Banca empurra Europa para o verde. Deutsche Bank sobe mais de 6%
Petróleo valoriza a reboque da banca. Gás sobe
Fed pressiona ouro
Euro perde muito ligeiramente contra o dólar
Juros agravam-se na Zona Euro
Europa começa semana no verde impulsionada pelo setor da banca
Euribor cai a três, seis e 12 meses, mas mantém-se acima de 3% nos três prazos
Wall Street arranca sessão no verde de olhos na banca. First Citizens escala 49%
Ouro perde quase 2%
Dólar recua ligeiramente face ao euro
Petróleo sobe com suspensão de exportações do Curdistão iraquiano
Juros da Zona Euro agravam num dia positivo para as bolsas
Banca empurra Europa para fim de sessão no verde. Deutsche Bank sobe mais de 6%
- Europa começa semana de olhos postos no verde. Ásia fecha mista
- Petróleo valoriza a reboque da banca. Gás sobe
- Fed pressiona ouro
- Euro perde muito ligeiramente contra o dólar
- Juros agravam-se na Zona Euro
- Europa começa semana no verde impulsionada pelo setor da banca
- Euribor cai a três, seis e 12 meses, mas mantém-se acima de 3% nos três prazos
- Wall Street arranca sessão no verde de olhos na banca. First Citizens escala 49%
- Ouro perde quase 2%
- Dólar recua ligeiramente face ao euro
- Petróleo sobe com suspensão de exportações do Curdistão iraquiano
- Juros da Zona Euro agravam num dia positivo para as bolsas
- Banca empurra Europa para fim de sessão no verde. Deutsche Bank sobe mais de 6%
A Europa aponta para um arranque de sessão em terreno positivo e a Ásia fechou mista, com os investidores atentos às mais recentes notícias sobre o Silicon Valley Bank (SVB). Foi celebrado um acordo entre a agência federal norte-americana para os depósitos (na sigla inglesa FDIC) e o First–Citizens Bank & Trust Company para a compra dos empréstimos e depósitos do SVB.
Assim, os futuros sobre o Euro Stoxx 50 sobem 1,1%.
Na Ásia, pela China, Hong Kong terminou o dia a cair 0,8% enquanto Xangai deslizou 0,4%. A China Petroleum & Chemical chegou a afundar mais de 7% durante a sessão, tendo encerrado as negociações a perder mais de 3%.
Por sua vez, as empresas ligadas ao imobiliário registaram um terceiro dia de perdas, após a Greenland Holdings ter alertado para um novo abrandamento neste setor.
Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 0,28%. Já no Japão, o Nikkei cresceu 0,33% e o Topix subiu 0,36%.
O petróleo oscilou entre ganhos e perdas durante a sessão asiática, estando entretanto a valorizar, com os investidores atentos aos mais recentes desenvolvimentos no setor da banca.
O West Texas Intermediate (WTI) – negociado em Nova Iorque – ganha 1,01% para 69,96 dólares por barril.
Por sua vez, o Brent do Mar do Norte – referência para as importações europeias – valoriza 0,92% para 75,68 dólares por barril.
As autoridades norte-americanas estão a ponderar ampliar uma linha de crédito de emergência destinada à banca, o que poderia dar mais tempo ao First Republic Bank para reforçar o balanço.
Além disso, os investidores estão a digerir o anúncio da celebração de um acordo entre a agência federal norte-americana para os depósitos (na sigla inglesa FDIC) e o First–Citizens Bank & Trust Company para a compra dos empréstimos e depósitos do SVB.
No mercado do gás, a matéria-prima negociada em Amesterdão – referência para o mercado europeu – sobe 2,48% para 42,150 euros por megawatt-hora.
O ouro desvaloriza, pressionado pelas mais recentes declarações de membros da Reserva Federal (Fed) norte-americana sobre o futuro da política monetária levada a cabo pelo banco central.
O metal amarelo subtrai 0,58% para 1.966,76 dólares por onça. Na semana passada o ouro perdeu 0,6%, depois de nas três semanas anteriores ter valorizado quase 10%.
Este fim de semana, o presidente da Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, reconheceu que a atual crise no setor bancário aumenta o risco de recessão nos EUA, mas alertou que ainda é cedo para avaliar o impacto desta crise na economia e na política monetária.
As palavras de Minneapolis foram mais cautelosas que as que foram proferidas por outros três membros da Fed na sexta-feira, os quais sublinharam, citados pela Bloomberg, que o combate contra a inflação continua a ser a prioridade.
O euro recua muito ligeiramente contra o dólar (-0,06%) para 1,0754 dólares.
O índice Bloomberg do dólar – que mede a força da nota verde contra dez divisas - negoceia na linha de água (-0,01%) para 103,115 pontos.
O movimento ocorre numa altura em que o mercado avalia o impacto da agitação no setor da banca e do temor em torno de uma recessão no futuro da política monetária levada a cabo pela Reserva Federal (Fed) norte-americana.
Os juros agravam-se na Zona Euro, à exceção de Itália, num dia em que as principais bolsas europeias negoceiam no verde.
A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – referência para a região – agrava 2,8 pontos base para 2,148%.
A "yield" das obrigações espanholas com a mesma maturidade agrava 1,5 pontos base para 3,191%.
Por sua vez, os juros das obrigações portuguesas a dez anos somam 1,8 pontos base para 3,014%.
Já a "yield" da dívida italiana a dez anos alivia 0,1 pontos base para 4%.
O Stoxx 600 – referência para o mercado europeu - começou o dia no verde após a queda de sexta-feira, acompanhado pelas principais praças europeias, impulsionado pelo setor de banca.
O "benchmark" europeu ganha 0,71% para 443,24 pontos. Dos 20 setores que compõem o índice, a banca comanda os ganhos, estando o Deutsche Bank a somar mais de 6%, após esta sexta-feira ter chegado a tombar cerca de 15%.
O Stoxx 600 está a caminho de registar o pior mês de março desde 2020.
Entre as principais praças europeias, Madrid sobe 0,81%, Frankfurt ganha 0,68% e Paris arrecada 0,47%.
Por sua vez, Londres cresce 0,52%, Amesterdão soma 0,36% e Milão valoriza 0,68%. Por cá, a bolsa de Lisboa segue a tendência e arrecada 0,31%.
Na sexta-feira, os reguladores norte-americanos sublinharam que embora alguns bancos estejam sob "stress", o sistema financeiro é sólido.
Em linha com esta ideia, o Presidente Joe Biden afirmou que estava confiante de que os bancos regionais estão em boa forma, não se prevendo grandes crises no futuro.
A taxa Euribor desceu hoje a três, seis e 12 meses face a sexta-feira, mas mantém-se acima de 3% nos três prazos.
A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou hoje, ao ser fixada em 3,469%, menos 0,064 pontos e contra o máximo desde novembro de 2008, de 3,978%, verificado em 9 de março.
Segundo o Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses já representa 43% do 'stock' de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável, enquanto a Euribor a seis meses representa 32%.
Após ter disparado em 12 de abril de 2022 para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 5 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril de 2022.
A média da Euribor a 12 meses avançou de 3,338% em janeiro para 3,534% em fevereiro, mais 0,196 pontos.
No prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 6 de junho, também baixou hoje, para 3,239%, menos 0,042 pontos, contra o máximo desde novembro de 2008, de 3,461%, verificado também em 9 de março.
A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 6 de novembro de 2015 e 3 de junho de 2022).
A média da Euribor a seis meses subiu de 2,864% em janeiro para 3,135% em fevereiro, mais 0,271 pontos.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, baixou hoje, ao ser fixada em 3,012%, menos 0,013 pontos percentuais e contra o novo máximo desde dezembro de 2008, de 3,025%, registado em 24 de março.
A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses).
A média da Euribor a três meses subiu de 2,354% em janeiro para 2,640% em fevereiro, ou seja, um acréscimo de 0,286 pontos.
As Euribor começaram a subir mais significativamente desde 4 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.
Na última reunião de política monetária, em 16 de março, o BCE voltou a subir em 50 pontos base as taxas de juro diretoras, acréscimo igual ao efetuado em 2 de fevereiro e em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas em relação às duas registadas anteriormente, que foram de 75 pontos base, respetivamente em 27 de outubro e em 8 de setembro.
Em 21 de julho de 2022, o BCE aumentou, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.
As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Lusa
Wall Street arrancou a sessão em terreno positivo, com o setor da banca a centrar atenções.
O industrial Dow Jones sobe 0,79% para 32.489,99 pontos, enquanto o S&P 500 cresce 0,59% para 3.994,58 pontos.
Já o tecnológico Nasdaq Composite valoriza 0,24% para 11.851,98 pontos.
As ações do First Republic Bank escalam 24,51%, depois de este fim de semana a Bloomberg ter noticiado que as autoridades norte-americanas estão a ponderar ampliar uma linha de crédito de emergência destinada à banca, o que poderia dar mais tempo ao First Republic Bank para reforçar o balanço.
Por sua vez, os títulos do First Citizens BankShares começaram o dia a somar 49%, após este ter chegado a acordo com a agência federal norte-americana responsável pelos depósitos (na sigla inglesa FDIC) para a compra depósitos e empréstimos do Silicon Valley Bank (SVB).
Durante a sessão, os investidores vão estar ainda a digerir as mais recentes declarações do presidente da Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, que reconheceu este fim de semana que a atual crise no setor bancário aumenta o risco de recessão nos EUA, mas alertou que ainda é cedo para avaliar o impacto desta crise na economia e na política monetária.
As palavras de Minneapolis foram mais cautelosas que as que foram proferidas por outros três membros da Fed na sexta-feira, os quais sublinharam, citados pela Bloomberg, que o combate contra a inflação continua a ser a prioridade.
O ouro está a negociar em forte baixa, com os investidores a retornarem aos ativos de risco neste início de semana, numa altura em que avaliam os passos tomados pelas autoridades para acalmar a crise de confiança na banca.
O metal amarelo recua 1,52% para 1.948,08 dólares por onça.
"Depois de ter tocado no nível psicológico dos dois mil dólares na semana passada", começa por explicar o analista Lukman Otunuga, da FXTM, à Bloomberg, "o apetite para o metal precioso tem diminuído devido a um dólar cada vez mais estável e sinais mistos sobre a política monetária da Reserva Federal norte-americana", completou.
O dólar está a desvalorizar ligeiramente face às principais divisas rivais, com os ânimos dos investidores sobre a banca a acalmarem após o First Citizens Bank ter chegado a acordo para comprar os depósitos e empréstimos do Silicon Valley Bank.
A moeda norte-americana perde 0,096% para 0,927 euros. Já o índice Bloomberg do dólar – que mede a força da nota verde contra dez divisas - cede 0,16% para 102,951 pontos.A dar força à moeda única europeia estarão dados divulgados esta segunda-feira que mostram que as perspetivas para o ambiente empresarial alemão estão no valor mais elevado em mais de um ano.
Os preços do "ouro negro" seguem em alta nos principais mercados internacionais, prosseguindo assim a tendência com que encerraram a semana passada.
A sustentar a negociação está sobretudo a suspensão das exportações, a partir do Curdistão iraquiano, do crude que provén da Turquia. Com efeito, cerca de 0,5% (450.000 barris por dia) da oferta mundial de petróleo, proveniente das exportações do Curdistão, foi suspensa no sábado, depois de uma vitória num caso de arbitragem confirmar que é necessária a autorização de Bagdad para exportar o crude proveniente da Turquia.
O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, soma 2,09% para 70,71 dólares por barril.
Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, ganha 1,79% para 76,33 dólares.
Também o otimismo hoje sentido na banca está a ajudar o mercado petrolífero, já que as movimentações para conter uma potencial crise bancária (o First Citizens BancShares anunciou que vai adquirir os depósitos e créditos do colapsado Silicon Valley Bank) – que poderia afetar a procura por crude – estão a ter efeitos positivos no sentimento dos investidores.
"Os preços do petróleo no curto prazo deverão continuar voláteis, influenciados pela atual trubulência no mercado financeiro, mas mantemos a nossa perspetiva positiva", sublinha Giovanni Staunovo, analista do UBS, numa análise a que o Negócios teve acesso.
Staunovo recorda que os preços do crude caíram fortemente nas últimas semanas, devido a liquidações em massa de posições por parte dos investidores financeiros. Mas o analista do banco suíço mostra-se otimisma quanto à evolução dos preços: "continuamos a antever um aumento da procura e importação de crude por parte da China, bem como uma menor produção russa, o que levará a um aperto no mercado petrolífero e fará subir os preços nos próximos trimestres", afirma no seu "research".
Os juros das dívidas soberanas a 10 anos da Zona Euro e dos EUA agravaram-se esta segunda-feira, num dia em que as principais bolsas europeias negoceiam no verde.
A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – referência para a região – agravou 10,4 pontos base para 2,224%.
Os juros das obrigações espanholas com a mesma maturidade avançaram 7,7 pontos base para 3,252%, enquanto a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos somou 8,0 pontos base para 3,076%.
Além disso, os juros da dívida italiana a dez anos subiram 0,1 pontos base para 4,053%, enquanto os franceses aumentaram 8,9 pontos base para 2,739%.
O apetite por ativos mais arriscados aumentou na Europa, com as bolsas europeias a negociar no verde, impulsionadas pelo setor bancário.
Os principais índices europeus terminaram a recuperar da queda de sexta-feira e a negociar em terreno positivo, com os responsáveis dos Estados Unidos a assegurarem a saúde do sistema financeiro do país.
O índice de referência do Velho Continente, Stoxx 600, terminou o dia a subir 1,05% para 444,72 pontos. A registar os maiores ganhos esteve o setor automóvel e o de petróleo e gás, bem como a indústria e o retalho.
O setor da banca (1,43%) esteve também entre os que mais subiram, com o Deutsche Bank a escalar mais de 6%, após uma queda de 15% na sexta-feira, num movimento que, de acordo com a Bloomberg, alguns atribuíram aos fundos de investimento a retirarem lucro da turbulência vivida na indústria financeira.
"Não há dúvida nenhuma de que os investidores e os mercados, em geral, estão muito mais preocupados sobre a saúde dos bancos do que estavam há umas semanas atrás", afirmou o analista Michael Hewson, da CMC Markets UK, à Bloomberg.
A grande questão agora "o que acontece a seguir, dado que a capacidade de os bancos serem resgatados está limitada pelos elevados níveis de inflação".
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax somou 1,14%, o francês CAC-40 valorizou 0,9%, o italiano FTSEMIB ganhou 1,21%, o britânico FTSE 100 subiu 0,9% e o espanhol IBEX 35 pulou 1,29%. Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 0,56%.
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