Ao minutoAtualizado há 12 min11h15

Índice Stoxx 600 a caminho da terceira semana de ganhos. Ações da L'Oréal caem 5%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.
Índice Stoxx 600 a caminho da terceira semana de ganhos. Ações da L'Oréal caem 5%
AP / Eduardo Parra
Negócios 09:47
Últimos eventos
há 12 min.11h15

Taxa Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses

A taxa Euribor subiu esta sexta-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 1,999%, continuou abaixo das taxas a seis (2,147%) e a 12 meses (2,248%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou, ao ser fixada em 2,147%, mais 0,016 pontos do que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também subiu, para 2,248%, mais 0,002 pontos do que na sessão anterior.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses avançou ao ser fixada em 1,999%, mais 0,015 pontos do que na quinta-feira, depois de ter descido em 06 de fevereiro pela primeira vez desde novembro para menos de 2%.

Em 05 de fevereiro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 18 e 19 de março em Frankfurt, Alemanha.

Em relação à média mensal da Euribor em janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo.

A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses.

Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

09h36

Europa negoceia sem rumo com L'Oréal a perder 5%. Stoxx 600 a caminho de terceira semana seguida de ganhos

Os principais índices europeus estão a negociar sem rumo definido na última sessão da semana, com a apresentação de resultados trimestrais por parte de cotadas da região a permanecer em foco, depois de preocupações ligadas à inteligência artificial terem pressionado os mercados durante o dia de ontem.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,04%, para os 618,74 pontos, e está a caminho de fixar a sua terceira semana consecutiva de valorizações, depois de o “benchmark” ter fixado na quinta-feira um novo máximo histórico de 625,90 pontos no arranque da sessão.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avança 0,02%, o espanhol IBEX 35 sobe 0,19%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,30%, o francês CAC-40 recua 0,35%, o neerlandês AEX soma 0,33%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista uma subida de 0,31%.

Embora o nervosismo dos investidores relacionado com a IA tenha agitado uma série de setores, incluindo as empresas de software e gestoras de ativos, a volatilidade sentida na sessão de ontem não parece ter prejudicado em grande medida a recuperação dos índices europeus.

“A incerteza permanecerá elevada no curto prazo, mas acreditamos que as ações irão recuperar a partir daqui, com lucros sólidos, apoio político e uma atividade de recompra mais forte no futuro”, disse à Bloomberg Ulrich Urbahn, da Berenberg.

Entre os setores, o tecnológico (+1,17%) lidera os ganhos, seguido pelas seguradoras (+0,79%). Já do lado das perdas, o dos bens domésticos (-1,10%), o setor dos químicos (-0,87%) e do imobiliário (-0,86%) são os que registam as desvalorizações mais expressivas.

Quanto aos movimentos do mercado, a L'Oréal perde perto de 5%, depois de as vendas da empresa nos últimos meses do ano passado terem ficado aquém das estimativas do mercado. A Capgemini, por seu turno, pula 3%, influenciada por comentários do diretor executivo da empresa francesa, Aiman Ezzat, que disse que estavam a “mudar claramente de rumo” para facilitar a adoção da IA, o que esperam vir a impulsionar as vendas neste ano, cita a Bloomberg.

09h35

Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar alívios pouco expressivos em toda a linha na sessão desta sexta-feira, numa altura em que as bolsas europeias negoceiam sem rumo definido, à medida que os investidores parecem inclinar as suas apostas para ativos-refúgio, como é o caso das obrigações.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviam 0,7 pontos-base, para 3,125%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e cai 0,5 pontos, para 3,144%.

Já os juros da dívida soberana italiana recuam 0,6 pontos, para 3,376%.

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa cede 0,4 pontos, para 3,358%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, aliviam 0,5 pontos, para os 2,772%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, recuam 0,2 pontos-base, para 4,449%.

08h54

Inflação em Espanha abranda em janeiro para 2,3%

Os preços em Espanha subiram 2,3% em janeiro, menos seis décimas do que em dezembro, revelou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística de Espanha (INE).

Esta evolução da inflação homóloga (subida dos preços comparando com o mesmo período do ano anterior) deveu-se, sobretudo, à eletricidade, que subiu menos do que em janeiro de 2025, e à descida dos combustíveis, segundo o INE.

A inflação em Espanha desceu em janeiro pelo terceiro mês consecutivo, depois de se ter situado nos 3% em novembro e em 2,9% em dezembro.

Quanto à inflação subjacente (sem a energia e os produtos alimentares frescos, tradicionalmente os mais voláteis do cabaz de compras), manteve-se nos 2,6% em janeiro.

Na evolução em cadeia (comparação com o mês anterior), os preços em Espanha desceram 0,4% em janeiro, depois de terem subido 0,3% em dezembro.

08h47

Ouro e prata valorizam após "sell-off" de quinta-feira

Mike Groll/AP

O ouro e a prata estão a recuperar terreno depois de ontem o metal amarelo ter atingido mínimos de uma semana, pressionado pelos dados robustos do mercado laboral norte-americano referentes a janeiro, que vieram reduzir as expectativas de cortes de juros na maior economia mundial.

A esta hora, o metal amarelo, valoriza 1,17%, para os 4.979,910 dólares por onça. Apesar do aumento nos preços, o ouro já perdeu cerca de 0,20% até agora nesta semana.

Os investidores aguardam agora pelos números da inflação dos EUA para obter pistas sobre a direção das taxas diretoras.

A prata, por sua vez, sobe quase 5%, para os 78,999 dólares por onça, à medida que recupera de uma queda de 11% registada na quinta-feira, embora continue a caminho de uma perda semanal de mais de 2%.

08h35

Petróleo inverte perdas com notícias de envio de porta aviões dos EUA para o Médio Oriente

Jacob Ford / AP

Os preços do petróleo estão a inverter a tendência de queda registada no início da sessão, depois de se saber que , segundo fonte não identificada à AP. Ainda assim, ambos os preços de referência estão a caminho de registar desvalorizações no conjunto da semana.

O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – sobe 0,02%, para os 62,85 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – soma 0,09% para os 67,58 dólares por barril.

A confirmar-se, o envio do USS Ford para o Médio Oriente marca um novo aumento das tensões entre Washington e Teerão, depois de nos últimos dias o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter indicado que estaria disposto a continuar as negociações com o Irão sobre o programa nuclear do país. Nesta quinta-feira, Trump deu um mês para o Irão aceitar um acordo nuclear ou .

Ainda assim, a limitar o avanço dos preços do crude, estão dados da Agência Internacional de Energia, que projetou na quinta-feira, no seu relatório mensal, que o com a oferta global a exceder a procura, assim como um forte aumento nos “stocks” de crude registado pelos EUA.

08h02

Ásia recua pela primeira vez em seis sessões. SoftBank Group tomba mais de 8%

Os principais índices asiáticos perderam terreno pela primeira vez em seis sessões, , com as preocupações ligadas à inteligência artificial a voltarem a pressionar o sentimento dos investidores. O MSCI All Country World Index — um dos indicadores mais abrangentes do mercado de ações a nível global — está prestes a registar as primeiras perdas semanais consecutivas neste ano. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 negoceiam sem grandes alterações, com os futuros do S&P 500 pelos EUA a apontarem para uma abertura em baixa.

No Japão, o nikkei cedeu 1,21% e o Topix perdeu 1,63%. O sul-coreano Kospi – que já valorizou 31% desde o início do ano e regista o melhor desempenho do mundo entre as bolsas - registou perdas de 0,28%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong cedeu 1,80% e o Shanghai Composite desvalorizou 1,26%. Por Taiwan, os índices estiveram encerrados devido a um feriado nacional.

As ações permaneceram sob pressão, com o sentimento a deteriorar-se após preocupações relacionadas com a inteligência artificial (IA) terem desencadeado uma onda de "sell-off" entre as tecnológicas norte-americanas. A incerteza vivida levou o ouro e a prata a recuperarem algum do terreno perdido na sessão de ontem.

As oscilações acentuadas entre os ativos de risco refletem os riscos crescentes associados ao “boom” da IA e os efeitos imprevisíveis que estas tecnologias podem ter em diferentes setores e classes de ativos. "As ações de software, [setor que tem sido afetado nos últimos dias por preocupações quanto à disrupção que ferramentas de IA podem causar nesta área], estão agora a ser negociadas como os bancos em 2008”, disse à Bloomberg Nick Ferres, da Vantage Point Asset Management.

Em contraste com a volatilidade nos EUA, o impacto nos mercados asiáticos tem sido “relativamente limitado até agora”, referiu à agência de notícias financeiras Tomo Kinoshita, da Invesco Asset Management Japan. “Dito isto, como se espera que a adoção da IA avance com o tempo, é altamente provável que desenvolvimentos semelhantes aos observados nos EUA possam eventualmente surgir também na Ásia”, afirmou.

O entusiasmo em torno da IA foi substituído nas últimas sessões pela preocupação de que as ferramentas mais recentes lançadas pela Google, Anthropic e por uma série de startups já sejam boas o suficiente para ameaçarem um elevado número de empresas, muitas delas fora do setor da tecnologia.

Pela Ásia, as ações chinesas caíram com os investidores a reduziram a sua exposição aos ativos de risco antes do início das férias do Ano Novo Lunar no país - que irão levar ao encerramento das bolsas. E entre os movimentos do mercado, pelo Japão, o Softbank Group tombou mais de 8%, enquanto na China a Alibaba recuou 4,28% e a LG desvalorizou mais de 3% na Coreia do Sul.

Saber mais sobre...
Saber mais Quem ganhou L'Oréal
Pub
Pub
Pub