Europa avança pela quinta sessão consecutiva com banca a dar força
Petróleo ganha, apesar de cautela dos investidores com guerra comercial
"Calma nervosa" regressou. Ouro cai com abrandamento das tensões comerciais
Dólar valoriza ligeiramente à espera de dados económicos
Juros das dívidas soberanas europeias registaram agravamentos em toda a linha
Desanuviamento das tensões comerciais impulsiona Europa. Banca Generali sobe mais de 7%
Euribor sobe a três meses e desce a seis e a 12 meses
Wall Street abre mista enquanto investidores aguardam dados e resultados
Ouro oscila com avanços e recuos da guerra comercial
Dólar desce moderadamente com continuação da incerteza
Petróleo cai com receios de excesso de oferta
Yields soberanas agravam-se na Zona Euro apesar de incerteza
Europa avança pela quinta sessão consecutiva com banca a dar força
- Ásia fecha com ganhos modestos. Atenções centram-se nas negociações entre EUA e parceiros comerciais
- Petróleo ganha, apesar de cautela dos investidores com guerra comercial
- "Calma nervosa" regressou. Ouro cai com abrandamento das tensões comerciais
- Dólar valoriza ligeiramente à espera de dados económicos
- Juros das dívidas soberanas europeias registaram agravamentos em toda a linha
- Desanuviamento das tensões comerciais impulsiona Europa. Banca Generali sobe mais de 7%
- Euribor sobe a três meses e desce a seis e a 12 meses
- Wall Street abre mista enquanto investidores aguardam dados e resultados
- Ouro oscila com avanços e recuos da guerra comercial
- Dólar desce moderadamente com continuação da incerteza
- Petróleo cai com receios de excesso de oferta
- Yields soberanas agravam-se na Zona Euro apesar de incerteza
- Europa avança pela quinta sessão consecutiva com banca a dar força
Os principais índices asiáticos arrancaram a semana com ganhos modestos, à medida que os investidores aguardam por progressos nas negociações comerciais entre os Estados Unidos (EUA) e alguns países da região, numa altura em que a China prepara mais um pacote de estímulos para apoiar a economia do país.
Pela Ásia, o Nikkei do Japão subiu 0,40%, enquanto o Topix ganhou 0,94%. Já na China, o Shanghai Composite caiu 0,13% e o Hang Seng de Hong Kong valorizou 0,21%
Um alto funcionário chinês afirmou, esta segunda-feira, que Pequim planeia aplicar ainda mais medidas de apoio à economia e que está confiante de que a China atingirá o objetivo governamental de um crescimento anual de 5%.
Zhao Chenxin, vice-presidente da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, disse numa conferência de imprensa que a China vai implementar medidas para manter o emprego e o desempenho económico estáveis, ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento, de acordo com a imprensa local.
O Vice-Governador do Banco Central da China, Zou Lan, na mesma conferência, disse que o Banco Popular manterá uma política monetária "moderadamente flexível" para promover o crescimento económico, mantendo o yuan estável.
No plano internacional, os investidores estão atentos a quaisquer sinais de progresso nas negociações entre os EUA e os seus parceiros económicos, depois de Trump ter sugerido que era improvável outro adiamento das tarifas "recíprocas". As economias asiáticas, que enfrentam algumas das mais elevadas taxas alfandegárias, estão a liderar as negociações comerciais com a Administração Trump.
O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou estar a trabalhar em acordos comerciais bilaterais com 17 parceiros comerciais, não incluindo a China. Bessent reiterou o argumento da administração de que Pequim será forçada a sentar-se à mesa das negociações por não poder suportar as tarifas de 145% impostas pelos EUA sobre a importação de produtos chineses.
Durante a semana de apresentação de resultados mais movimentada da Ásia nesta temporada, os investidores vão concentrar-se na divulgação de importantes dados económicos - a decisão do Banco do Japão quanto à política monetária, o relatório do emprego nos EUA e os dados sobre o PIB - para perceber se a recente estabilidade sentida nos mercados irá continuar, à medida que as tensões quanto às barreiras ao comércio parecem abrandar.
Ainda assim, é expectável que o ambiente permaneça "altamente incerto e volátil ao longo do ano, com uma tensão constante em torno das tarifas e da geopolítica", disse à Bloomberg Xin-Yao Ng, gestor de fundos da Aberdeen Investments.
Por cá, os futuros europeus seguem a negociar inalterados.
No Velho Continente, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou ter esperança numa "paz fiável e duradoura", depois de se ter reunido com o Presidente dos EUA, Donald Trump, à margem do funeral do Papa Francisco.
Quatro das chamadas "sete magníficas" - Microsoft, Apple, Meta e Amazon - deverão apresentar os seus resultados esta semana. Analistas esperam que este grupo, que reúne algumas das empresas de maior capitalização bolsista do mundo, apresente um crescimento médio de 15% nos lucros em 2025, avança a Bloomberg.
O petróleo segue esta segunda-feira a negociar em alta, depois de a última semana ter sido de altos e baixos. Os investidores têm revelado alguma cautela na análise dos mais recentes desenvolvimentos na guerra comercial, com a China a redobrar esforços para que a sua economia não seja afetada pelas tarifas.
O Brent, que serve de referência para Portugal, sobe 0,18% para 66,99 dólares por barril, enquanto o norte-americano West Texas Intermediate (WTI) avança 0,27% para 63,19 dólares.
Na China – que é o maior importador de petróleo bruto –, o Governo reitera que vai avançar com os planos para apoiar o emprego e o crescimento, e assegura que está "totalmente confiante" de que o país irá crescer em torno dos 5% em 2025, apesar das recentes revisões em baixa do crescimento mundial devido às tarifas norte-americanas.
Do lado dos Estados Unidos, o secretário do Tesouro Scott Bessent disse à ABC News que as negociações estão em curso e que "algumas delas estão a correr muito bem, especialmente com os países asiáticos".
Vandana Hari, fundadora da Vanda Insights em Singapura, explica à Reuters que os investidores estão "atentos a um degelo na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China enquanto oportunidade de compra" de petróleo. A reunião dos países produtores de petróleo, a OPEP+, só terá lugar na próxima segunda-feira e, por isso, os investidores estão mais atentos às novidades sobre a guerra comercial.
Isto porque o ocnflito, liderado pelos Estados Unidos, está a sufocar a atividade económica e a prejudicar a procura por energia. O petróleo Brent está a caminhar para a maior perda mensal desde 2022, depois de ter atingido um mínimo em quatro anos.
Também em termos geopolíticos, os Estados Unidos e o Irão dão sinais de progresso nas negociações sobre um acordo para pôr fim ao programa nuclear de Teerão. Noutra frente, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, esteve reunido com o homólogo norte-americano, Donald Trump, numa conversa "olhos nos olhos" para pôr fim à guerra na Ucrânia, que já leva mais de três anos.
Esta semana, será marcada ainda pela divulgação de vários dados trimestrais sobre as perspetivas sobre o mercado global de petróleo bruto de grandes empresas, como a BP, Shell, Chevron e Exxon Mobil.
Os preços do ouro caem esta manhã e afastam-se em relação ao recorde da semana passada – em que o metal amarelo superou pela primeira vez os 3.500 dólares por onça - com o abrandamento das tensões comerciais a instalar um novo apetite por ativos de risco nos mercados internacionais.
O ouro perde a esta hora 0,91%, para os 3.289,650 dólares por onça.
Os investidores estão a reagir aos sinais de um desenrolar das negociações entre os EUA e alguns dos seus parceiros comerciais, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter sugerido, na sexta-feira, que era improvável um novo adiamento das tarifas "recíprocas" mais elevadas.
Neste contexto, os países asiáticos poderão chegar a acordos provisórios para evitar a imposição de taxas antes do fim do período de "pausa" das tarifas recíprocas, em julho. A administração Trump elaborou um quadro para gerir as negociações com cerca de 17 países - excluindo a China -, avançou a Bloomberg. E embora "uma sensação de calma nervosa tenha regressado" aos mercados globais, "a ideia de que vários acordos poderiam ser concluídos dentro de semanas parece excessivamente otimista", disse à Bloomberg Charu Chanana do Saxo Capital Markets.
Apesar das perdas registadas, o metal precioso já valorizou cerca de 25% este ano - superando quase todas as outras grandes classes de ativos - com o protecionismo de Trump e os receios sobre um abrandamento do crescimento da economia global a estimularam a procura por ativos-refúgio.
O dólar segue a registar ganhos modestos esta segunda-feira, com os investidores a aguardarem por mais notícias sobre a política comercial dos EUA, enquanto se preparam para uma semana em que serão divulgados importantes de dados económicos, que poderão mostrar o impacto do protecionismo de Trump na maior economia mundial.
O índice de dólar da Bloomberg – que mede a força da divisa norte-americana face às principais rivais - sobe 0,25% para os 99,717 pontos.
Na semana passada, tanto Pequim como Washington pareceram suavizar as suas posições, com a administração Trump a sinalizar abertura para reduzir as tarifas e a China a isentar algumas importações das suas taxas de 125%. No entanto, enquanto Trump insiste que houve progressos em eventuais negociações, Pequim negou que estejam a decorrer conversações entre as duas maiores economias mundiais.
"O próximo grande capítulo aqui será saber se toda esta volatilidade atingiu as decisões do mundo real - especialmente no mercado de trabalho dos EUA", disse à Reuters o diretor global de mercados do ING, Chris Turner.
Os investidores estão à espera dos números relativos ao emprego nos EUA em abril, que serão divulgados na sexta-feira, onde se espera que um crescimento, embora a um ritmo muito mais lento do que o registado no mês anterior.
Os responsáveis da Reserva Federal (Fed) norte-americana, incluindo o presidente do banco central, Jerome Powell, indicaram que estariam dispostos a reduzir as taxas diretoras se se tornasse claro que existem riscos para o crescimento económico. Ainda assim, o decisor de política monetária deverá avaliar primeiro o impacto que as tarifas têm nos indicadores económicos dos EUA, como a inflação e o emprego, antes de tomar uma decisão.
A esta hora, face à divisa nipónica, a "nota verde" desliza 0,03% para os 143,620 ienes.
Por cá, a moeda única recua 0,19% para os 1,134 dólares. Já a libra desvaloriza 0,05% para os 1,331 dólares.
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro agravam-se em toda a linha esta segunda-feira, num dia em que os principais índices do Velho Continente negoceiam em território positivo.
Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravam-se a esta hora 3 pontos-base, para 3,027%. Em Espanha a "yield" da dívida com o mesmo vencimento sobe também 3 pontos, para 3,150%.
Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa cresce igualmente 3 pontos-base para 3,215%. Já os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, agravam-se em 2,7 pontos para 2,493%.
Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, seguem a mesma tendência e sobem 1,8 pontos-base para 4,495%.
Os principais índices do Velho Continente negoceiam em alta esta manhã, à boleia de um crescente otimismo quanto às negociações entre os Estados Unidos (EUA) e alguns dos seus parceiros comerciais, no que toca às tarifas recíprocas impostas pela Administração Trump. Além disso, os analistas focam-se, também, nas notícias sobre fusões e aquisições na Europa.
O índice Stoxx 600 - de referência para a Europa – ganha a esta hora 0,29%, para os 521,97 pontos.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o francês CAC-40 valoriza 0,62%, o holandês AEX sobe 0,39%, o alemão DAX regista ganhos de 0,21%, o britânico FTSE 100 avança 0,25% e o espanhol IBEX 35 regista uma subida de 0,39% e o italiano FTSEMIB sobe 0,34%,
Sinais de que a China poderá fornecer mais apoio aos exportadores afetados pelas tarifas dos EUA ajudaram a impulsionar o sentimento dos investidores, após Pequim ter anunciado mais um plano de estímulos económicos. Por cá, é esperado que o Banco Central Europeu (BCE) flexibilize ainda mais a política monetária para proteger a economia da Zona Euro dos potenciais impactos das tarifas impostas pelos EUA.
Entre a época de apresentação de resultados, Aneeka Gupta, chefe de pesquisa macroeconómica da Wisdomtree, referiu à Bloomberg que os ganhos da semana passada nos mercados europeus foram alimentados por sinais de desanuviamento das tensões comerciais, bem como por surpresas nos lucros do primeiro trimestre. Ainda assim, diz, "o quadro tarifário mais alargado continua a ser um obstáculo crítico", ressalvou a especialista.
"À medida que a época de resultados se desenrola, a maior clareza tarifária irá provavelmente definir o desempenho dos exportadores europeus e das empresas", acrescentou Aneeka Gupta. Resultados da fabricante de produtos eletrónicos Schneider Electric e da Deutsche Boerse, apresentados após o fecho dos mercados, estarão em foco esta segunda-feira.
Entre os setores, o dos alimentos (+0,87%) e as "utilities" (+0,79%) lideram os ganhos, enquanto os bens e serviços seguem com as maiores perdas (-0,25%).
Quanto aos movimentos de mercado, o Banca Generali pula quase 8%, depois de o Mediobanca ter lançado uma oferta surpresa de 6,3 mil milhões de euros, de acordo com a Bloomberg, com vista à aquisição do gestor de fortunas. Já a Deliveroo dispara quase 17%, após a norte-americana DoorDash se ter oferecido para comprar a empresa de entrega de alimentos por 3,6 mil milhões de dólares.
As ações europeias ainda estão longe de recuperar as perdas de abril, com os mercados a seguir atentamente as reviravoltas no plano da política comercial, após o anúncio do "Dia da Libertação" do Presidente dos EUA, Donald Trump, a 2 de abril. Enquanto os países procuram negociar acordos comerciais com os EUA, os investidores esperam que a posição de Trump possa atenuar e que algumas das taxas alfandegárias mais elevadas possam ser reduzidas.
A taxa Euribor subiu hoje a três meses e desceu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,186%, ficou acima da taxa a seis meses (2,124%) e da taxa a 12 meses (2,066%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou hoje, ao ser fixada em 2,124%, menos 0,017 pontos.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a fevereiro indicam que a Euribor a seis meses representava 37,52% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 32,50% e 25,72%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também recuou, ao ser fixada em 2,066%, menos 0,016 pontos do que na sexta-feira.
Em sentido contrário, a Euribor a três meses, que está abaixo de 2,5% desde 14 de março, avançou hoje para 2,186%, mais 0,012 pontos.
Em 17 de abril, na última reunião de política monetária, o Banco Central Europeu (BCE) desceu a taxa diretora em um quarto de ponto para 2,25%.
A descida, antecipada pelos mercados, foi a sétima desde que o BCE iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 05 e 06 de junho em Frankfurt.
Em termos mensais, a média da Euribor em março voltou a descer a três, a seis e a 12 meses, mas menos intensamente do que nos meses anteriores.
A média da Euribor a três, a seis e a 12 meses em março desceu 0,083 pontos para 2,442% a três meses, 0,075 pontos para 2,385% a seis meses e 0,009 pontos para 2,398% a 12 meses.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
As ações de Wall Street abriram mistas esta segunda-feira, numa semana que será marcada por uma série de dados e resultados empresariais, enquanto os investidores aguardam por novos desenvolvimentos da guerra comercial.
O S&P 500 ganha 0,45% para 5.550,24 pontos, dando seguimento à mais longa sequência de ganhos desde janeiro. Já o industrial Dow Jones sobe 0,21% para 40.197,46 pontos e o tecnológico Nasdaq desce 0,43% para 17.308,68 pontos.
Nos próximos dias, os investidores vão analisar como os vários anúncios de tarifas da Administração Trump vão impactar as projeções anuais nos resultados de grandes empresas, como a Apple, a Microsoft e a Apple.
Os vários dados que estão na agenda, desde o emprego à inflação, também vão permitir avaliar o estado da economia norte-americana após o Dia da Libertação, em que Trump anunciou tarifas recíprocas sobre dezenas de países.
"Esperamos um mercado instável a médio prazo que poderá negociar dentro de um intervalo até que seja alcançada mais clareza sobre que impacto as tarifas terão nos resultados empresariais, o que até agora permanece incerto", refere Brian Buetel da UBS Wealth Management, à Bloomberg.
No capítulo das negociações, o secretário do Tesouro dos EUA Scott Bessent disse à CNBC que "todos os aspetos" do governo estão em contacto com a China, mas que é Pequim que terá de dar o primeiro passo na desescalada das tarifas devido ao desequilíbrio do comércio entre as duas nações.
Os preços do ouro tem estado a oscilar entre ganhos e perdas, depois de a guerra comercial ter arrefecido
A esta hora, o ouro ganha 0,16%, para os 3.325,16 dólares por onça.
"Os preços ainda estão a lidar com o maior otimismo em relação a um acordo comercial entre os EUA e a China, apesar da falta de clareza", disse à Reuters Zain Vawda, analista da MarketPulse.
O metal amarelo valorizou com o agudizar das tensões entre os EUA e a China mas tem vindo a abrandar desde que Donald Trump disse que estavam a ser feitos progressos e que já falou com o Presidente Xi Jinping. No entanto, Pequim negou que conversações estejam a decorrer.
Apesar da oscilação, os analistas continuam a prever uma subida a longo prazo do ouro, que já valorizou 25% este ano.
"A previsão mais ampla do ouro e a direção dos preços continuam a ser construtivas, mesmo com a diminuição de alguma atratividade como ativo-refúgio", disse Fawad Razaqzada, analista de mercado do City Index e FOREX.com.
O dólar voltou às quedas esta segunda-feira, num momento em que continuam as incertezas sobre a guerra comercial com a China, antes de serem conhecidos dados importantes do emprego e da inflação que poderão dar novos sinais sobre a economia norte-americana.
O índice do dólar DXY, que mede a robustez da moeda norte-americana contra as principais rivais, recua 0,20% para 99,18. O euro sobe 0,13% para 1,1379 dólares e, contra o iene, o dólar perde 0,62% para 142,79.
Depois da troca de argumentos entre os EUA e a China sobre as tarifas, parece estar a formar-se um consenso sobre a necessidade de negociações entre os dois governos, depois de o secretário do Tesouro ter dito que o atual nível de taxas é "insustentável", mas ainda não existem conversações oficiais.
Os dados da criação de emprego, conhecidos como payrolls, na sexta-feira e os números da inflação do índice de preços no consumo pessoal (PCE), o indicador de inflação preferido para a Reserva Federal (Fed) decidir as taxas de juro, serão determinantes para avaliar o estado da economia.
Os preços do petróleo continuam a cair esta segunda-feira, num momento em que os traders avaliam os desenvolvimentos da guerra comercial, enquanto a perspetiva de subida da produção também pressiona os preços.
O barril de Brent, de referência para a Europa, desce 1,90% para 64,55 dólares, enquanto o WTI, o benchmark para os EUA, recua 1,79% para 61,88 dólares.
"Os participantes no mercado estão à espera de mais clareza sobre os sinais conflituantes das conversações entre EUA e China", referem analistas do ING citados pelo WSJ.
Além dos receios acerca do impacto das tarifas na economia global continuarem a dominar as negociações, por poderem travar a procura, a possibilidade de a OPEP+ aumentar ainda mais a produção na reunião de junho está a levar a receios sobre excesso de oferta.
As yields das obrigações europeias registaram um agravamento generalizado esta segunda-feira, numa sessão em que os investidores voltaram a apostar em ativos mas arriscados, como as ações, apesar da incerteza em torno da guerra comercial.
Aos juros das obrigações alemãs a 10 anos, de referência para a Europa, aumentaram 5,1 pontos para 2,517%, enquanto a yield das congéneres francesas subiu 4,9 pontos base para 3,234% e a yield dos títulos italianos ganhou 5,5 pontos base para 3,262%.
As subidas mais pronunciadas deram-se na Península Ibérica, com a yield das Obrigações do Tesouro a avançar 5,9 pontos base para 3,056% e os juros das obrigações espanholas a subirem 5,8% para 3,178%, num dia em que ambos os países estão a ser afetados por um apagão energético.
Fora da Zona Euro, a yield das Gilts britânicas a 10 anos aumentou 3,0 pontos base para 4,507%.
As bolsas europeias encerraram a primeira sessão da semana em território positivo, numa altura em que os investidores parecem estar muito mais tranquilos em relação às tensões comerciais que têm levado os EUA e China a chocarem. As ameaças de uma escalada da guerra comercial continuam presentes, mas os dois lados têm dado sinais de abertura para negociarem as suas posições.
O "benchmark" europeu, o Stoxx 600, avançou 0,53% para 523,19 pontos, fechando assim a quinta sessão consecutiva em alta - a maior série de ganhos desde o arranque do ano. O alemão DAX avançou 0,13%, tendo já recuperado quase integralmente de todas as perdas que registou após o infame "Dia da Libertação" norte-americana.
"Há um clima mais ameno em relação a um possível desanuviamento da guerra comercial entre os EUA e a China", afirma Fiona Cincotta, analista de mercados do City Index. "Enquanto Trump continuar com a sua posição menos agressiva, isto pode continuar a alimentar o otimismo."
O setor bancário foi o que mais valorizou esta segunda-feira, impulsionado pelo Banca Generali. A instituição financeira italiana disparou 5,17% para 51,30 euros, depois de o Mediobanca ter lançado uma oferta surpresa no valor de 6,3 mil milhões de euros para adquirir o banco.
O setor pode receber novos catalisadores esta semana, com uma série de instituições financeiras programadas para apresentar resultados ao mercado. É o caso do HSBC, o Société Générale, o Deutsche Bank e ainda o Barclays.
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