A desordem crescente
Num mundo em que as certezas se desfazem rapidamente, talvez o maior risco não seja a desordem em si, mas a incapacidade de a compreender e de agir dentro dela com sentido estratégico.
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O mundo entrou, de forma quase contínua, numa fase de desordem estrutural. António Costa chamou recentemente a atenção para esta “desordem crescente” nas relações internacionais que vem abalar profundamente uma ordem internacional assente em regras, instituições multilaterais e equilíbrios relativamente estáveis foi alimentada por uma narrativa de progresso absolutamente garantido. Hoje, essa narrativa estilhaça-se diante de conflitos prolongados, rivalidades estratégicas sem mediação eficaz e uma erosão clara da confiança entre Estados.
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