"Os metais preciosos estão a começar 2026 de forma muito semelhante ao seu desempenho em 2025, ou seja, com um impulso ascendente", explica Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade, à Reuters. "Parecem estar a compensar as vendas do final do ano passado, com as pressões de ajuste de posições a diminuírem", acrescenta. 

Os investidores antecipam, agora, dois cortes de 25 pontos-base nas taxas de juro por parte da Fed em 2026, apesar de, na semana passada, os pedidos de subsídio de desemprego terem caído inesperadamente em 16 mil pedidos. Os economistas ouvidos pela Reuters antecipavam um crescimento de 222 mil pedidos. 

08h11

Petróleo no verde após pior perda anual desde 2020

AP / Eric Gay

O barril de petróleo arrancou 2026 em terreno positivo, depois de ter registado o pior ano desde o início da pandemia da covid-19. Os preços do crude estão a ser impulsionados por um aumento das tensões geopolíticas a nível mundial, depois de um ataque ucraniano a infraestrutura energética russa ter levantado de novo receios de disrupções no abastecimento da matéria-prima. 

A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – ganha 0,82% para os 57,89 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – soma 0,79% para os 61,33 dólares por barril. Os , numa altura em que os investidores avaliam um possível excedente no mercado já em 2026. 

"Neste momento, estamos à espera de um ano bastante monótono para os preços do petróleo (Brent), com oscilações entre os 60 e os 65 dólares por barril", antecipa Suvro Sarkar, analista de energia do DBS, à Reuters. "O primeiro trimestre será fundamentalmente fraco; o recrudescimento das tensões geopolíticas está apenas a registar-se como um pequeno solavanco nos mercados petrolíferos e a impulsionar algumas recuperações de curto prazo, mas é improvável que provoque movimentos significativos", explica.

Na quinta-feira, a Rússia e a Ucrânia trocaram acusações entre si em relação a alegados ataques contra civis no dia de Ano Novo. Kiev teve ainda a infraestrutura energética russa na mira, numa tentativa de cortar a principal fonte de financiamento de Moscovo para a guerra. , mediadas pelos EUA. 

Ainda em foco estão as novas sanções introduzidas por Donald Trump, Presidente norte-americano, contra o petróleo venezuelano. Washington continua determinado a aumentar a pressão sobre o regime de Nicolas Maduro, isto depois de já ter aumentado a presença militar dos EUA perto da Venezuela e ter atacado várias embarcações venezuelanas acusadas de transportar droga. 

. "O Governo dos Estados Unidos sabe disso, porque já dissemos a muitos dos seus porta-vozes: se quiserem discutir seriamente um acordo para combater o narcotráfico, estamos prontos. Se quiserem petróleo da Venezuela, a Venezuela está pronta para os investimentos americanos, como aconteceu com a Chevron, quando quiserem, onde quiserem e como quiserem", afirmou em entrevista emitida na estação televisiva pública VTV na quinta-feira à noite.

07h43

Ásia diz "olá" a 2026 em terreno positivo. Europa aponta para quedas

AP/Ahn Young-joon

A primeira sessão de 2026 chega com movimentos contraditórios. Enquanto, na Ásia, o setor tecnológico, nomeadamente as ações ligadas à inteligência artficial (IA), deram à região o melhor arranque de ano em mais de uma década, a negociação de futuros na Europa aponta para uma abertura em queda, com o Euro Stoxx 50 a recuar 0,4%. 

MSCI Asia Pacific Index - índice que agrega uma série de empresas da região - cresceu 1,1% esta segunda-feira, o melhor resultado desde 2012. Os ganhos seguem-se a um 2025 que foi bastante positivo para as ações mundiais, apesar da turbulência registada com a política comercial de Donald Trump e com as preocupações em torno de uma possível bolha em torno da IA. 

“O que estamos a ver hoje é uma continuação da tendência altista nas ações, com a IA e a tecnologia novamente na vanguarda”, explica Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade. “Os investidores ainda estão em clima de compra, com muitos dos temas otimistas de 2025 a estenderem-se para 2026", afiança. 

Pela China, o Hang Seng, de Hong Kong, e o Shanghai Composite encerraram a sessão de segunda-feira em alta, com o primeiro a conseguir acelerar 2,52% e o segundo a ganhar apenas 0,1%. O índice de Hong Kong foi animado pela entrada em bolsa da Shanghai Biren, uma fabricante de semicondutores chinesa, com as ações a dispararem 70%, após um IPO avaliado em 5,58 mil milhões de dólares de Hong Kong (cerca de 610 milhões de euros, ao câmbio atual). 

Já pela Coreia do Sul, , o Kospi saltou mais de 2% e atingiu um novo máximo histórico. Uma das grandes responsáveis pelo impulso foi a Samsung, que disparou mais de 7% para um novo valor recorde, isto depois das memórias HBM (High Bandwidth Memory) de nova geração terem sido muito bem recebidas pelos consumidores. 

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