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“Da euforia à fobia da IA”. Wall Street mergulha no vermelho

As bolsas norte-americanas registaram desvalorizações significativas esta quinta-feira, pressionadas pelas preocupações dos investidores com as atividades de inteligência artificial das tecnológicas.

Wall Street
Wall Street AP / Seth Wenig
21:16

Os três principais índices nova-iorquinos deslizaram esta quinta-feira, acumulando semanas de ansiedade crescente entre os investidores sobre o impacto da inteligência artificial noutros setores de atividade. Além disso, os preços do ouro estão a afundar, pressionando as empresas mineiras, com os "traders" à procura de captar recursos para cobrir as perdas com as ações. 

“Pessoalmente, acho que é pura psicologia de massas. É vender primeiro e analisar depois, mas sem ficar com o prejuízo”, disse Ross Mayfield, estratega de investimentos da Baird, à CNBC. “O dinheiro que está a sair do setor de software tem para onde ir”, explicou ainda.

Os analistas consultados pela Bloomberg dizem que a sensação é de que o cenário de mercado está “cheio de armadilhas de inteligência artificial”. Steve Sosnick, da Interactive Brokers, enunciou setores que têm sido afetados pelo medo de serem "dizimados" pelos avanços da IA e cujos modelos de negócios podem vir a ser afetados: o setor de software, corretoras de seguros, gestoras de património e corretoras de imóveis.

Da euforia à fobia da IA”, disseram estrategas da Yardeni Research numa nota citada pela agência financeira. “Para aqueles que vivenciaram o advento da internet, isto parece um déjà vu. Tanto a IA quanto a internet são ruturas tecnológicas profundas o suficiente para mudar o comportamento de praticamente todos", consideraram.

Neste contexto, o S&P 500 tombou 1,57% para 6.832,76 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite desceu 2,03% para 22.597,15 pontos. Já o industrial Dow Jones recuou 1,34% para 49.451,98 pontos. 

Os investidores preparam-se agora para o relatório de inflação na sexta-feira. Os economistas consultados pela Dow Jones esperam que o índice de preços no consumidor (IPC) de janeiro tenha subido 0,3%. “O IPC é um pouco menos importante agora que temos os bons números do mercado de trabalho, porque já permite que a Reserva Federal faça uma pausa (nos cortes) por um período considerável”, disse o mesmo analista. “Se o IPC apresentar um resultado muito positivo, teríamos alguns meses de dados para ter uma ideia da tendência antes que a Fed tome uma decisão definitiva", acrescentou.

Entre os principais movimentos de mercado, a Cisco Systems mergulhou mais de 12%, depois de prever uma margem fraca para o ano, sinalizando ainda que os preços mais altos dos semicondutores de memória estão pressionar.

A Apple caiu 5% e registou o seu pior dia em bolsa desde abril, depois de a Bloomberg ter noticiado que a atualização da assistente virtual Siri teve problemas durante os testes, atrasando as atualizações previstas em vários meses. 

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