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BP aperta o "cinto" e faz pausa na recompra de ações. Ações da dona da Gucci disparam 10%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.
BP aperta o 'cinto' e faz pausa na recompra de ações. Ações da dona da Gucci disparam 10%
Fabian Strauch / picture-alliance / dpa / AP Images
Negócios 11:58
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há 9 min.11h57

BP aperta o "cinto" e faz pausa na recompra de ações

Fabian Strauch / picture-alliance / dpa / AP Images

A pressão sobre o equilíbrio financeiro da BP é real e a petrolífera vai tomar medidas nesse sentido. Em causa estão as mesmas projeções de dívida até ao final de 2027 (entre os 14 mil milhões e os 18 mil milhões de dólares), um valor que praticamente não diminuiu face a projeções anteriores e tem feito questionar as escolhas dos executivos à frente da BP, que têm dado prioridade ao retorno dos investidores – e que já levaram inclusive à saída de Murray Auchincloss do cargo de presidente executivo (CEO).

Nesse sentido, a empresa anunciou nesta terça-feira que tenciona reduzir em 1,5 mil milhões de dólares a rubrica de despesas até 2027 e colocou em pausa um programa de recompra de 750 milhões de dólares em ações. Segundo o diretor financeiro, ficará a cargo da nova CEO da BP,, a decisão de retomar no futuro o programa de recompra de ações.

"Estamos um pouco surpreendidos por ver a meta da dívida líquida inalterada", comentou Biraj Borkhataria, da empresa de serviços financeiros RBC, citado pela Bloomberg.

Em resposta a esta tomada de decisão, as ações da BP caíram na sessão desta terça-feira um máximo de 5,7%, a maior queda desde abril de 2025, estando neste momento em ligeira recuperação e a recuar 3,80%.

10h45

Europa negoceia com maioria de ganhos. Dona da Gucci dispara mais de 10%

Os principais índices europeus estão a negociar com ganhos pouco expressivos em praticamente toda a linha. Os investidores estão nesta terça-feira a seguir de perto resultados de grandes cotadas como a Kering e a British Petroleum (BP).

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,03%, para os 621,62 pontos, fixando-se perto do recorde de 622,67 pontos atingido no passado dia 3 de fevereiro.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 0,11%, o espanhol IBEX 35 avança 0,10%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,18%, o francês CAC-40 soma 0,48%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista perdas de 0,40%, . Já o neerlandês AEX pula 0,52%.

As empresas cotadas no índice regional MSCI Europe registaram até agora, nesta época de resultados, um aumento de 1,8% nos lucros trimestrais, em comparação com as estimativas dos analistas de uma subida de 1,3% nesta métrica, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence. “O que me impressiona é que há pouca tolerância quando as empresas não cumprem as expectativas e o mercado é severo com os resultados abaixo do esperado, mas não recompensa muito os resultados acima do esperado”, disse à Bloomberg Karen Georges, da Ecofi Investissements.

Nesta linha, entre as cotadas que continuam a apresentar contas, a Kering – dona da Gucci - está a disparar mais de 11%, depois de ter divulgado resultados melhores do que o esperado. A empresa chegou a valorizar 14% - a maior subida intradiária desde 2020 -, após ter revelado que as vendas da Gucci caíram menos do que o previsto nos últimos meses de 2025.

Por outro lado, a BP segue a perder quase 5%. A influenciar a negociação da gigante petrolífera está o facto de a empresa ter anunciado que não irá avançar com um programa de recompra de ações no valor de 750 milhões de dólares anunciado anteriormente.

Entre os setores, o dos químicos (+2,23%) e o automóvel (+1,37%) somam as valorizações mais expressivas. Já o das seguradoras (-1,41%) regista as maiores perdas, com cotadas como a Zurich Insurance Group e a Allianz a cederem mais de 2% esta manhã, seguindo o movimento das congéneres norte-americanas na sessão de ontem. Isto depois de a plataforma privada de compras de seguros online Insurify ter lançado uma ferramenta de IA que está a suscitar preocupações sobre perturbações no setor.

10h42

Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar alívios em toda a linha na sessão de hoje, num dia em que a Alemanha, Reino Unido e Espanha estão no mercado a emitir dívida.

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviam 1,5 pontos-base para 2,824%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 1,9 pontos para 3,422%. Já em Itália, os juros recuam 1,9 pontos para os 3,429%.

Pela Península Ibérica, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a aliviar 1,7 pontos-base para 3,176%. A “yield” das obrigações espanholas também cede 1,7 pontos para 3,192%, a esta hora.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, registam recuos mais expressivos e aliviam 3,2 pontos-base, para 4,494%.

10h42

Ouro e prata perdem terreno. "Traders" retiram mais-valias após duas sessões de subidas

Mark Baker / Associated Press

O ouro e a prata estão a negociar com perdas na sessão desta terça-feira, à medida que os “traders” aproveitam a recuperação dos metais preciosos registada nas últimas sessões para retirarem mais-valias.

A esta hora, o metal amarelo, que chegou a ceder mais de 1% esta manhã, desvaloriza 0,24%, para os 5.046,200 dólares por onça. Já a prata recua 1,56%, para os 82,097 dólares por onça, após ter fixado uma subida de quase 10% na sessão de sexta-feira e ontem também ter registado fortes ganhos.

O movimento desta terça-feira “aponta para a realização de lucros e redução de posições, em vez de uma nova corrida para a [venda destes ativos]”, disse à Bloomberg Hebe Chen, analista da Vantage Markets. “Fundamentalmente, o ouro está a manter-se acima do nível dos cino mil dólares por onça, apesar da recente queda – uma zona psicológica pronta para servir como um obstáculo técnico importante para os vendedores, mesmo com os compradores a permanecerem cautelosos após a volatilidade”, acrescentou o especialista.

Os investidores aguardam agora pela divulgação dos relatórios mensais sobre o emprego e a inflação nos Estados Unidos (EUA), conhecidos ao longo desta semana, para perceber qual poderá ser o rumo que será seguido pelos decisores de política monetária no que toca às taxas diretoras.

09h42

Libra continua sob pressão, iene ainda "celebra" vitória de Takaichi

A negociação cambial desta terça-feira está a ser marcada ainda pelo rescaldo dos dois grandes acontecimentos que marcaram a atualidade internacional nesta segunda-feira.

A libra continua pressionada perante o , a propósito da nomeação de um embaixador para os EUA com ligações conhecidas ao caso Epstein. Apesar de Starmer ter afastado uma demissão nesta segunda-feira, continuam a existir críticas à atuação do líder trabalhista, o que aumenta a incerteza política no Reino Unido.

Já o iene continua a capitalizar a .

Neste contexto, o índice do dólar americano (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas,segue estável com uma ligeira valorização de 0,01% para os 96,8210 pontos.

A esta hora, o euro segue a valorizar 0,03% para 1,1918 dólares e a libra desvaloriza 0,16% para 1,3669 dólares. O dólar também recua 0,08% para 0,7656 francos suíços. O dólar perde ainda 0,35% face à divisa japonesa, para 155,33 ienes.

Já noutros pares de câmbio, o euro avança 0,23% para 0,8719 libras e cede 0,33% para 185,10 ienes.

08h35

Preços do petróleo deslizam com "traders" focados no Irão

Jacob Ford / AP

Os preços do petróleo estão a negociar com desvalorizações contidas nesta terça-feira, à medida que os “traders” continuam a seguir de perto os desenvolvimentos das conversações entre os EUA e o Irão.

O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cede 0,08%, para os 64,31 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – desliza 0,04% para os 69,01 dólares por barril. Ambos os índices de referência subiram mais de 1% na sessão de segunda-feira.

Os “traders” estão a avaliar o potencial de interrupções no abastecimento de crude no Médio Oriente, depois de autoridades dos EUA terem aconselhado navios comerciais com bandeira norte-americana a permanecerem o mais longe possível de zonas marítimas sob jurisdição iraniana e recusarem a entrada de autoridades do país nas embarcações, caso isso fosse solicitado. Cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente passa pelo Estreito de Ormuz, entre Omã e o Irão.

A orientação foi emitida por autoridades norte-americanas apesar de o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão ter afirmado na semana passada que as negociações em torno do programa nuclear de Teerão com os EUA tiveram um “bom início” e devem continuar.

Entretanto, a União Europeia terá proposto alargar as sanções do bloco contra a Rússia para incluir portos na Geórgia e na Indonésia que movimentem petróleo russo.

08h00

Índices japoneses e de Taiwan fixam novos recordes com impulso de Takaichi e tecnológicas

Yuichi Yamazaki Lusa/EPA

Os principais índices asiáticos encerraram a sessão desta terça-feira em alta, , com o índice regional MSCI Ásia-Pacífico a fixar um novo máximo histórico, assim como o MSCI All Country Worl Index – um dos indicadores mais abrangentes do mercado bolsista ao nível global. Pelo Japão, a vitória de Sanae Takaichi nas eleições legislativas antecipadas continuou a “dar gás” aos principais índices do país. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 cedem cerca de 0,20%.

Pelo Japão, o Nikkei pulou 2,28% e atingiu um novo máximo histórico de 57.960,19 pontos, enquanto o Topix ganhou 1,90% e fixou um novo recorde nos 3.863,90 pontos. O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial – somou ligeiros 0,069%, ao passo que o índice de referência de Taiwan (TWSE) valorizou 2,06%, tendo também chegado a um novo recorde nos 33.072,97. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong ganhou 0,42% e o Shanghai Composite somou 0,13%.

Os ganhos sinalizaram, por enquanto, uma diminuição das preocupações em torno dos gastos de grandes tecnológicas com o desenvolvimento da inteligência artificial, fator que levou os ativos de risco a registarem fortes perdas na semana passada. Nesta linha, o SoftBank Group esteve entre as cotadas que mais ganharam na sessão de hoje, com uma valorização de mais de 10%.

“A volatilidade recente removeu o excesso de ‘espuma’, particularmente em cotadas [ligadas à] tecnologia e IA”, disse à Bloomberg Tareck Horchani, da Maybank Securities em Singapura. “O posicionamento agora está mais claro, os prémios de risco parecem mais razoáveis e os mercados estão a entrar nesta fase a partir de uma base mais saudável”, acrescentou.

Pelo Japão, as ações avançaram pela terceira sessão consecutiva, atingindo novos recordes, impulsionadas pela eleição da primeira-ministra Sanae Takaichi,

Já no que toca à China, o yuan atingiu o seu nível mais forte desde maio de 2023, , ou seja, dívida norte-americana, citando preocupações relativamente a riscos de concentração e de elevada volatilidade no mercado.

Os “traders” aguardam agora pela divulgação de importantes dados económicos vindos dos EUA ao longo desta semana - referentes ao mercado laboral e à inflação -, que poderão ajudar a perceber qual será a trajetória da política monetária do lado de lá do Atlântico.

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