Ao minutoAtualizado há 2 min09h15

Petróleo recua para os 107 dólares após "Projeto Liberdade" de Trump. Ouro perde terreno

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.
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Foto: Eli Hartman / Associated Press Plataformas de petróleo sob céu de anoitecer Foto: AP / Jae C. Hong Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis
Negócios 08:55
Últimos eventos
há 3 min.09h14

Iene ganha terreno com especulação sobre intervenção de autoridades para conter queda da moeda

Ayaka McGill / Associated Press

O iene está a negociar com valorizações nesta manhã, alimentando especulações sobre uma nova onda de compras por parte do Governo e do Banco do Japão para travar a desvalorização prolongada da divisa.

Neste contexto, o dólar cede 0,08% para os 156,890 ienes. A divisa nipónica tem estado sob pressão há anos, primeiro devido às taxas de juro baixas do país, depois devido aos receios de que a primeira-ministra Sanae Takaichi mantivesse os custos de financiamento artificialmente baixos para financiar a despesa pública e, mais recentemente, devido ao aumento dos custos de importação de petróleo.

Noutros pontos, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – ganha 0,04% para os 98,192 pontos.

Por cá, o euro negoceia inalterado nos 1,172 dólares, enquanto a libra recua 0,10% para os 1,357 dólares. Tanto o Banco Central Europeu, como o Banco de Inglaterra mantiveram os juros inalterados na reunião da semana passada, à semelhança do que foi também decidido pelo Banco do Japão e pela Reserva Federal norte-americana.

há 26 min.08h50

Ouro perde terreno com preocupações sobre inflação. Negociação reduzida pressiona

Matthias Schrader / AP

O ouro está a negociar com quedas contidas na sessão desta segunda-feira, com um menor volume de negociação devido a feriados no Japão, China continental e Reino Unido, enquanto os “traders” seguem de perto os desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente e as perspetivas para a inflação.

A esta hora, o ouro cai 0,55%, para os 4.588,680 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso cede 0,74%, para os 74,809 dólares por onça.

No plano da política monetária, a Reserva Federal (Fed) norte-americana manteve as taxas de juro inalteradas dada uma crescente preocupação com a inflação decorrente da guerra no golfo Pérsico. Responsáveis do banco central dos EUA afirmaram que o choque nos preços do petróleo decorrente da guerra com o Irão significa que a Reserva Federal deve deixar claro que já não pode inclinar-se para cortes nas taxas de juro, sendo possível um aumento dos custos de financiamento no futuro.

O aumento dos preços do petróleo poderá incentivar os bancos centrais a manterem as taxas de juro mais elevadas por mais tempo, o que pressiona ativos que não rendem juros, como é o caso do ouro.

No plano geopolítico, o Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as, estando os mercados à espera de ver se a medida servirá para repor os fluxos energéticos através da via marítima.

08h06

Crude cede ligeiramente com planos de Trump para escoltar navios por Ormuz

Eli Hartman / Associated Press

Os preços do petróleo negoceiam com ligeiras desvalorizações nesta segunda-feira, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que os Estados Unidos (EUA) iriam libertar os navios comerciais retidos no estreito de Ormuz devido ao bloqueio iraniano, operação que deverá .

A missão, denominada, segundo Trump, "Projeto Liberdade", terá início na segunda-feira, informou o chefe de Estado norte-americano, no domingo, numa mensagem na rede social Truth Social, depois de "países de todo o mundo" terem solicitado a ajuda dos EUA para permitir a passagem segura dos respetivos navios.

Nesta medida, o Brent – de referência para a Europa –, cede 0,45%, para os 107,68 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – recua 0,40% para os 101,53 dólares por barril.

Noutras matérias-primas, o gás natural negociado na Europa cede 1,30%, para os 45,17 euros por megawatt-hora.

Apesar dos esforços para repor a navegação pelo estreito de Ormuz, a ausência de um acordo de paz entre os EUA e o Irão mantém o crude acima dos 100 dólares por barril, dada a incerteza sobre o que se seguirá no conflito.

Noutros pontos, no domingo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) revelou que irá aumentar as metas de produção de petróleo em 188 mil barris por dia em junho para sete membros, o terceiro aumento mensal consecutivo e idêntico ao acordado para maio, deduzida a quota dos Emirados Árabes Unidos, que abandonaram a OPEP na passada sexta-feira. No entanto, o volume mais elevado de produção e o respetivo escoamento dependerá se a guerra no Irão continuar a perturbar o abastecimento de petróleo do Golfo através do estreito de Ormuz.

07h47

Ásia fecha em alta com impulso das tecnológicas. Coreana SK Hynix dispara 12%

Os principais índices asiáticos fecharam em alta, impulsionados por uma recuperação das cotadas do setor tecnológico, especialmente as ligadas à inteligência artificial (IA), enquanto uma queda dos preços do crude serviu igualmente para impulsionar o sentimento do mercado.

Pelo Japão e pela China continental, as praças bolsistas estiveram encerradas devido a feriados nacionais. Já por Taiwan, o TWSE pulou 4,57%, tendo atingido um novo máximo histórico nos 40.755,52 pontos. O Hang Seng de Hong Kong valorizou 1,58%. Quanto à Coreia do Sul, o Kospi disparou 4,83%, tendo atingido um novo recorde de 6.920,95 pontos.

O índice regional MSCI Ásia-Pacífico subiu mais de 2%, ficando a um passo de atingir o seu último máximo histórico, alcançado a 27 de fevereiro, véspera do estalar da guerra entre os Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irão.

Noutros pontos, o petróleo Brent oscilou e segue agora a ceder menos de 1%, para cerca de 107 dólares por barril. As flutuações nos preços do “ouro negro” ocorreram depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que os EUA começariam a orientar os navios não envolvidos no conflito com o Irão a atravessar o estreito de Ormuz a partir de segunda-feira. No entanto, um alto responsável iraniano afirmou que Teerão consideraria qualquer interferência dos EUA no estreito uma violação do cessar-fogo, de acordo com uma reportagem da AFP.

Ainda no plano geopolítico, o republicano descreveu as conversações com Teerão como “muito positivas”, depois de o Irão ter recebido a resposta de Washington à sua mais recente proposta para pôr fim à guerra, ainda que Trump tenha reiterado que os pontos apresentados não serão suficientes para se chegar a um entendimento entre as partes.

“Os mercados estão atualmente a ter um bom desempenho devido a esta negociação impulsionada pela IA ou ao entusiasmo impulsionado pela IA”, disse à Bloomberg Dilin Wu, do Pepperstone Group. “Mas esta agitação geopolítica, bem como o elevado preço do petróleo, são sempre um obstáculo. Por isso, eu estaria cautelosamente otimista em relação ao mercado asiático em geral”, acrescentou o mesmo especialista.

O tema da IA voltou a estar em destaque, impulsionado, também, pelo acordo de cessar-fogo do mês passado entre os EUA e o Irão, que acalmou os ânimos dos investidores quanto a um conflito prolongado no Médio Oriente. O índice de referência das ações asiáticas subiu mais de 13% em abril, recuperando quase todas as perdas registadas em março.

Nesta medida, as ações da SK Hynix dispararam mais de 12% nesta segunda-feira, enquanto as da TSMC subiram quase 7%. Já a Samsung pulou mais de 5%. Na mesma medida, um índice que agrega cotadas tecnológicas chinesas cotadas em Hong Kong subiu mais de 3%.

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