Ao minuto05.10.2026

Bolsas europeias em alta apesar de eleições em Espanha. Juro de Portugal supera 4%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados desta segunda-feira.
O andamento dos mercados no dia em que Espanha anuncia eleições antecipadas.
Shazahib Akber/EPA
05 de Outubro de 2026 às 17:46
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05.10.2026

Banca impulsiona ações europeias

As bolsas europeias fecharam em alta esta segunda-feira, apesar das preocupações orçamentais com França e o anúncio de que Espanha vai realizar eleições antecipadas, e numa altura em que o "sell-off" no mercado de dívida continua. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,4%, depois de ter atingido um mínimo de quatro meses na semana passada.

O setor da banca ganhou 1,4% depois de o vice-presidente do conselho de supervisão do Banco Central Europeu (BCE), Frank Elderson, ter defendido esta segunda-feira, numa nota divulgada 'online', uma aplicação mais proporcional das regras às instituições ditas "pequenas e de baixa complexidade". , sem enfraquecer as salvaguardas prudenciais.

O espanhol Ibex 35 ganhou 1,12% depois de , numa tentativa de reforçar o seu mandato depois de um Parlamento fragmentado ter rejeitado, na semana passada, decretos governamentais destinados a responder aos protestos em grande escala sobre a habitação.

Em sentido contrário, o índice francês CAC 40 caiu 0,8%, registando o pior desempenho entre os pares. O orçamento de França para 2027, apresentado na semana passada, incluiu cortes nas despesas e medidas de poupança politicamente controversas, destinadas a reduzir o défice do país. No entanto, os investidores continuam a mostrar-se céticos quanto à capacidade do governo para controlar o défice antes das eleições de 2027.

05.10.2026

Juros das dívidas voltam a agravar-se. "Yield" portuguesa acima de 4%

Os mercados europeus voltaram a viver um dia de "sell-off" da dívida. Com as preocupações orçamentais a serem agravadas pelos receios de estabilidade política - e marcar eleições nacionais para 29 de novembro, após o Parlamento espanhol ter rejeitado dois decretos na sexta-feira - as "yields" subiram.

O juro das obrigações do Tesouro de Espanha a 10 anos avançou 5,3 pontos-base para 4,139%, acima dos pares do Sul da Europa. A "yield" portuguesa com a mesma maturidade aumentou 2,5 pontos-base para 4,017% - voltando a superar a marca de 4% -, enquanto em Itália a subida foi de 4,5 pontos-base para 4,656%.

A "yield" da dívida francesa a 10 anos agravou-se ligeiramente para 4,867% e as Bunds alemãs viram o juro avançar 3,5% pontos-base para 3,4902%. Os investidores têm vindo a demonstrar preocupações com a sustentabilidade das dívidas públicas, fazendo subir as "yields" dispostos a pagar para emprestar aos países e canalizando maiores fluxos de capital para as obrigações empresariais.

Neste cenário de preocupação, Lorenzo Bini Smaghi, antigo membro do conselho de administração do Banco Central Europeu (BCE) defendeu esta segunda-feira que a autoridade monetária deveria travar o aperto monetário por via do "quantitative tightening" para eliminar uma fonte de incerteza nos mercados financeiros.

O italiano, que integrou a instituição sediada em Frankfurt durante a crise da dívida da Zona Euro, escreveu um artigo de opinião no Financial Times apontando que vê ecos desse episódio no cenário atual. "As sombras da crise de 2011-2012 estão a ressurgir", disse. "Um dos sinais mais claros é o alargamento dos 'spreads' entre as obrigações públicos dos países do centro e da periferia, com França a ser tratada pelos mercados como parte da periferia", advertiu.

05.10.2026

Preocupações com oferta mantêm petróleo na linha de água

O preço do petróleo segue entre ganhos e perdas na sessão desta segunda-feira. O crude West Texas Intermediate chegou a negociar abaixo dos 90 dólares por barril, com os mercados a ponderarem o alívio das pressões da oferta face a novos riscos geopolíticos. O Brent que serve de referências à importações europeias segue na linha de água, próximo dos 102 dólares por barril.

Os preços sofreram pressão depois de a Saudi Aramco ter reduzido o preço de venda do petróleo Arab Light aos compradores asiáticos em novembro, fixando-o cinco dólares abaixo da referência regional — um desconto superior aos 2 dólares oferecidos em outubro.

A medida sugere uma concorrência mais feroz pela quota de mercado à medida que o fluxo de petróleo através do estreito de Ormuz recupera, ao mesmo tempo que a mais recente libertação de stocks de emergência pelo G7 também pressiona as cotações.

No entanto, mantêm-se as preocupações com a oferta. As reservas estratégicas de petróleo, destinadas a proteger o mercado de grandes choques de oferta, , a maior petrolífera do mundo.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (OPEP+) decidiu este domingo, . A decisão foi acordada pelos ministros da Energia da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, detalhou a OPEP+, que tem sede em Viena.

05.10.2026

Dólar aproxima-se de máximos deste ano e trava maiores ganhos do ouro

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

O dólar está a negociar em território positivo face aos seus principais rivais, aproximando-se do valor mais elevado deste ano, numa altura em que o clima de instabilidade política na Europa, aliado às preocupações com as contas públicas das suas maiores economias, estão a fazer com que os investidores procurem a segurança da divisa norte-americana. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da moeda face aos seus principais rivais - acelera quase 0,4%, isto depois de já ter registado um saldo positivo nas últimas três semanas. A fraqueza do euro, que atingiu mínimos de 17 meses durante a manhã, é a principal responsável, numa altura em que a moeda comum europeia negoceia com perdas de 0,59% para 1,1189 dólares. 

No entanto, a divisa dos EUA vai enfrentar uma série de "provas de fogo" esta semana, que vão desde dados económicos até às atas da última reunião da Reserva Federal (Fed) norte-americana. Os analistas avisam ainda que as preocupações orçamentais vindas de Washington também podem vir a derrubar a moeda no médio prazo.

"O dólar americano, em situação de sobrecompra e sobrevalorizado, poderá estar vulnerável a quaisquer surpresas negativas nos dados dos EUA desta semana, especialmente se estes levarem os investidores a reavaliar a força do consenso hawkish na Fed", afirma Valentin Marinov, diretor de investigação e estratégia cambial do G10 no Crédit Agricole, à Bloomberg. 

Apesar deste avanço da moeda norte-americana, no mercado dos metais precisos, o ouro está a conseguir avançar 0,12% para 4.146,02 dólares por onça. A subida explica-se, em parte, pela queda nos preços do petróleo, que está a fazer com que os investidores - embora em pequena escala - reduzam as expectativas de um maior número de subidas nas taxas de juro por parte da Fed. 

Do lado do euro, os investidores não só estão a mostrar-se preocupados com a saúde das contas públicas das maiores economias da região, com especial foco para a francesa, como também tentam avaliar um clima de instabilidade política que pode vir a agravar os receios com os orçamentos nacionais. A , apesar de não estar a ter um impacto expressivo nos ativos espanhóis, só veio alimentar as ansiedades do mercado. 

05.10.2026

Wall Street sem rumo após recordes da última sessão. PTC dispara mais de 36%

Os principais índices norte-americanos arrancaram a primeira sessão da semana divididos entre ganhos e perdas, com o tecnológico Nasdaq Composite a conseguir manter-se à tona, depois de ter atingido um novo máximo histórico na sexta-feira. Os investidores estão a optar por uma posição de cautela, numa altura em que o "sell-off" de dívida nos EUA começa a dar sinais de abrandamento ao mercado - apesar de o juro das obrigações a dez anos continuar a negociar próximo de máximos de várias décadas. 

A esta hora, o S&P 500 - "benchmark" norte-americano - acelera 0,18% para 7.735,63 pontos, enquanto o Dow Jones perde 0,19% para 51.071,98 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,42% para 27.308,40 pontos, depois de ter tocado, pela primeira vez na história, os 27 353,68 pontos na última sessão. 

Em "tempos normais", como se refere Ajay Rajadhyaksha, analista do Barclays, as forças por trás do grande movimento de venda no mercado das obrigações deveriam estar a pressionar os títulos das empresas. No entanto, "o mercado acionista está a reavaliar a capacidade de geração de lucros de um ciclo tecnológico que só ocorre uma vez por geração", refere, citado pela Bloomberg. 

A avaliação do analista do Barclays vai de encontro às conclusões mais recentes dos estrategas do Citi e do JPMorgan. Os estrategas dos dois bancos norte-americanos consideram que os resultados robustos das empresas de Wall Street devem continuar a alimentar o "rally" nas ações, apesar do atual cenário de incerteza geopolítica e inflação persistente. O Citi é até mais abrangente no seu otimismo e diz que o mercado acionista global deverá terminar o ano com ganhos de 6%. 

As ações estão ainda a receber impulso de uma queda nos preços do petróleo, depois de a maior petrolífera do mundo, a Saudi Armaco, ter decidido avançar com um desconto de cinco dólares do seu petróleo bruto de referência, o Arab Light, face ao valor de mercado. No entanto, as perdas acabaram por ser reduzidas depois de o CEO da empresa ter deixado

Entre as principais movimentações de mercado, a produtora de "software" industrial PTC dispara mais de 36% para 196 dólares, depois de a francesa Schneider Electric ter concordado em comprar a empresa norte-americana por 22,6 mil milhões de dólares (20,15 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual). 

Por sua vez, a plataforma de apostas DraftKings salta 4,51% para 19,43 dólares, depois de o Bank of America ter decidido rever em alta a recomendação da empresa de "manter" para "comprar". Para a instituição financeira, a empresa, inserida no mundo dos mercados de previsões, traz uma clara vitória aos seus investidores, mesmo com um ambiente regulatório incerto. 

05.10.2026

Europa divide-se entre ganhos e perdas. Francesa Schneider Electric afunda mais de 9%

Bloomberg

Os principais índices europeus estão a negociar divididos entre ganhos e perdas, num dia em que o mercado de obrigações regista movimentos díspares e os investidores são confrontados com um agravamento do clima de instabilidade política na Zona Euro. Esta segunda-feira, o , depois de ter visto o seu pacote de medidas para a habitação chumbado pelo Parlamento. 

A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - acelera 0,2% para 632,61 pontos. O espanhol Ibex está a liderar os ganhos regionais, ao avançar 0,61%, mesmo após a decisão de Pedro Sánchez de levar o país mais cedo do que o previsto às urnas, enquanto o francês CAC-40 lidera a tabela das perdas ao cair quase 1%. 

A praça parisiense está a ser pressionada pela queda abrupta da Schneider Electric em bolsa. A empresa de tecnologia energética está a afundar 9,24% para 275 euros, depois de ter concordado em comprar a norte-americana de serviços de "software" PTC por cerca de 22,6 mil milhões de dólares (20,15 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual). 

A dar alguma força às praças europeias está, no entanto, o setor químico. As ações estão a beneficiar dos ganhos de 1,68% da Air Liquide em bolsa, após a empresa de distribuição de gás industrial ter anunciado que pretende avançar com um programa de recompra de ações nos dois próximos anos, avaliado em 4 mil milhões de euros. 

Desde que atingiu máximos em agosto, o índice de referência europeu não tem conseguido encontrar novos catalisadores para quebrar o intervalo limitado em que tem negociado. A incerteza política em França, Alemanha e, agora, Espanha, aliada às preocupações orçamentais com as contas públicas francesas e a um cenário de agravamentos dos juros da dívida, estão a deixar os investidores bastante reticentes.

Esta segunda-feira, as "yields" das obrigações soberanas da maioria dos países europeus estão novamente a subir. França lidera os ganhos, com o juro a dez anos, maturidade de referência, a acelerar 3,1 pontos-base para 4,899%, seguida de Itália, onde a rendibilidade dos títulos de dívida sobem 2,3 pontos para 4,627. 

Já em Espanha, a subida é de 0,7 pontos-base para 4,088%, enquanto Portugal e Alemanha escapam à tendência. Os juros da dívida nacional a dez anos recuam 0,3 pontos para 3,965% e os das obrigações alemãs cedem 1,8 pontos para 3,44%. 

Marija Veitmane, diretora de análise de ações da State Street Global Markets, explica que as empresas com fundamentos mais fracos, incluindo ações do setor de consumo e de pequena capitalização, estão particularmente a "enfrentar dificuldades" num contexto de taxas mais elevadas. No entanto, e citada pela Bloomberg, não vê uma "ameaça imediata" para os mercados em geral, dada a solidez do setor tecnológico.

05.10.2026

Ouro volta ao verde após viver pior semana desde junho

Matthias Schrader / AP

O ouro está a negociar com ganhos moderados esta segunda-feira, recuperando um pouco do terreno perdido na semana anterior, numa altura em que os investidores tentam avaliar o impacto que a desaceleração do mercado laboral norte-americano e a subida abrupta nos juros da dívida vão ter nos próximos passos da Reserva Federal (Fed) norte-americana. 

A esta hora, o metal amarelo ganha 0,59% para 4.164,98 dólares por onça, após ter caído mais de 3,4% na semana anterior - a pior série de cinco sessões desde junho deste ano. O ouro tem enfrentando grandes desvalorizações desde que o conflito entre EUA e Irão no Médio Oriente estalou, no final de fevereiro, muito devido ao impacto que a guerra está a ter nos preços da energia e, consequentemente, na inflação. 

Tanto o Banco Central Europeu (BCE) como a Fed já se viram obrigados a subir as taxas de juro para tentar travar a escalada da inflação, mas os investidores antecipam que não se fiquem por aqui. No caso do banco central norte-americano, e apesar de um novo aperto monetário não ser esperado já para a reunião de outubro, os participantes no mercado veem uma probabilidade de mais de 80% de existir uma subida de 25 pontos-base nos juros diretores em dezembro. 

"A recuperação do ouro continua a ser limitada pelos elevados rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, com o juro a 10 anos a manter-se em torno dos 5,2%, uma vez que a inflação persistente, as preocupações orçamentais e o elevado endividamento público continuam a exercer pressão sobre as obrigações", explica Manav Modi, analista de matérias-primas da Motilal Oswal Financial Services, citado pela Bloomberg. A isto soma-se um dólar mais forte, que encarece a compra de ouro para os investidores internacionais. 

05.10.2026

Preocupações orçamentais e riscos políticos levam euro a mínimos de 17 meses

AP/ Petr Svancara

O euro atingiu o valor mais baixo desde maio de 2025 esta segunda-feira, numa altura em que França se vê a braços com uma crise orçamental e um clima de instabilidade política paira sobre a região. A moeda comum europeia já tinha sido bastante pressionada na semana passada, depois de um novo "sell-off" no mercado de dívida ter atingido os mercados. 

A esta hora, o euro já conseguiu recuperar um pouco das quedas registadas no arranque da manhã, quando chegou a cair 0,8% e a tocar nos 1,1161 dólares - mínimos de 17 meses. Neste momento, a divisa europeia está a ceder 0,43% para 1,1207 dólares, num dia em que as restantes movimentações no mercado cambial são bastante reduzidas. 

Apesar de a estar a ter um impacto reduzido nos juros da dívida do país, a ida às urnas mais cedo do que o previsto está a alimentar um clima de instabilidade política na região que está a deixar os investidores apreensivos. Enquanto, na Alemanha, o partido do atual chanceler está a registar grandes derrotas para a extrema-direita em eleições locais, em França, as eleições presidenciais do próximo ano podem dar o poder a Marine Le Pen, da União Nacional. 

O receio é que a chegada da direita radical ao poder venha agravar a situação delicada que as contas públicas francesas enfrentam. De acordo com o direto de estratégia cambial do ING Bank, Chris Turner, a queda do euro face ao dólar e outras moedas "aponta para um prémio de risco mais elevado, devido às dificuldades orçamentais" que alguns países, em especial França, estão a enfrentar. 

"Embora as notícias provenientes de Espanha estejam a ter um impacto menor no euro, não são de forma alguma favoráveis", explica, por sua vez, Valentin Marinov, diretor de investigação e estratégia cambial no Crédit Agricole, citado pela Bloomberg. 

05.10.2026

Petróleo cai mais de 1% após Saudi Aramco reduzir preços

O barril de petróleo está a negociar em território negativo esta segunda-feira, depois de a Saudi Aramco - a maior petrolífera do mundo - ter decido cortar os preços do crude vendido para a Ásia para o valor mais baixo desde 2020. A decisão apanhou os investidores e refinadores de surpresa, uma vez que estes até esperavam um aumento dos preços. 

A esta hora, o Brent do Mar Norte - crude de referência para a Europa - cede 1,44% para 100,77 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - segue com perdas de 1,84% para 89,43 dólares. Já o gás natural negociado em Amesterdão, o "benchmark" para o Velho Continente, desliza 0,52% para 74,42 euros por megawatt hora. 

De acordo com o jornal The National, a petrolífera controlada pela Arábia Saudita decidiu avançar com um desconto de cinco dólares do seu petróleo bruto de referência, o Arab Light, face ao valor de mercado. A decisão entra em vigor em novembro e surge na sequência de um corte nos preços semelhante em outubro. O CEO da Saudi Aramco deverá justificar o movimento esta segunda-feira, quando intervir num fórum dedicado à energia, em Londres. 

A decisão da petrolífera veio inverter o sentido de negociação do crude no mercado internacional. Durante a madrugada, o preço do barril de petróleo chegou a acelerar para mais de 101 dólares, depois de o governo do Iémen ter lançado uma ofensiva militar em grande escala para reconquistar todas as áreas sob o controlo dos rebeldes Houthis. 

Desde o início da guerra no Médio Oriente, os preços do petróleo já aceleraram cerca de 60% devido ao encerramento do estreito de Ormuz - por onde passa um quinto de todo o crude e gás natural consumido no mundo. Os fluxos pela via marítima têm vindo a recuperar nas últimas semanas e já estão próximos dos níveis registados antes do estalar do conflito, embora ainda se registem várias disrupções que têm deixado os investidores de pé atrás. 

Numa tentativa de conter os preços, os . A libertação, coordenada pela Agência Internacional de Energia (AIE), ocorrerá ao longo dos próximos quatro meses. 

05.10.2026

Eleições antecipadas em Espanha com impacto reduzido nos mercados. Ibex espanhol acelera

O , depois de ter visto o seu pacote para a habitação chumbado pelo Parlamento com os votos contra de um dos partidos que tem sustentando o governo. A possibilidade de Espanha voltar às urnas mais cedo do que o previsto já tinha sido adiantada pela imprensa do país e, para já, o impacto nos mercados está a ser limitado. 

O principal índice espanhol está a conseguir avançar e até a que mais ganha na Europa esta manhã, num dia em que as praças francesa e a alemã estão pintadas de vermelho. O Ibex valoriza, a esta hora, 0,35% - um desempenho só comprável ao neerlandês AEX, que está a acelerar 0,34%. 

Já os juros da dívida soberana espanhola a dez anos, maturidade de referência, estão a agravar-se em 1,5 pontos-base para 4,096%, mas em menor escala do que os de França e Itália, que disparam quase 5 pontos esta manhã. No entanto, face às obrigações portuguesas, o cenário é o inverso: a "yield" da dívida nacional salta apenas 0,4 pontos. 

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