Europa fecha mista com receios de política monetária mais restritiva
Gás escala 18% após ultimato de greve na Austrália. Petróleo sobe pelo terceiro dia
Ouro à procura de direção em semana de Jackson Hole
Yuan perde terreno após corte dos juros
Juros agravam-se na Zona Euro
Energia liga Europa à ficha. Total Energies sobe mais de 2%
Euribor desce a três, seis e 12 meses
Wall Street começa semana em terreno positivo. Palo Alto escala mais de 14%
Ouro na linha d'água com investidores à espera de Jackson Hole
Petróleo valoriza pelo terceiro dia, apesar de receios do lado da procura
Euro valoriza ligeiramente face ao dólar
Juros agravam-se de olhos em Jackson Hole. "Yield" dos EUA em máximos de 16 anos
Europa fecha mista com receios de política monetária mais restritiva
- Ásia em mínimos de março, com cortes dos juros chineses abaixo do esperado. Europa procura direção
- Gás escala 18% após ultimato de greve na Austrália. Petróleo sobe pelo terceiro dia
- Ouro à procura de direção em semana de Jackson Hole
- Yuan perde terreno após corte dos juros
- Juros agravam-se na Zona Euro
- Energia liga Europa à ficha. Total Energies sobe mais de 2%
- Euribor desce a três, seis e 12 meses
- Wall Street começa semana em terreno positivo. Palo Alto escala mais de 14%
- Ouro na linha d'água com investidores à espera de Jackson Hole
- Petróleo valoriza pelo terceiro dia, apesar de receios do lado da procura
- Euro valoriza ligeiramente face ao dólar
- Juros agravam-se de olhos em Jackson Hole. "Yield" dos EUA em máximos de 16 anos
- Europa fecha mista com receios de política monetária mais restritiva
A Ásia terminou o dia em terreno negativo, com os investidores a reagirem às mais recentes mexidas nos juros chineses.
O banco central da China anunciou esta segunda-feira que vai cortar a taxa de juro dos créditos a um ano em 10 pontos base e manter os juros dos empréstimos a cinco anos inalterados. Os investidores esperavam um corte em ambas as taxas de juro de 15 pontos base, segundo a Bloomberg.
Na China, Hong Kong derrapou 1,76% e Xangai perdeu 0,5%. As praças chinesas pressionaram o índice MSCI Ásia Pacífico, o qual renovou mínimos de março.
Já pelo Japão, o Topix somou 0,5% e o Nikkei ganhou 0,37%.
Também na Coreia do Sul, a sessão terminou em terreno positivo, tendo o Kospi valorizado 0,13%.
Pela Europa, os futuros sobre o Euro Stoxx 50 permanecem praticamente inalterados.
O gás negociado em Amesterdão (TTF) – "benchmark" para o mercado europeu – escala 18% para 42,9 euros por megawatt-hora, impulsionado pelos ultimatos de greve na Austrália.
Os sindicatos que representam os trabalhadores da Woodside Energy ameaçam começar uma greve já no próximo dia 2 de setembro, se não houver um acordo.
Também na Chevron, na Austrália, os trabalhadores estão a votar na possibilidade de fazerem greve.
A potencial interrupção nas cadeias de abastecimento australianas pode ter um impacto de 10% nas exportações globais de GNL, de acordo com as contas da Bloomberg.
No mercado petrolífero, o West Texas Intermediate (WTI) – negociado em Nova Iorque – ganha 0,86% para 81,95 dólares por barril.
Por sua vez, o Brent do Mar do Norte – referência para as importações europeias – valoriza 0,78% para 85,46 dólares por barril.
O petróleo segue assim a negociar no verde pela terceira sessão consecutiva, impulsionado pela queda do dólar, que torna o investimento nas matérias-primas denominadas na nota verde, mais atrativas para quem negoceia com outras moedas.
Também os cortes de produção anunciados em junho por vários países exportadores estão desde então a influenciar o sentimento de mercado.
O ouro negoceia praticamente inalterado (0,01%) em 1.889,49 dólares por onça. Paládio e prata negoceiam na linha de água e a platina está em queda.
O metal amarelo caiu nas últimas quatro semanas, numa altura em que o mercado teme que ainda haja espaço para mais subidas dos juros diretores nos EUA.
Os investidores aguardam agora o arranque do simpósio em Jackson Hole, nos EUA, na quinta-feira, esperando encontrar pistas sobre o futuro da política monetária no discurso do presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, Jerome Powell.
O yuan offshore cai 0,18% para 0,1366 dólares, depois de o banco central da China ter anunciado que vai cortar a taxa de juro dos créditos a um ano em 10 pontos base e manter os juros dos empréstimos a cinco anos inalterados. Os investidores esperavam um corte em ambas as taxas de juro de 15 pontos base, segundo a Bloomberg.
Já o euro valoriza 0,12% para 1,0888 dólares.
O índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde contra outras 10 divisas – negoceia na linha de água (-0,05%) para 103,319 pontos.
Os investidores aguardam com expectativa o discurso de Jerome Powell no simpósio Jackson Hole, esta sexta-feira, de forma a encontrarem pistas sobre o futuro da política monetária levada a cabo pela Fed.
Os juros agravam-se na Zona Euro, com os investidores de olhos postos nas notícias vindas da China e atentos à escalada dos preços do gás em Amesterdão.
O movimento ocorre ainda numa altura de maior apetite pelo risco, em que as principais praças europeias negoceiam no verde.
A "yield" das Bunds alemãs a 10 anos – referência para o mercado europeu – agrava-se 1,3 pontos base para 2,629%.
Os juros da dívida portuguesa com vencimento em 2033 somam 1,3 pontos base para 3,339%.
A rendibilidade das obrigações espanholas com a mesma maturidade agrava-se 1,2 pontos base para 3,678%.
A "yield" da dívida italiana a 10 anos soma 0,6 pontos base para 4,316%, O "spread" face ao "benchmark" fixa-se em 167,8 pontos base.
A Europa começou o dia em terreno positivo, com o setor da energia no pelotão dos ganhos e com os investidores atentos aos ventos chineses e a prepararem-se para o arranque o simpósio da Reserva Federal (Fed) norte-americana, Jackson Hole.
O "benchmark" europeu Stoxx 600 valoriza 0,41% para 450,29 pontos, depois do "sell-off" da semana passada.
Entre os 20 setores que compõem o índice, o setor energético é o que mais puxa pelos ganhos, estando a Total Energies a subir 2,19%, a Shell a somar 1,12% e a BP a crescer 1,59%.
Este movimento do setor energético ocorre num dia em que o gás escala no mercado de Amesterdão, à boleia das ameaças de greve na Austrália, e em que o petróleo soma uma terceira sessão consecutiva de ganhos.
Entre as principais praças europeias, Madrid avança 0,48%, Frankfurt valoriza 0,47% e Paris ganha 0,99%.
Londres arrecada 0,14%, Amesterdão sobe 0,3% e Milão cresce 1,04%. Por cá a bolsa de Lisboa aproveita também o impulso do setor energético, estando o PSI a apreciar 0,8%.
Além da escalada do preço do gás, os investidores estão ainda a digerir a mais recente decisão do banco central da China de cortar os juros dos empréstimos a um ano abaixo do esperado pelo mercado.
A medida do banco central tem em vista o impulso da economia chinesa, numa altura em que o setor imobiliário do país também volta a abanar.
Os investidores estão ainda a preparar-se para o discurso do presidente da Fed, Jerome Powell, na sexta-feira, no âmbito do simpósio Jackson Hole, numa altura em que o mercado procura pistas sobre o futuro dos juros diretores.
O mercado de "swaps" aposta na probabilidade de 88,5% de que a taxa de fundos federais se mantenha inalterada depois da próxima reunião da autoridade monetária marcada para setembro, segundo a Fed Watch Tool do CME Group.
A taxa Euribor desceu hoje a três, seis e 12 meses, em comparação com sexta-feira. A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu hoje para 4,082%, menos 0,009 pontos do que na sexta-feira, depois de ter subido até 4,193% em 07 de julho, um novo máximo desde novembro de 2008.
No prazo a seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 7 de julho de 2022, caiu 0,003 pontos, relativamente a sexta-feira, para 3,941%, contra o máximo desde novembro de 2008, de 3,972%, verificado em 21 de julho.
Já a Euribor a três meses recuou para 3,806%, menos 0,010 pontos do que na sexta-feira.
As Euribor começaram a subir mais significativamente a partir de 4 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras devido ao aumento da inflação na Zona Euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.
Na mais recente reunião de política monetária, realizada em 27 de julho, o BCE voltou a subir os juros, pela nona sessão consecutiva, em 25 pontos base - tal como em 15 de junho e 4 de maio -, acréscimo inferior ao de 50 pontos base efetuado em 16 de março, em 2 de fevereiro e em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas.
Antes, em 27 de outubro e em 08 de setembro, as taxas diretoras subiram em 75 pontos base. Em 21 de julho de 2022, o BCE tinha aumentado, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 14 de setembro.
As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Lusa
Wall Street começou o dia em terreno positivo, numa altura em que os investidores digerem a mais recente decisão do banco central da China e se preparam para o arranque do simpósio Jackson Hole da Reserva Federal (Fed) norte-americana.
O industrial Dow Jones soma 0,18% para 34.561,21 pontos, enquanto o Standard & Poor's 500 (S&P 500) valoriza 0,46% para 4.389,81 pontos.
Já o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,78% para 13.394,71 pontos.
O banco central da China anunciou esta segunda-feira que vai cortar a taxa de juro dos créditos a um ano em 10 pontos base e manter os juros dos empréstimos a cinco anos inalterados. Os investidores esperavam um corte em ambas as taxas de juro de 15 pontos base, segundo a Bloomberg.
Os investidores aguardam ainda o arranque do simpósio em Jackson Hole, nos EUA, na quinta-feira, esperando encontrar pistas sobre o futuro da política monetária no discurso do presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, Jerome Powell, que será proferido na sexta-feira.
Durante a sua intervenção, o líder da autoridade monetária deverá adotar "um tom mais equilibrado, dando sinais do fim do ciclo de aperto monetário e salientando a necessidade de manter as taxas de juro elevadas durante mais tempo", defende a Bloomberg Economics.
Os investidores estão atentos às ações da Palo Alto Networks, as quais ganham 14,64%, depois de o "guidance" da empresa de cibersegurança ter superado as estimativas dos analistas.
O ouro está a negociar na linha d'água, numa altura em que as atenções dos investidores estão já no Simpósio de Jackson Hole, que arranca no final desta semana. O presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, Jerome Powell, discursa na sexta-feira, sendo este um dos momentos mais aguardados pelo mercado, que espera obter pistas sobre os próximos passos de política monetária do banco central.
O ouro valoriza 0,03% para 1.889,81 dólares por onça, enquanto o paládio cai 1,34% para 1.240,75 dólares, a platina cede 0,37% para 911,23 dólares e a prata cresce 1,27% para 23,04 dólares. O metal amarelo está a perder há quatro semanas consecutivas, penalizado por receios de que a Fed ainda tem margem para continuar a subir as taxas de juro. As preocupações acentuaram-se depois da divulgação das atas da última reunião de política monetária, com os governadores a temerem uma nova aceleração da inflação se adotada uma política menos restritiva. As palavras de Powell na sexta-feira permitirão perceber um pouco mais sobre a posição da Fed face aos próximos passos, pelo menos é essa a expectativa dos investidores. "[Jerome Powell] deverá mostrar um tom mais equilibrado em Wyoming, dando sinais do fim do ciclo de subidas ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de manter as taxas de juro elevadas durante mais tempo", afirma Anna Wons, economista-chefe da Bloomberg Economics.
O metal amarelo está a perder há quatro semanas consecutivas, penalizado por receios de que a Fed ainda tem margem para continuar a subir as taxas de juro. As preocupações acentuaram-se depois da divulgação das atas da última reunião de política monetária, com os governadores a temerem uma nova aceleração da inflação se adotada uma política menos restritiva.
As palavras de Powell na sexta-feira permitirão perceber um pouco mais sobre a posição da Fed face aos próximos passos, pelo menos é essa a expectativa dos investidores.
"[Jerome Powell] deverá mostrar um tom mais equilibrado em Wyoming, dando sinais do fim do ciclo de subidas ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de manter as taxas de juro elevadas durante mais tempo", afirma Anna Wons, economista-chefe da Bloomberg Economics.
O petróleo está a valorizar pelo terceiro dia, numa altura em que a redução da oferta se sobrepõe ao risco de uma diminuição da procura por parte da China.
No mercado petrolífero, o West Texas Intermediate (WTI) – negociado em Nova Iorque – ganha 0,15% para 81,37 dólares por barril. Por sua vez, o Brent do Mar do Norte – referência para as importações europeias – sobe 0,04% para 84,83 dólares por barril.
O aperto na oferta por parte da Rússia e da Arábia Saudita continua a impulsionar os preços, mesmo com o cenário negativo da economia chinesa e a persistente inflação nos Estados Unidos que, na semana passada, fizeram o petróleo tombar.
Alguns produtos refinados como o gasóleo - o combustível da economia mundial - começaram a refletir a escassez prevista para este inverno, fazendo com que o prémio deste produto face ao crude aumente. Os futuros da gasolina em Nova Iorque aumentaram 15% este ano, ultrapassando o petróleo.
"As perspetivas de crescimento chinesas estão a causar preocupações com a procura, enquanto o mercado de petróleo, incluindo vários mercados de produtos, se mantém excecionalmente apertado", disse à Bloomberg Arne Lohmann Rasmusen, da A/S Global Risk Management.
O euro valoriza ligeiramente face ao dólar, num dia em que os investidores mostram um maior apetite pelo risco - sobretudo pelas ações - e que aguardam pelo arranque do Simpósio de Jackson Hole, no Estado do Wyoming. A moeda única europeia soma 0,08% para 1,0882 dólares. "O apetite pelo risco parece mais estável do que nas últimas semanas, o que parece estar a pesar no [desempenho] do dólar", afirma Michael Brown, analista da Trader X, à Reuters.
A moeda única europeia soma 0,08% para 1,0882 dólares.
"O apetite pelo risco parece mais estável do que nas últimas semanas, o que parece estar a pesar no [desempenho] do dólar", afirma Michael Brown, analista da Trader X, à Reuters.
Os investidores aguardam pelo discurso de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, na sexta-feira, com a expectativa de obter pistas sobre os próximos passos de política monetária. Se forem dados sinais de novas subidas dos juros ou que esta irá manter-se restritiva durante mais tempo, o dólar poderá ver ganhos, uma vez que a moeda tende a beneficiar de uma política monetária mais dura.
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro agravaram-se esta segunda-feira, com os investidores já com o simpósio económico anual da Fed na mira. A "yield" das "treasuries" a 10 anos dos Estados Unidos, aliás, atingiram máximos desde os finais de 2007, quando ocorreu a crise do "subprime".
No caso da dívida portuguesa a 10 anos, a rendibilidade subiu 6,8 pontos base, para 3,394%, enquanto a "yield" espanhola agravou-se em 7,5 pontos, atingindo os 3,741%.
As "bunds" alemãs, referência para o mercado de dívida na Europa, viram os juros subir 8,2 pontos, até aos 2,698%, num dia em que a maior economia europeia realizou emissões com várias maturidades.
A "yield" da dívida italiana agravou-se igualmente em 8,2 pontos base, para os 4,392%.
Fora do bloco da moeda única, as "gilds" britânicas registaram uma subida nos juros de 5,4 pontos base, para 4,722%.
As bolsas europeias fecharam mistas depois de um arranque com ganhos. Os receios de que os bancos centrais possam manter as taxas de juro elevadas durante mais tempo do que o esperado colocaram um travão à valorização registada durante o dia.
O Stoxx 600, índice de referência para a região, somou 0,05% para 448,66 pontos. Dos 20 setores que o compõem, o automóvel foi o que mais subiu (1,10%), enquanto o do imobiliário foi o que mais perdeu (-1,95%).
Entre as principais movimentações, a imobiliária sueca SBB afundou 16,18% para 3,315 coroas suecas (0,28 euros) no dia em que foi conhecido que Eva-Lotta Stridh, diretora-financeira do grupo, vai deixar o cargo. Trata-se da primeira baixa desde que Leiv Synnes tomou posse, em junho, como CEO da Samhallsbyggnadsbolaget i Norden AB - nome oficial da companhia. Também a Adyen, que na semana passada reportou o menor crescimento das receitas de sempre, deu continuidade às perdas esta segunda-feira, com uma queda de 8,60% para 797 euros.
Entre as principais praças europeias, o alemão Dax 30 somou 0,19%, o francês CAC-40 cresceu 0,47%, o italiano FTSE Mib valorizou 0,81%, o britânico FTSE 100 deslizou 0,06%, o espanhol Ibex 35 caiu 0,05% e o AEX, em Amesterdão, recuou 0,20%.
Mais lidas
O Negócios recomenda