Europa fecha em alta pela segunda sessão consecutiva. Burberry perde 6%
Juros com fortes alívios na Europa. "Traders" reduzem apostas quanto a subida dos juros diretores este ano
Dólar valoriza pela quarta sessão consecutiva com "traders" de olho em possível subida de juros
Ouro inalterado entre procura como refúgio e expectativa de juros inalterados
Brent com desvalorização contida após Irão dizer que dezenas de navios atravessaram Ormuz
Depois de primeiro encontro entre Trump e Xi, Wall Street negoceia em máximos. Nvidia atinge novo recorde
Economia britânica cresce 0,6% no primeiro trimestre
Taxa Euribor desce a três e 12 meses e mantém-se a seis meses
Tecnológicas dão impulso à Europa de olhos postos na cimeira EUA-China
Juros aliviam na Zona Euro e no Reino Unido. Itália regista maior queda
Inflação em Espanha cai para 3,2% em abril
Dólar estável à espera de novos desenvolvimentos em Pequim
Ouro recupera de abalo da inflação e volta aos 4.700 dólares
Petróleo perde terreno mas continua acima dos 100 dólares por barril
Cimeira sino-americana deixa Ásia a negociar sem rumo. Europa aponta para ganhos
Europa fecha em alta pela segunda sessão consecutiva. Burberry perde 6%
Os principais índices europeus terminaram a sessão com valorizações pelo segundo dia consecutivo, com o apetite dos investidores por ativos de risco da região a continuar a ser alimentado pelos robustos resultados trimestrais apresentados por empresas do Velho Continente, num dia em que os volumes de negociação foram mais reduzidos do que o habitual, com os mercados da Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia e Suíça encerrados devido a feriados nacionais. Também uma queda dos preços do crude nos mercados internacionais impulsionou as praças bolsistas.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – somou 0,76%, para os 616,05 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX pulou 1,32%, o italiano FTSEMIB avançou 1,15%, o francês CAC-40 ganhou 0,93%, o espanhol IBEX valorizou 0,87%, ao passo que o neerlandês AEX subiu 1,13%, num dia em que o britânico FTSE 100 registou ganhos de 0,46%.
A par dos resultados das cotadas, a mais recente subida das ações europeias “é apenas uma recuperação, impulsionada por esperanças de paz [no Médio Oriente] e de uma aproximação entre os Estados Unidos (EUA) e a China”, disse à Bloomberg Ulrich Urbahn, da Berenberg.
Até agora, as cotadas europeias registaram um crescimento de 7,4% dos lucros no primeiro trimestre, em comparação com as estimativas de 2,5%, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence. Ainda assim, o índice de referência está a negociar atrás do S&P 500 pela quinta semana consecutiva devido à ausência de grandes empresas tecnológicas no “benchmark” da região e ao facto de os preços mais elevados da energia estarem a pesar sobre o crescimento económico da Zona Euro.
No que toca aos movimentos do mercado, a Burberry perdeu quase 6%, depois de ter apresentado um "outlook" cauteloso, fator que acabou por pressionar a cotada apesar de um forte aumento nas vendas no primeiro trimestre. Já a Siemens pulou mais de 2,50%, após ter acordado a aquisição de várias unidades de negócio da Mer Mec - empresa italiana focada no desenvolvimento de tecnologias de transporte ferroviário e aplicações industriais. A fabricante de chips ASML, por sua vez, subiu mais de 3%, seguindo a valorização das tecnológicas norte-americanas.
Juros com fortes alívios na Europa. "Traders" reduzem apostas quanto a subida dos juros diretores este ano
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a sessão com fortes alívios em toda a linha, num dia em que os preços do crude registam desvalorizações e os “traders” reduziram apostas quanto a subidas dos juros pelo Banco Central Europeu (BCE) ao longo deste ano.
Nesta linha, dados avançados pela Bloomberg mostram que os mercados esperam agora que o BCE suba as taxas diretoras em 70 pontos-base este ano, em comparação com os 74 pontos que eram esperados na quarta-feira.
Neste contexto, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviaram 6,1 pontos-base, para 3,395%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade recuou 6,3 pontos-base, neste caso para os 3,455%.
Já os juros da dívida soberana italiana caíram 7,1 pontos, para 3,772%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa aliviou 6,6 pontos, para 3,660%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, cederam 5,7 pontos, para os 3,041%.
Já fora da Zona Euro, os juros das “gilts” britânicas, também a dez anos, recuaram 7,2 pontos-base, para os 4,992%. Pelo Reino Unido, os "traders" apostam agora que o Banco de Inglaterra vai avançar com subidas dos juros em 60 pontos-base até ao final do ano, abaixo dos 64 pontos apontados anteriormente.
Dólar valoriza pela quarta sessão consecutiva com "traders" de olho em possível subida de juros
O dólar está a registar valorizações pela quarta sessão consecutiva, à medida que os “traders” começam a antecipar a possibilidade de a Reserva Federal (Fed) poder ter de subir as taxas diretoras ainda durante este ano, com as atenções a virarem-se também para a cimeira entre Donald Trump e Xi Jinping.
E entre dados económicos conhecidos nesta quinta-feira, os pedidos iniciais de subsídio de desemprego nos Estados Unidos (EUA) aumentaram em 12 mil na semana terminada a 9 de maio, em relação à semana anterior, atingindo um total de 211 mil, valor superior às expectativas do mercado, que apontavam para 205 mil pedidos. Noutras métricas seguidas pelos mercados, as vendas a retalho na maior economia mundial aumentaram 0,5% em relação ao mês anterior em abril, após um aumento de 1,6% (revisto em baixa) em março e em linha com as previsões dos economistas. O crescimento mais lento registado em abril sugere que os preços elevados dos combustíveis levaram alguns consumidores a moderar as suas despesas.
Neste contexto, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes –soma uma subida de 0,24%, para os 98,761 pontos, registando uma valorização de cerca de 0,70% na semana até agora.
Face à divisa nipónica, a “nota verde” valoriza 0,18%, para os 158,140 ienes. Isto depois de o iene ter chegado a ganhar terreno face ao dólar até há instantes, depois de comentários do membro do conselho de governadores do Banco do Japão, Kazuyuki Masu, que afirmou que o banco central deveria aumentar as taxas de juro o quanto antes, caso não houvesse sinais claros de um abrandamento económico.
Já pela Zona Euro, a moeda única perde 0,33%, para os 1,167 dólares, enquanto pelo Reino Unido a libra desvaloriza 0,34%, para os 1,348 dólares.
Ouro inalterado entre procura como refúgio e expectativa de juros inalterados
O ouro está a negociar sem alterações em relação à sessão de quarta-feira, enquanto os investidores avaliam o encontro entre o Presidente dos EUA e o homólogo chinês, Xi Jinping.
Além disso, o aumento da inflação nos EUA, decorrente da subida dos preços da energia devido à guerra no Irão, continua a fazer soar os alarmes, o que poderá levar a que a Reserva Federal deixe as taxas de juro em níveis elevados por mais tempo, limitando o potencial de valorização de ativos sem rendimento, como o ouro.
O metal amarelo está praticamente inalterado em 4.687,66 dólares por onça.
"Desde a forte correção registada em meados de março, o preço médio do ouro tem permanecido próximo dos níveis atuais, sugerindo um período de consolidação impulsionado por forças de mercado opostas", disse Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe, numa nota a que o Negócios teve acesso.
E acrescenta: "Neste contexto, os investidores no mercado do ouro deverão continuar particularmente atentos aos desenvolvimentos no Golfo Pérsico, bem como à divulgação de indicadores económicos. A visita de Donald Trump à China continuará também sob forte escrutínio por parte dos mercados. Evoluções positivas na frente comercial poderão contribuir para aliviar as pressões inflacionistas e dar suporte adicional aos preços do ouro".
Além disso, a Índia está a tentar reduzir as importações de ouro e prata, tendo anunciado esta semana que, a partir de 13 de maio, os direitos alfandegários sobre a importação destes dois metais preciosos passariam de 6% para 15%. Nesta quinta-feira, o governo tornou ainda mais rigorosas as regras para as compras ao estrangeiro. As importações de ouro em barras superiores a 100 kg (o equivalente a 220 libras-peso) estarão sujeitas a autorização prévia.
Brent com desvalorização contida após Irão dizer que dezenas de navios atravessaram Ormuz
Os preços do petróleo negoceiam sem tendência definida nesta quinta-feira, à medida que os “traders” dividem atenções entre as disrupções ao abastecimento energético no Médio Oriente e a cimeira entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim.
Nesta medida, o Brent – de referência para a Europa –, recua ligeiros 0,01%, para os 105,62 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – soma 0,15% para os 101,17 dólares por barril. Os contratos de futuros negociaram grande parte da sessão de hoje em queda, já depois de ontem o Brent ter desvalorizado mais de 2 dólares por barril, enquanto o WTI recuou mais de 1 dólar por barril.
A pressionar os preços do “ouro negro” está o facto de a comunicação social estatal iraniana ter informado que cerca de 30 navios atravessaram o estreito de Ormuz nas últimas horas, enquanto a agência noticiosa iraniana Tasnim avançou que as forças navais do Irão autorizaram desde quarta-feira a passagem de vários navios chineses pela via marítima.
Entretanto, a Casa Branca anunciou que o Presidente chinês e o seu homólogo norte-americano concordaram que o estreito de Ormuz deve permanecer aberto para o livre fluxo de energia, sendo Pequim o maior importador de crude iraniano.
Xi Jinping manifestou ainda interesse em comprar mais petróleo dos EUA para reduzir a dependência da China do estreito de Ormuz, de acordo com a Casa Branca. A China não importa crude produzido nos EUA desde maio de 2025 devido a uma tarifa de importação de 20% imposta durante a guerra comercial iniciada por Donald Trump nesse ano.
Depois de primeiro encontro entre Trump e Xi, Wall Street negoceia em máximos. Nvidia atinge novo recorde
Uma forte recuperação das empresas ligadas à inteligência artificial (IA) continua a impulsionar os principais índices norte-americanos, que negoceiam nesta quinta-feira com ganhos em toda a linha, estimulados, também, por uma queda dos preços do crude nos mercados internacionais e pela visita de Donald Trump à China.
Neste contexto, o S&P 500 avança 0,31% para um novo máximo histórico de 7.467,02 pontos. O Nasdaq Composite soma 0,30% para os 26.481,03 pontos, fixando assim um novo recorde. Já o Dow Jones valoriza 0,78%, para os 50.079,11 pontos.
Entre dados económicos conhecidos hoje, os pedidos iniciais de subsídio de desemprego nos Estados Unidos (EUA) aumentaram em 12 mil na semana terminada a 9 de maio, em relação à semana anterior, atingindo um total de 211 mil, valor superior às expectativas do mercado, que apontavam para 205 mil pedidos. Noutras métricas seguidas pelos mercados, as vendas a retalho na maior economia mundial aumentaram 0,5% em relação ao mês anterior em abril, após um aumento de 1,6% (revisto em baixa) em março e em linha com as previsões dos economistas. O crescimento mais lento registado em abril sugere que os preços elevados dos combustíveis levaram alguns consumidores a moderar as suas despesas.
No que toca ao plano geopolítico, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, disse que os EUA e a China estão a discutir um mecanismo para acelerar alguns acordos de investimento chineses, juntamente com uma redução das tarifas sobre uma série de bens não essenciais.
Quanto aos movimentos do mercado, a Cisco Systems dispara a esta hora mais de 16% graças a perspetivas sólidas apresentadas na divulgação de resultados trimestrais da empresa.
Já entre as “sete magníficas”, a Apple cede 0,40%, a Nvidia dispara 2,23% e negoceia em máximos, depois de a Reuters ter noticiado que os EUA autorizaram a venda dos chips H200 da "big tech" a dez empresas chinesas, enquanto a Tesla desliza 0,14%, a Alphabet perde 0,60%, a Amazon recua 0,21%, a Meta negoceia praticamente inalterada e a Microsoft desvaloriza 0,66%.
Economia britânica cresce 0,6% no primeiro trimestre
A economia britânica cresceu em cadeia 0,6% no primeiro trimestre, anunciou esta quinta-feira o Office for National Statistics (ONS). Só no mês de março, marcado pelo início da guerra no Médio Oriente, o crescimento da economia do Reino Unido foi de 0,3%, contra 0,4% em fevereiro, e superando as previsões dos analistas.
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Taxa Euribor desce a três e 12 meses e mantém-se a seis meses
A taxa Euribor desceu esta quinta-feira a três e a 12 meses e manteve-se a seis meses em relação a quarta-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que baixou para 2,239%, continuou abaixo das taxas a seis (2,548%) e a 12 meses (2,821%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, manteve-se, ao ser fixada de novo em 2,548%.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a março indicam que a Euribor a seis meses representava 39,41% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,62% e 24,65%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou para 2,821%, menos 0,039 pontos do que na sessão anterior.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses baixou, ao ser fixada em 2,239%, menos 0,044 pontos, depois de ter subido na quarta-feira para um novo máximo desde abril do ano passado (2,283%).
A média mensal da Euribor subiu nos três prazos em abril, mas de forma mais acentuada nos mais longos e menos do que em março.
A média mensal da Euribor em abril subiu 0,066 pontos para 2,175% a três meses.
Tecnológicas dão impulso à Europa de olhos postos na cimeira EUA-China
As principais praças europeias estão a negociar em terreno positivo pelo segundo dia consecutivo, impulsionadas por um "rally" nas ações de inteligência artificial (IA) e num dia em que todas as atenções estão viradas para Pequim e para a cimeira entre EUA e a China. É a primeira visita de um líder norte-americano à segunda maior economia do mundo em quase uma década.
A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - avança 0,22% para 612,75 pontos. Ao contrário de uma boa parte dos seus pares asiáticos e norte-americanos, o índice ainda não conseguiu recuperar completamente do impacto da guerra no Irão, ficando aquém de um "rally" que levou o S&P 500 a máximos históricos.
Os investidores estão à procura de pistas sobre o futuro do conflito no Médio Oriente na cimeira sino-americana. Para já, o assunto ainda não foi discutido, com o líder chinês a aproveitar uma reunião de mais de duas horas para deixar advertências ao homólogo norte-americano sobre Taiwan. Xi Jinping disse a Donald Trump que, caso Washington não gira bem esta questão, os dois países podem entrar em "conflito".
Apesar de terem ficado para trás na recuperação, as ações europeias têm vindo a ser apoiadas por uma época de resultados que se tem mostrado mais positivo do que inicialmente antecipado. Os lucros das empresas do Stoxx 600 cresceram 7,4% no primeiro trimestre deste ano, um valor que contrasta com os 2,5% estimado pelos analistas, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence.
Entre as principais movimentações de mercado, a tecnológica ASML acelera 0,93%, acompanhando os ganhos do setor, impulsionados pelos resultados acima do esperado da norte-americana Cisco Systems. A empresa reviu em alta as previsões de encomendas de 5 mil milhões para 9 mil milhões de dólares este ano fiscal, tendo ainda anunciado que vai despedir quatro mil pessoas.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avança 0,89%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,33%, ao passo que o neerlandês AEX salta 0,46%, o francês CAC-40 ganha 0,46% e o espanhol IBEX acelera 0,38%. Já o britânico FTSE-100 está a negociar praticamente inalterado, com perdas de 0,01%, numa altura em que o primeiro-ministro do país vê a sua liderança ameaçada internamente.
A negociação desta quinta-feira está a ser marcada por menor liquidez, uma vez que as praças da Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia e Suíça estão encerradas devido a feriados locais.
Juros aliviam na Zona Euro e no Reino Unido. Itália regista maior queda
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar com alívios esta quinta-feira, num dia que está a mostrar-se calmo para os mercados europeus, com os investidores de olhos postos na cimeira em curso entre os EUA e a China.
Para já, o tom adotado pelos líderes dos dois países tem sido bastante positivo, apesar de o Presidente chinês, Xi Jinping, ter aproveitado uma reunião de mais de duas horas para advertir o homólogo norte-americano que a questão de Taiwan pode levar a um "conflito" entre as duas maiores economias do mundo.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, estão a cair 1,2 pontos-base para 3,086%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade desce 1,3 pontos para 3,714%. Já os juros da dívida italiana registam a maior queda da Zona Euro, ao deslizarem 1,4 pontos para 3,829%.
Pela Península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa a dez anos recuam 0,9 para 3,446%, enquanto os da espanhola na maturidade de referência cedem 1 ponto-base para 3,508%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas cedem 1,1 pontos-base para 5,053%, depois de terem disparado mais de 10 pontos na terça-feira e atingido máximos de 2008. Uma nova crise política paira sobre o Reino Unido, com o primeiro-ministro a ser altamente pressionado internamente para se demitir.
Inflação em Espanha cai para 3,2% em abril
Os preços em Espanha subiram 3,2% em abril, menos duas décimas do que em março, revelou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística espanhol (INE).
Esta moderação da inflação homóloga em abril (subida dos preços comparando com o mesmo período do ano anterior) deveu-se, principalmente, à eletricidade, que caiu mais do que em abril de 2025, disse o INE.
Em sentido contrário atuaram os preços dos combustíveis, que subiram em abril deste ano e tinham descido no mesmo mês de 2025.
Os preços dos combustíveis foram afetados pela guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irão, iniciada no final de fevereiro.
Quanto à inflação subjacente (sem a energia e os produtos alimentares frescos, tradicionalmente os mais voláteis do cabaz de compras), foi 2,8% em abril em Espanha (menos uma décima do que em março).
Na evolução em cadeia (comparação com o mês anterior), o INE calcula que os preços tenham subido 0,4% em abril.
O Governo espanhol aprovou um plano com 80 medidas para responder ao impacto nos preços da guerra no Médio Oriente que está em vigor desde 20 de março.
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