Ao minutoAtualizado há 54 min09h33

Aumento de tensões no Médio Oriente alimenta procura pelo dólar. Petróleo com queda ligeira

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.
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Foto: AP/Tatan Syuflana Foto: Uli Deck/AP ouro Foto: Jeff McIntosh / The Canadian Press / Associated Press Petróleo em baixa devido à Ucrânia e tensão entre Pequim e Tóquio Foto: Shuji Kajiyama / AP Ásia regista ganhos com Kospi a subir 9% após a maior queda de sempre.
Negócios 09:33
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09h14

Dólar estável com escalada do conflito no golfo a alimentar procura pela "nota verde"

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

O dólar está a negociar de forma estável nesta terça-feira, à medida que uma escalada da guerra no Médio Oriente segue a estimular a procura por ativos-refúgio, como é o caso da “nota verde”, enquanto o iene soma ganhos ligeiros, após suspeitas de intervenção de Tóquio no mercado cambial estarem a alimentar o apetite pela divisa nipónica.

Neste contexto, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – ganha 0,09% para os 98,466 pontos.

Noutros pontos do mercado, o dólar australiano registou uma descida depois de o banco central ter aumentado as taxas, conforme era esperado pelos “traders”, pela terceira reunião consecutiva, para controlar a inflação. Está agora a negociar nos 0,716 dólares, uma descida de 0,19%, com as atenções a permanecerem centradas na guerra no Irão.

Novos ataques dos EUA e do Irão no golfo Pérsico, na segunda-feira, abalaram os mercados, pondo à prova uma trégua frágil e mantendo os investidores cautelosos em fazer grandes apostas.

A esta hora, o dólar cede 0,04%, para os 157,170 ienes. Dados da semana passada apontavam para um gasto de cerca de 35 mil milhões de dólares por parte de Tóquio para impulsionar o iene, embora os analistas considerem improvável que tal medida ajude a moeda a longo prazo. Uma breve subida do iene na segunda-feira suscitou especulações de que o Japão teria feito nova intervenção, especialmente depois de as autoridades terem alertado na semana passada para a possibilidade de avançarem com tais medidas durante os feriados da Golden Week – que se celebram de 29 de abril a 6 de maio.

Por cá, o euro soma ligeiros 0,03% para os 1,169 dólares, enquanto a libra avança 0,08% para os 1,354 dólares. Ambas as divisas negoceiam ainda abaixo dos máximos intradiários da sessão de segunda-feira.

08h39

Ouro avança após atingir mínimos de cinco semanas com "traders" a reforçarem posições

Uli Deck/AP

O ouro está a negociar com valorizações na sessão de hoje, depois de ter ontem atingido mínimos de cerca de cinco semanas. Apesar dos avanços registados nesta terça-feira, o metal amarelo segue pressionado pelos preços elevados da energia, que continuam a alimentar receios de inflação, o que deverá limitar a margem de manobra dos bancos centrais no que toca à flexibilização da política monetária.

A esta hora, o ouro soma 0,70% para os 4.553,770 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso ganha 0,83% para os 73,369 dólares por onça.

Também um dólar mais forte segue a pressionar a negociação, enquanto os EUA e o Irão disputam o controlo pelo estreito de Ormuz.

As forças armadas dos EUA anunciaram na segunda-feira que destruíram seis pequenas embarcações iranianas e interceptaram mísseis de cruzeiro e drones iranianos, enquanto Teerão procurava frustrar uma nova iniciativa naval dos EUA para abrir a navegação através do estreito.

Os investidores já descontaram em grande parte as reduções das taxas de juro dos EUA para este ano, com os mercados a preverem agora uma probabilidade de 37% de um aumento até março de 2027, em comparação com 27% de uma redução na semana anterior. Aguardam agora por uma série de dados económicos dos EUA esta semana, incluindo do mercado laboral.

08h32

Banco central australiano volta a subir juros em 25 pontos base para 4,35%

O banco central da Austrália decidiu esta terça-feira aumentar a taxa de juro oficial em 25 pontos base, para 4,35%, num contexto de intensificação das pressões inflacionistas decorrentes de fatores internos e subida dos combustíveis.

A decisão, adotada por maioria de oito votos contra um, representa o terceiro aumento consecutivo e coloca as taxas de juro em níveis não vistos desde o início de 2025, numa medida que está em linha com o previsto pelos mercados.

O Banco da Reserva da Austrália (RBA, na sigla em inglês) indicou em comunicado que a inflação "registou uma subida significativa na segunda metade de 2025" e que os dados mais recentes confirmam que parte do aumento se deve a maiores pressões de capacidade na economia.

A isto acresce o impacto do conflito no Médio Oriente, que provocou um forte aumento dos preços dos combustíveis e de outras matérias-primas, repercutindo-se progressivamente no conjunto de bens e serviços.

O RBA alertou ainda para sinais precoces de que muitas empresas estão a começar a transferir o aumento dos custos para os consumidores, enquanto as expectativas de inflação a curto prazo também registaram uma subida.

08h09

Crude perde terreno com relatos de navios a atravessar estreito de Ormuz

AP

Os preços do petróleo negoceiam com desvalorizações nesta terça-feira, devido a sinais de que a Marinha norte-americana está a conseguir enfraquecer o controlo do Irão sobre o estreito de Ormuz, o que poderá abrir caminho a maiores fluxos de abastecimento provenientes do Médio Oriente.

Nesta medida, o Brent – de referência para a Europa –, cede 0,62%, para os 113,73 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – recua 1,90% para os 104,40 dólares por barril. Ambos os preços de referência subiram até 6% na sessão de segunda-feira.

Noutras matérias-primas, o gás natural negociado na Europa cede 0,01%, para os 48,14 euros por megawatt-hora.

Na segunda-feira, os EUA lançaram uma nova operação com o objetivo de reabrir o estreito de Ormuz à navegação comercial. Entretanto, a Maersk afirmou que o Alliance Fairfax, um navio transportador de veículos com bandeira dos EUA, saiu do golfo através do estreito acompanhado pelas forças armadas dos EUA, aliviando alguns receios de interrupção do abastecimento.

Ainda assim, o Irão lançou ataques contra países do golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos na segunda-feira para contrariar a ação dos EUA, enquanto ambos os países parecem agora disputar o controlo do estreito de Ormuz.

Vários navios comerciais terão sido atingidos na região, enquanto um importante porto petrolífero nos Emirados Árabes Unidos foi incendiado após um ataque iraniano.

Devido às perturbações, as reservas mundiais de petróleo estão a aproximar-se do seu nível mais baixo em oito anos, afirmou o Goldman Sachs na segunda-feira, cita a Bloomberg.

08h06

Ásia fecha dividida em dia de negociações reduzidas. "Benchmark" de Taiwan atinge novo recorde

Os principais índices asiáticos fecharam divididos na sessão desta terça-feira, com os investidores a aproveitarem uma ligeira queda dos preços do petróleo para reforçarem posições, ainda que o volume de transações pela região tenha sido reduzido, uma vez que o Japão, a China continental e a Coreia do Sul têm os mercados encerrados devido a feriados nacionais. Por outro lado, novos receios de uma escalada no golfo pressionam o sentimento.

Por Taiwan, o TWSE pulou 0,16%, tendo atingido um novo máximo histórico nos 40.885,05 pontos. Já o Hang Seng de Hong Kong caiu 1%.

O índice regional MSCI Ásia-Pacífico caiu 0,5% em relação ao seu máximo histórico de fecho registado na segunda-feira, num contexto de especulação sobre uma possível escalada do conflito com o Irão. Algum alívio surgiu com a descida do preço do petróleo durante a sessão asiática, fator que também está a impulsionar os futuros dos índices de ações dos EUA a avançarem cerca de 0,2%, enquanto se espera uma abertura estável para as ações europeias.

As renovadas tensões no Médio Oriente ameaçam injetar uma nova onda de volatilidade nos mercados após uma recuperação de um mês nos ativos de risco, sobretudo devido a fortes resultados das empresas tecnológicas de grande capitalização bolsista.

Os investidores continuam agora focados no estreito de Ormuz e “mesmo que o conflito se acalme imediatamente, esperamos que as repercussões permaneçam connosco durante algum tempo”, disse à Bloomberg Darrell Cronk, do Wells Fargo Investment Institute. “É improvável que os efeitos — nos preços da energia, na atividade industrial e nos prémios de risco geopolítico — desapareçam rapidamente”, acrescentou.

Na terça-feira, foram avistadas centenas de embarcações agrupadas perto do Dubai, à medida que mais navios se afastavam do estreito de Ormuz, ainda encerrado, em resposta aos esforços do Irão para alargar a sua área de controlo. Ainda assim, os EUA afirmaram ter aberto uma passagem através da via navegável e a CBS noticiou que dois contratorpedeiros americanos tinham entrado no golfo Pérsico.

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