Ao minuto17.12.2025

Europa sem rumo definido e com tecnológicas a pressionar

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.
Bolsas europeias fecham sem rumo
Luca Bruno/AP
Negócios 17 de Dezembro de 2025 às 17:51
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17.12.2025

Europa sem rumo definido e com tecnológicas a pressionar

Christophe Petit Tesson / EPA

As bolsas europeias fecharam em terreno misto, com o índice de referência para a Europa a terminar a sessão inalterado, e o setor tecnológico a impedir subidas. Em causa estão, novamente, as preocupações em relação à sobreavaliação das ações deste setor, que surgem do outro lado do Atlântico e contagiam o bloco europeu. 

Esta quarta-fera, o Financial Times avançou que a Blue Owl Capital não vai apoiar um acordo de 10 mil milhões de dólares para o próximo centro de dados da Oracle, fazendo com que o setor das "big tech" nos EUA esteja a ceder. 

O Banco Central Europeu anuncia amanhã a sua decisão de política monetária, em que se espera que a entidade deixe a taxa inalterada - cenário que o mercado já incorporou. Assim, os investidores esperam as decisões do Banco de Inglaterra e o Banco do Japão, bem como novos dados da inflação nos EUA, que devem dar mais pistas sobre a próxima decisão da Reserva Federal.

Neste contexto, o "benchmark" Stoxx 600 ficou inalterado em 579,79 pontos, com os setores da tecnologia e construção a registarem quedas de cerca de 1,7%. Já a banca e as "matérias primas" subiram cerca de 1%. 

Ainda assim, o índice de referência está próximo de um recorde, com investidores a apostarem num crescimento mundial resiliente e em taxas de juros mais baixas no próximo ano. O indicador registou, aliás, o sexto mês consecutivo de ganhos, a maior sequência de subidas desde 2021.

“No curto prazo, os mercados ainda estão claramente numa trajetória muito otimista, o que eventualmente terminará”, disse Valerie Charriere, do BNP Paribas, à Bloomberg. “Portanto, estamos a adotar uma estratégia de diversificação para 2026 e a rodar parte dos nossos portfólios de ações cíclicas para ações defensivas orientadas para o crescimento, como as farmacêuticas", acrescentou.

Para as ações europeias, outro catalisador importante são as negociações em curso para um acordo de paz na Ucrânia, o que deixa o cenário otimista mais fragilizado. 

Quanto aos resultados por praça, o alemão DAX cedeu 0,48%, o espanhol IBEX 35 subiu 0,1%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,25%, o francês CAC-40 recuou 0,25% e o neerlandês AEX desacelerou 0,6%. O grande destaque vai para o britânico FTSE 100, que saltou 0,92%, isto depois de novos dados económicos mostrarem uma descida inesperada da inflação no país, que praticamente garante um corte das taxas de juro pelo Banco de Inglaterra na reunião desta semana. 

Entre os principais movimentos empresariais, as ações da DBV Technologies SA dispararam 20% após a empresa anunciar que o seu adesivo experimental para alergias na pele atingiu o objetivo primário. 

O HSBC liderou o setor bancário, depois de as ações da empresa terem subido 3,45%, após ter a sua recomendação elevada por várias casas de investimento devido à força dos seus negócios em Hong Kong.

17.12.2025

Juros agravam-se na Zona Euro. "Gilts" britânicas em contraciclo

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a sessão desta quarta-feira com agravamentos, num dia em que as principais praças europeias dividiram-se entre ganhos e perdas e Wall Street negoceia no vermelho. Os investidores preferiram procurar refúgio nos metais preciosos, nomeadamente no ouro, que se aproximou de máximos históricos.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, a maturidade de referência para a região, aceleraram 1,9 pontos base para 2,861%, enquanto as obrigações francesas cresceram 2,4 pontos para 3,570%. Já por Itália, os juros da dívida soberana subiram 2,4 pontos para 3,566%. 

Pela Península Ibérica, a tendência de agravamento manteve-se, com os juros das dívidas portuguesa e espanhola com a mesma maturidade a agravarem-se em 1,7 e 1,8 pontos base para 3,154% e 3,296%, respetivamente. 

Já fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britâncias também a dez anos contrariaram a tendência global, ao cederem 4,4 pontos base para 4,473%, depois de a inflação no país ter desacelerado para 3,2% em novembro - abaixo das expectativas dos analistas que apontavam para os 3,4%. 

17.12.2025

Libra cai com inflação abaixo do esperado. Dólar sobe com incerteza sobre corte de juros

AP/ Petr Svancara

A libra britânica está em queda esta quarta-feira, após uma descida inesperada da inflação no Reino Unido, que praticamente garante um corte das taxas de juro pelo Banco de Inglaterra na reunião desta semana (quinta-feira). Em novembro, a inflação caiu para 3,2%, o nível mais baixo desde março, em comparação com os 3,6% registados em outubro.

Numa nota a que a Reuters teve acesso, o Goldman Sachs afirmou que "o índice de preços ao consumidor (IPC) de novembro surpreendeu negativamente esta manhã os investidores. Como resultado, a libra esterlina é a moeda com pior desempenho entre os pares, depois de ter apresentado um desempenho superior ontem". 

A libra perde 0,27% para 1,339 dólares e o euro ganha 0,25% para 0,8774 libras, após na sessão anterior ter tocado máximos de dois meses, após novos dados mostrarem que a taxa de desemprego no Reino Unido atingiu o nível mais alto desde o início de 2021.

Já o dólar norte-americano soma avanços, mesmo depois de o governador da Reserva Federal, Christopher Waller, ter afirmando que ainda há espaço para descer as taxas de juros norte-americanas, devido à instabilidade vivida no mercado de trabalho dos EUA. O banco central mostrou a semana passada, no "dot plot", que só vê espaço para um corte em 2026. 

"Observamos uma desvalorização do dólar após a divulgação dos dados de emprego de ontem, mas a tendência foi revertida rapidamente, pois acredito que o mercado esteja um tanto cético quanto à possibilidade de um corte de juros pela Fed em janeiro", disse Vassili Serebriakov, estratega de câmbio do UBS, à Reuters.

Esta tarde, o euro soma ligeiros 0,04% para 1,1752 dólares, e, face à divisa nipónica, a "nota verde" salta 0,56% para 155,58 dólares. Já o índice do dólar da DXY sobe 0,2% para 98,34 pontos. 

Os mercados aguardam uma série de decisões de política monetária dos bancos centrais previstas para esta semana, incluindo as do Banco da Inglaterra e do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira, bem como as do Banco do Japão, que deverá elevar as taxas de juros na sexta-feira para o nível mais alto em três décadas.

"Penso que, de todas essas reuniões de bancos centrais que estão por vir, a do BCE provavelmente não terá um impacto muito grande, mas a do Banco do Japão é provavelmente a mais importante e onde reside a maior incerteza", afirmou o mesmo estratega.


17.12.2025

Ouro perto de recorde com escalada de tensões entre EUA e Venezuela. Platina em máximos de 17 anos

Mike Groll/AP

O ouro está a registar ganhos esta quarta-feira, numa altura em que os investidores aguardam pelos dados referentes à inflação norte-americana e digerem a mais recente escalada de tensões entre os EUA e a Venezuela. Na noite desta terça-feira, o Presidente Donald Trump ordenou o bloqueio de petroleiros que sejam alvo de sanções com origem ou destino à Venezuela, intensificando o conflito entre os dois países. Com maior incerteza instalada, os investidores preferem apostar em ativos seguros, como o metal amarelo.

A sustentar a subida dos preços estão ainda os dados do mercado laboral norte-americano, que mostraram novamente uma subida muito ligeira nos novos empregos, ao mesmo tempo que a taxa de desemprego continua a subir. A fragilidade do mercado de trabalho poderá aumentar a probabilidade de a Reserva Federal (Fed) cortar as taxas de juros nas próximas reuniões, o que, por sua vez, é benéfico para ativos que não geram rendimento, como o ouro.

O metal amarelo avança 0,52% para 4.324,82 dólares por onça, perto do máximo histórico de 4.381,52 dólares por onça que atingiu a 20 de outubro. 

"Os mercados continuam a prever que a Fed reduzirá as taxas de juros duas vezes durante o primeiro semestre de 2026, o que poderá continuar a dar suporte ao ouro nesse período", afirmou Bas Kooijman, CEO e gestor de ativos da DHF Capital SA, à Reuters. Os investidores aguardam agora o índice de preços ao consumidor de novembro, previsto para quinta-feira, e o índice de preços de despesas de consumo pessoal, na sexta-feira.

Destaque ainda para outros metais preciosos, como a prata, que atingiu esta quarta-feira um novo máximo histórico, nos 66,52 dólares por onça. Esta tarde, salta quase 4% para 66,2787 dólares por onça.

"A prata está a impulsionar a subida do ouro. Há um fluxo de capital a sair do ouro e a ir para a prata, a platina e o paládio. 70 dólares por onça para prata parece ser a próxima meta lógica no curto prazo", afirmou o analista da Marex, Edward Meir, à Reuters. O metal branco valorizou 126% este ano, superando o ouro, que regista uma subida anual de 65%.

Além disso, a platina soma 3%, para 1.899,27 dólares, o maior valor em mais de 17 anos. O paládio ganha 2,85% para 1.648,45 dólares, máximos de fevereiro de 2023.





17.12.2025

Bloqueio na Venezuela impulsiona petróleo após queda de 3%

Hakon Mosvold Larsen/AP

Os preços do petróleo estão a recuperar das quedas de quase 3% que registaram na sessão anterior e que atiraram o crude para mínimos de quase cinco anos, numa altura em que as negociações para a paz na Ucrânia avançam. A recuperação de hoje surge depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump,

O bloqueio surge numa altura em que há grandes preocupações em relação ao excesso de oferta de crude no mercado no próximo ano, aumentando ainda a camada de tensões geopolíticas, com os EUA a reforçarem a sua presença na região. 

Neste contexto, o WTI - de referência para os EUA – sobe 1,34%, para os 56,01 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 1,32% para os 59,70 dólares por barril.

"Os riscos relacionados com a Rússia são bem evidentes, mas existem riscos claros para o abastecimento de petróleo venezuelano", disse o analista da ING, Warren Patterson, à Reuters, apesar de ainda não se saber quantos petroleiros serão afetados ou até mesmo como é que os EUA vão implementar este bloqueio. Já na semana passada, os EUA  apreenderam um petroleiro sujeito a sanções na costa da Venezuela.

"A produção de petróleo da Venezuela representa cerca de 1% da produção mundial, mas o abastecimento está concentrado num pequeno grupo de compradores, principalmente pequenas refinarias chinesas, os EUA e Cuba", disse Muyu Xu, analista da Kpler. A China é, aliás, o país para onde mais segue "ouro negro" venezuelano, representando cerca de 4% das suas importações. A produção de petróleo é a principal fonte de rendimento da Venezuela, um país que já estava sob forte pressão financeira.

A impulsionar os preços está ainda a queda acentuada nos "stocks" de petróleo norte-americano: menos 9,3 milhões de barris na semana passada, disseram fontes de mercado, citando dados do Instituto Americano de Petróleo (API) divulgados esta terça-feira. A descida, se confirmada pelos dados da Administração de Informação de Energia (EIA) ainda esta quarta-feira, é muito maior do que a quebra de 1,1 milhões de barris prevista pelos analistas consultados pela Reuters.

17.12.2025

Paramount afunda 4% depois de Warner Bros sinalizar "proposta inferior"

A guerra do entretenimento está a todo o vapor, e o mercado de ações já está envolvido e a mexer-se consoante as novidades que vieram do outro lado do Atlântico.

O grupo Paramount Skydance, liderado por David Ellison, está a afundar 4,51% para 13,23 dólares, depois do Conselho de Administração da Warner Bros. Discovery enviar uma carta aos seus acionistas a pedir para estes desconsiderarem a proposta enviada pela Paramount, considerando-a "inferior". 

"Os termos da fusão com a Netflix são superiores. A oferta da Paramount Skydance oferece um valor inadequado e impõe inúmeros riscos e custos significativos à Warner Bros. Discovery", escreveram os membros da administração, acusando o grupo Paramount de "enganar" a Warner com uma proposta "ilusória".

Em linha com a Paramount Skydance está a empresa em rota de venda. A Warner Bros. Discovery está a recuar 1% para 28,60 dólares, uma quebra ligeira que difere com os ganhos que foram registados desde que anunciou que aceitou a proposta da Netflix.

Por sua vez, a plataforma de "streaming" segue em contraciclo. A Netflix está a ganhar 1,54% para 96,03 dólares, estando a tentar inverter as perdas observadas desde o início do mês de dezembro. 

Com base no fecho do mercado de terça-feira, a Netflix evidencia uma capitalização de 444,1 mil milhões de dólares, enquanto a Warner Bros vale 71,38 mil milhões e a Paramount está avaliada em 7,68 mil milhões de dólares.

17.12.2025

Tecnológicas dividem Wall Street entre ganhos e perdas. Oracle perde 4%

Rich Fury / Invision / AP

Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta quarta-feira divididos entre ganhos e perdas, numa altura em que os receios em torno de uma bolha nas ações de inteligência artificial (IA) – após notícias de que a Oracle está a enfrentar alguns obstáculos no financiamento para a construção de centros de dados – estão a eclipsar algum otimismo em relação ao futuro da política monetária dos EUA. 

O S&P 500 está a cair, a esta hora, 0,12% para 6.792,99 pontos, enquanto o industrial Dow Jones valoriza 0,26% para 48.241,54 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite cede 0,23% para 23.058,94 pontos. Os , depois de os mais recentes dados do mercado de trabalho norte-americano, que mostraram uma criação de emprego fraco, mas ainda resiliente, não terem alterado as estimativas do número de cortes nas taxas de juro estimados para 2026. 

No entanto, esta quarta-feira, Christopher Waller veio dar algum otimismo aos investidores. O membro do Conselho de Governadores da Reserva Federal (Fed) afirmou que a política monetária dos EUA ainda está em território restritivo e que o banco central tem espaço para cortar mais nas taxas de juro, após um alívio de 25 pontos-base na semana passada.

"Acho que provavelmente ainda estamos, talvez, 50 a 100 pontos-base abaixo de um nível neutro", esclareceu, indicando ainda que a autoridade monetária não deve ter "pressa" para continuar o ciclo de alívio, numa altura em que o mercado de trabalho está a ficar mais fraco mas não demonstra um desaceleramento significativo. "Podemos avançar a um ritmo moderado, não creio que tenhamos de fazer nada drástico", completou. 

O mercado de "swaps" continua a apontar para dois cortes nas taxas de juro no próximo ano, com o primeiro a chegar em junho - um mês depois de Jerome Powell abandonar a liderança da Fed. A corrida à presidência do banco central estará entre Kevin Warsh, antigo governador da autoridade monetária, e Kevin Hassett, conselheiro económico da Casa Branca, de acordo com o que noticiou o Wall Street Journal na semana passada. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Oracle cai 3,99% para 181,10 dólares, depois de o Financial Times ter noticiado que o maior parceiro da tecnológica nos centro de dados, a Blue Owl Capital, não vai financiar a construção de uma nova infraestrutura, para a qual a empresa cofundada por Larry Elisson precisa de 10 mil milhões de dólares. 

O pessimismo está a alastrar-se a outras ações do setor, numa altura em que os investidores voltam a mostrar alguns receios em torno de uma bolha na IA. Os investidores estão preocupados que os grandes investimentos que estão a ser feitos em centros de dados para dar gás à tecnologia acabem por não trazer grandes retornos - pelo menos, a curto prazo. A esta hora, a Nvidia - a cabeça de cartaz da IA - cai 2,16%

17.12.2025

Euribor desce a três, a seis e a 12 meses

A taxa Euribor desceu esta quarta-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a terça-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,049%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,144%) e a 12 meses (2,291%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou, ao ser fixada em 2,144%, menos 0,020 pontos do que na terça-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a outubro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,5% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,75% e 25,25%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também baixou, para 2,291%, menos 0,024 pontos do que na terça-feira.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses cedeu, para 2,049%, menos 0,008 pontos do que na terça-feira.

Em relação à média mensal da Euribor em novembro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada do que no mês anterior e nos prazos mais longos.

A média da Euribor em novembro subiu 0,008 pontos para 2,042% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a Euribor avançou 0,0024 pontos para 2,131% e 0,030 pontos para 2,217%.

Esta semana realiza-se a reunião de política monetária do BCE na quarta e na quinta-feira em Frankfurt.

Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro, em Florença, que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas sublinhou que não é um lugar fixo.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

17.12.2025

Europa negoceia em alta com impulso das energéticas

Os principais índices europeus negoceiam com ganhos em toda a linha, com a principal montra do Reino Unido a destacar-se nesta sessão depois de os dados terem mostrado que a inflação no país teve uma queda acima do esperado, fixando-se no seu nível mais baixo em oito meses, fator que reforçou as apostas dos investidores de que o Banco de Inglaterra irá cortar as taxas de juro na reunião desta semana.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – sobe 0,37% para os 581,94 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX soma 0,19%, o espanhol IBEX 35 ganha 0,28%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,58%, o francês CAC-40 avança 0,05%, o britânico FTSE 100 pula 1,42% e o neerlandês AEX ganha 0,70%.

O "benchmark" europeu mantém-se próximo de máximos históricos atingidos pela última vez em novembro. O índice está agora a caminho de registar o seu sexto mês consecutivo de ganhos, o que, a confirmar-se, será a mais longa série de valorizações desde 2021 para o Stoxx 600.

“A muito curto prazo, os mercados ainda estão claramente numa trajetória muito otimista, mas isso acabará por terminar”, disse à bloomberg Valerie Charriere, da BNP Paribas Asset Management, à medida que se pinta uma recuperação das ações na reta final do ano.

Entre os setores, as energéticas estão a impulsionar a negociação nesta manhã, enquanto se regista um aumento de mais de 2% dos preços do crude, . A par disso, também a banca (+1,17%) e os recursos naturais (+1,71%) negoceiam em alta. Já entre os únicos setores a perder terreno está o automóvel (-0,60%), um dia depois de a União Europeia ter apresentado .

Quanto aos movimentos do mercado, a BP (+2,54%), a TotalEnergies (+1,54%) e a Shell (+2,40%) estão entre as energéticas que estão a beneficiar da subida dos preços do “ouro negro”. Destaca-se ainda a DBV Technologies, cujas ações chegaram a subir cerca de 47% antes de a negociação dos títulos da biofarmacêutica ter sido suspensa, depois de a empresa ter anunciado que o seu adesivo experimental para a pele atingiu o principal objetivo num ensaio em fase avançada para crianças alérgicas ao amendoim.

17.12.2025

Zona Euro respira com juros a aliviar. "Gilts" britânicas brilham com descida da inflação

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar alívios em todas as economias. Os investidores estão focados em procurar refúgio nos ativos seguros, nomeadamente em obrigações (e metais preciosos). Os juros britânicos são os que mais se destacam, após dados económicos positivos.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviam 0,6 pontos-base para 2,837%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 1,0 pontos para 3,536%.

Nos países do sul da Europa, o sentimento mantém-se positivo. Em Itália, os juros recuam 1,1 pontos para 3,530%. Na Península Ibéria, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos recua 1,0 pontos-base para 3,128% e as espanholas caem 0,9 pontos para 3,269%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, na mesma maturidade, seguiam a tendência, aliviando 6,4 pontos para 4,453%, contagiados pela descida da inflação a um ritmo superior ao esperado.

A inflação britânica desceu para mínimos dos últimos oito meses, sofrendo uma quebra superior àquela que era estimada pelas instituição e por economistas. O índice situou-se em 3,2% em novembro, depois dos 3,6% do mês anterior, surpreendendo os economistas, cujas previsões era para os 3,5%, e o Banco de Inglaterra, que esperava que a inflação fosse de 3,4%.

Com a descida da inflação a um ritmo mais acelerado, a expectativa dos analistas é que o Banco de Inglaterra seja "simpático" e regresse ao corte dos juros na quinta-feira, dando uma "prenda de Natal antecipada" à economia.

17.12.2025

Dólar valoriza com dados do emprego e inflação em foco

Tatan Syuflana / AP

O dólar está a registar valorizações a esta hora, depois de dados terem mostrado que o , deixando os investidores com alguma incerteza quanto à provável data do próximo corte nas taxas de juro pela Reserva Federal (Fed).

O índice do dólar - que mede a força da divisa face às principais concorrentes - segue a avançar 0,50% para os 98,634 pontos. O índice já cedeu cerca de 9,5% este ano e está a caminho da sua maior queda anual desde 2017.

Embora a economia dos EUA tenha criado 64 mil empregos em novembro, superando a estimativa dos analistas citados pela Reuters, a taxa de desemprego manteve-se em 4,6% no mês passado, embora a paralisação do Governo Federal por 43 dias tenha distorcido os dados. Por agora, os mercados aguardam pela divulgação dos dados da inflação esta quinta-feira, que poderão oferecer maior clareza sobre qual poderá ser o rumo que o decisor de política monetária poderá seguir em janeiro.

Pelo Japão, o dólar segue a valorizar 0,53% para os 155,540 ienes antes da reunião do Banco do Japão desta sexta-feira, na qual o foco estará nas orientações futuras dadas pelos decisores de política monetária e no rumo das taxas de juro em 2026. É esperado que o banco central do país aumente as taxas em 25 pontos-base para o nível mais elevado dos últimos 30 anos.

Por cá, e em semana de decisão de política monetária do Banco de Inglaterra e do Banco Central Europeu, a libra segue a recuar 0,75%, para os 1,332 dólares, afastando-se de máximos de dois meses, depois de os dados terem mostrado que a taxa de desemprego no Reino Unido atingiu o nível mais alto desde o início de 2021 e que o crescimento dos salários no setor privado foi o mais fraco em quase cinco anos no mês passado, reforçando as expectativas de um corte nas taxas de juros.

Já o euro desvaloriza 0,28% para os 1,171 dólares, na véspera da decisão do BCE sobre as taxas de juro.

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