Trump na China "embala" Wall Street e leva índices a novos recordes
Empresas tecnológicas lideraram os ganhos e foram as principais responsáveis pela subida da maioria dos índices, sendo que apenas o Dow Jones terminou no vermelho, com uma queda do petróleo a alimentar, também, o apetite por ativos de risco. Entre os movimentos do mercado, a Ford disparou 13%.
Uma forte recuperação de algumas das maiores tecnológicas cotadas nos Estados Unidos (EUA), nomeadamente aquelas cujos líderes acompanharam Donald Trump na sua visita à China – como a Apple, Nvidia e Tesla -, impulsionaram Wall Street para novos máximos. Isto apesar de os dados mais recentes da inflação no produtor dos EUA – que deu o maior salto desde 2022 no mês de abril - terem levado os mercados a apostar que a Reserva Federal (Fed) deverá manter os juros mais elevados por mais tempo.
Neste contexto, o S&P 500 somou 0,58%, para os 7.444,25 pontos, tendo atingido um novo recorde nos 7.460,04 pontos. O Nasdaq Composite também fixou um novo máximo histórico nos 26.474,18 pontos e fechou o dia a escalar 1,20%, para os 26.402,34 pontos. Já o Dow Jones, por sua vez, contrariou a tendência e desvalorizou 0,14% para os 49.693,20 pontos.
Além dos ganhos das “megacaps”, também uma queda nos preços do crude na sessão desta quarta-feira alimentou o apetite dos investidores por ativos de risco.
Neste contexto, as subidas registadas entre os principais índices dos EUA ao longo das últimas seis semanas está a contrariar os custos cada vez mais elevados da energia, alimentados pela guerra no Irão. Ainda assim, para Max Kettner, do HSBC, as ações podem subir ainda mais, já que uma recuperação forte nos lucros das cotadas e níveis de posicionamento no mercado ainda baixos superam a ameaça do possível aumento das taxas de juro, cita a Bloomberg.
Analistas do Morgan Stanley estão, assim, mais otimistas em relação aos índices dos EUA, sendo que uma equipa de “traders” liderada por Mike Wilson, líder do departamento de investimentos do banco, espera que o S&P 500 atinja os 8.300 pontos nos próximos 12 meses.
Entre dados económicos conhecidos nesta quarta-feira, o índice de preços no produtor escalou 6% em abril em relação ao ano anterior, superando as estimativas dos economistas. Os mais recentes dados dificultam a vida a Kevin Warsh - confirmado hoje como o próximo presidente da Fed na votação mais dividida de sempre para este cargo - no que toca à próxima decisão de política monetária do banco central.
Os investidores viram-se agora para o que poderá sair da primeira reunião formal entre Trump e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Pequim, que terá lugar na madrugada desta quinta-feira, hora de Lisboa.
Quanto aos movimentos do mercado, a Ford disparou mais de 13%, depois de uma recomendação otimista do Morgan Stanley sobre a fabricante automóvel ter chamado à atenção dos investidores para o negócio de armazenamento de energia da empresa. Já as ações da Fervo Energy escalaram mais de 35% na estreia da empresa em bolsa, um sinal do crescente interesse dos investidores por empresas do setor energético, numa altura em que os EUA enfrentam níveis recorde de procura de energia impulsionados pela construção de centros de dados.
Já entre as “sete magníficas”, a Apple somou 1,38%, a Nvidia disparou 2,29%, a Tesla somou 2,73%, a Alphabet subiu 3,97%, a Amazon pulou 1,62%, a Meta avançou 2,26% e a Microsoft desvalorizou 0,63%.