Fecho dos mercados: Guerra comercial e crise nos emergentes agitam bolsas mundiais

A tensão comercial entre os EUA e a China está a penalizar as bolsas em Wall Street e na Europa. Isto num cenário em que a forte turbulência que tem abalado os emergentes está a contagiar os mercados mundiais.
EPA
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Rita Atalaia 05 de setembro de 2018 às 17:17

Os mercados em números

PSI-20 cedeu 1,39% para 5.294,33 pontos

Stoxx 600 recuou 1,09% para 325,69 pontos

S&P 500 cai 0,50% para 2.882,25 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe ligeiramente para 1,874%

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Euro valoriza 0,39% para 1,1628 dólares

Petróleo recua 1,11% para 77,28 dólares por barril em Londres

  

Tensão comercial e emergentes agitam bolsas

As principais praças nos EUA e na Europa continuam a ser abaladas pela guerra comercial entre os EUA e a China - está previsto que os EUA implementem novas tarifas sobre importações chinesas no valor de 200 mil milhões de dólares - mas também pelas negociações entre a maior economia do mundo e o Canadá. 

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Além disso, a forte turbulência que tem abalado os mercados emergentes não dá sinais de acalmia, com a maioria das moedas em queda e o índice de referência que agrega acções de mais de duas dezenas de países em desenvolvimento a caminho de "bear market".

Neste cenário, as bolsas em Wall Street registam perdas, com o S&P500 a ceder 0,50% para 2.882,25 pontos. Já no Velho Continente, o Stoxx 600 cedeu 1,09% para 325,69 pontos.

Em Lisboa foi mais um dia de perdas, com o índice de referência nacional a encerrar no vermelho pela sétima sessão consecutiva. O PSI-20 desceu 1,39% para 5.294,33 pontos, o valor mais baixo desde 23 de Março, pressionado pela Jerónimo Martins, mas também pela Galp Energia e grupo EDP.

Juros de Itália continuam a aliviar

As taxas de juro italianas continuam a aliviar, depois de o ministro das Finanças, Giovanni Tria, ter conseguido acalmar os mercados. Apesar de terem sido avançadas medidas que vão agravar o défice, Tria assegurou que as metas europeias serão cumpridas.

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A taxa a dez anos da dívida italiana recua 7,8 pontos base para os 2,939%. Mas chegou a cair para os 2,874% durante a sessão, atingindo um mínimo de 9 de Agosto. 

Contudo, este alívio não está a contagiar o resto da Europa. Em Portugal, a taxa a dez anos está a avançar ligeiramente para 1,874%. O mesmo acontece na Alemanha, com os juros a subirem 3,1 pontos para os 0,387%.

Euribor a três e seis meses inalteradas

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal no crédito à habitação, que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, manteve-se nos -0,269%. Também a taxa a três meses ficou inalterada, enquanto as taxas a nove e 12 meses desceram em relação a terça-feira.

Alemanha deixa cair exigências no Brexit e anima euro

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Os governos alemão e britânico abandonaram algumas das exigências importantes que estavam a travar um acordo para a saída do Reino Unido do bloco.

Neste contexto de esperanças renovadas para o fecho de um acordo, o euro valoriza 0,39% para 1,1628 dólares. Também a libra está a avançar 0,78% para 1,2907 dólares.

Petróleo com maior queda em duas semanas

O preço do "ouro negro" está a cair nos mercados internacionais. Esta queda acontece depois de se terem intensificado os receios em torno de um possível aumento da produção nos EUA. Isto ao mesmo tempo que aliviou a tempestade tropical no país, que levou à evacuação das plataformas na Costa do Golfo.

 

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Neste cenário, o West Texas Intermediate (WTI), que é negociado em Nova Iorque, está a recuar 1,35% para 68,93 dólares. O Brent do Mar do Norte, transaccionado em Londres e utilizado como valor de referência para as importações nacionais, cede 1,11% para 77,28 dólares.

 

Ouro valoriza após queda do dólar

O metal dourado sobe 0,47% para 1.197,13 dólares por onça. O ouro está a recuperar da maior queda em mais de uma semana, beneficiando da desvalorização do dólar e de sinais de aumento da procura por parte da Índia, o segundo país que mais compra o metal a nível mundial.

  

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Já a prata avança 0,28% para 14,1955 dólares, recuperando de perdas de quase 3% na sessão de terça-feira.

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