Airbus afunda mais de 5% e causa turbulência na Europa
Juros disparam na Zona Euro contagiados pelos aumentos no Japão
Fed derruba dólar. Iene avança com subida nos juros no horizonte
Ouro corrige após atingir máximos de seis semanas. Prata estável
Petróleo avança mais de 1% após ataque ucraniano a infraestrutura na Rússia
Wall Street arranca dezembro no vermelho. Investidores aguardam por Powell
Euribor sobe a seis e 12 meses e fica inalterada no prazo mais curto
Europa começa dezembro no vermelho. Airbus cai mais de 3% e negociações de paz pesam na defesa
Juros agravam-se na Zona Euro em dia de emissões de dívida
Dólar prepara-se para corte de juros este mês. Iene sobe com sinais do BOJ
Ouro em máximos de seis semanas. Prata atinge novo recorde histórico
Petróleo soma quase 2% após OPEP+ anunciar que vai manter nível de oferta
Airbus afunda mais de 5% e causa turbulência na Europa
As principais praças europeias chegaram a dezembro divididas entre ganhos e perdas, numa altura em que os investidores aproveitam o início de um novo mês para reavaliarem posições, antecipando uma série de decisões de política monetária que podem agitar os mercados. Os avanços nas negociações para alcançar a paz na Ucrânia ainda deram alguma força ao Velho Continente, mas acabaram por pressionar as ações de defesa.
O Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, terminou a sessão com perdas pouco substanciais de 0,20% para 575,27 pontos, após várias sessões a recuperar do mais recente "sell-off" nos mercados. Os setores industrial e de serviços financeiros foram os que mais caíram, num dia em que um cabaz de ações de defesa do Goldman Sachs cedeu quase 3%, com a Rheinmetall a cair 2,2%.
Quantos aos resultados por praça, o francês CAC-40 recuou 0,32%, o italiano FTSEMIB deslizou 0,22% e o britânico FTSE-100 desvalorizou 0,19%, enquanto o alemão DAX cedeu 1,04%. Já o neerlandês AEX valorizou 0,45% e o espanhol Ibex ganhou 0,11%, .
"As notícias sobre os progressos na Ucrânia estão a pesar sobre as ações do setor da defesa, mas, a médio prazo, um cessar-fogo, caso ocorra, seria um grande impulso para a indústria alemã e para a europeia, uma vez que reduziria ainda mais os preços da energia", explica Alexandre Baradez, analista-chefede mercado da IG, à Reuters.
No entanto, foi mesmo a Airbus a principal responsável pela desvalorização do principal índice europeu. A fabricante de aeronaves afundou 5,81% para 192,58 euros, tendo chegado a cair mais de 10% e registando a pior sessão desde abril, depois de a empresa ter detetado um novo problema de qualidade que afeta os painéis da fuselagem de várias dezenas de aeronaves da família A320 - um problema que está a adiar entregas.
Entre outras movimentações de mercado, a ASML avançou 2,58% para 926,70 euros, depois de ter sido escolhida pelo JP Morgan como a sua cotada predileta no setor dos semicondutores europeu.
As ações mundiais arrancaram dezembro com bastante turbulência, pressionadas pelos comentários do governador do Banco do Japão, que fazem antever uma subida nas taxas de juro ainda este mês, e também por uma quebra expressiva no setor dos criptoativos - muitas vezes utilizado como um barómetro para o apetite pelo risco dos investidores.
Juros disparam na Zona Euro contagiados pelos aumentos no Japão
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro arrancaram dezembro com grandes agravamentos, contagiados pelas perspetivas de um possível aumento nas taxas de juro no Japão ainda este mês. O governador da autoridade monetária nipónica deu esta segunda-feira o sinal mais claro até agora ao mercado de que o banco central poderia estar a preparar-se para um aperto da sua política, o que levou a "yield" do país a acelerar 5,8 pontos.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, avançaram 6,1 pontos base para 2,748%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade ganhou 7,5 pontos para 3,482%. Em Itália, os juros aceleraram 6,9 pontos para os 3,467%.
Pela Península Ibéria, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas e espanholas a dez anos a agravarem-se em 6,1 pontos base para 3,060% e 6,4 pontos base para 3,225%, respetivamente.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, agravaram-se em 4,1 pontos-base para 4,479%, enquanto os juros das "Tresuries" norte-americanas crescem 7,7 pontos para 4,090%.
Fed derruba dólar. Iene avança com subida nos juros no horizonte
O dólar está a negociar no vermelho contra os seus principais rivais, isto numa altura em que os investidores dão quase com certo um novo corte nas taxas de juro na reunião de dezembro. Já o iene ganha terreno em relação a grande parte das divisas, depois de o governador do Banco do Japão ter dado o sinal mais claro até agora de uma possível subida nas taxas de juro.
A esta hora, o euro valoriza 0,28% para 1,1631 dólares, tendo atingido máximos de mais de duas semanas, enquanto a libra ganha 0,07% para 1,3244 dólares. A divisa britânica fechou a última série de cinco sessões com o melhor saldo semanal em mais de três meses, impulsionada por um "rally" de recuperação, depois de a apresentação do Orçamento de Outubro ter reduzido consideravelmente o nervosismo dos investidores em torno da sustentabilidade das contas públicas do país.
Já a "nota verde" cai 0,65% para 155,29 ienes, depois de Kazuo Ueda, governador do Banco do Japão, ter dito que a autoridade monetária iria considerar os "prós e os contras" de subir as taxas de juro na reunião deste mês. "Parece que o Banco do Japão está a mostrar-se mais confortável com a possibilidade de aumentar as taxas", afirma Jayati Bharadwaj, diretor de estratégia cambial da TD Securities, à Reuters, antecipando que vai mesmo avançar com um aperto monetário.
Nas criptomoedas, a bitcoin voltou a cair dos 90 mil dólares esta segunda-feira, depois de ter registado o pior mês desde meados de 2021. A esta hora, a moeda digital mais famosa do mundo cai 5,63% para 85.345,93 dólares, estando a ser pressionado por uma maior aversão ao risco por parte dos investidores.
Ouro corrige após atingir máximos de seis semanas. Prata estável
O ouro está em movimento de correção, depois de ter atingido máximos de seis semanas esta segunda-feira, impulsionado pela consolidação das expectativas em torno de um corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) na próxima semana. Já a prata mantém-se bastante próxima dos valores recorde que registou esta madrugada.
A esta hora, o metal amarelo recua 0,37% para 4.223,82 dólares por onça, depois de ter chegado a crescer 0,3% para 4.244,29 dólares - o valor mais elevado desde 21 de outubro. Já a prata cresce 2,28% para 57,61 dólares por onça, reduzindo ligeiramente os ganhos após ter tocado nos 57,86 dólares esta segunda-feira.
"O ambiente de expectativas de novos cortes nas taxas, juntamente com a pressão inflacionista ainda acima da meta da Fed, continuam a impulsionar os preços do ouro e da prata", afirma David Meger, diretor de negociação de metais da High Ridge Futures, à Reuters. O mercado de "swaps" aponta para uma probabilidade de cerca de 87% do banco central norte-americano cortar as taxas de juro em 25 pontos base na próxima reunião de 9 a 10 de dezembro.
No campo da política monetária, os investidores vão estar atentos a uma série de dados económicos que vão ser lançados esta semana e vão permitir antecipar os movimentos da Fed. Em foco vai estar a evolução do índice de preços com despesas no consumo pessoal (PCE) em setembro, conhecido por ser o indicador preferido de inflação do banco central, que deve ter subido para 2,8% em termos homólogos no mês em questão.
Petróleo avança mais de 1% após ataque ucraniano a infraestrutura na Rússia
Os preços do petróleo estão a valorizar mais de 1% esta segunda-feira, depois de um ataque ucraniano a infraestrutura do Caspian Pipeline Consortium (CPC) ter aumentado as preocupações em torno de possíveis disrupções ao abastecimento mundial de crude, com o consórcio a representar cerca de 1% da oferta mundial de petróleo.
A esta hora, o WTI - de referência para os EUA – valoriza 1,71% para os 59,56 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a avançar 1,62% para os 63,68 dólares por barril. Os dois "benchmarks" encerraram novembro com a quarta queda mensal consecutiva, algo que já não acontecia desde 2023, numa altura em que se antecipa um grande excedente no mercado para 2026.
No sábado, o CPC informou que um dos seus três principais pontos de atracagem no porto de Novorossiysk, na Rússa, foi danificado por ataques ucranianos. Kiev atingiu ainda dois navios petrolíferos que se dirigiam ao porto, intensificando assim as ações no Mar Negro, numa tentativa de diminuir as fontes de financiamento de Moscovo para a guerra.
Ainda a dar força aos preços está a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) de manter os níveis de produção inalterados, pelo menos, até 1 de abril de 2026. "Durante algum tempo, a narrativa centrou-se num excesso de oferta de petróleo, pelo que a decisão da OPEP+ de manter a sua meta de produção proporcionou algum alívio e ajudou a estabilizar as expectativas de crescimento da oferta nos próximos meses", explica Anh Pham, analista do LSEG, à Reuters.
Wall Street arranca dezembro no vermelho. Investidores aguardam por Powell
Os principais índices norte-americanos arrancaram a primeira sessão de dezembro em baixa, numa altura em que os investidores reveem a exposição das suas carteiras ao risco, à espera de uma série de novos dados que vão permitir "medir o pulso" à economia do país e do discurso do presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, esta tarde.
O S&P 500 arrancou com perdas de 0,43% para 6.819,95 pontos, enquanto o industrial Dow Jones desvaloriza 0,37% para 47.538,66 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite cede 0,73% para 23.195,90 pontos. Apesar de os dois primeiros "benchmarks" terem resistido à turbulência dos mercados em novembro, terminando o exercício com um saldo positivo, o índice ligado à tecnologia acabou por registar o pior mês desde maio - um sinal de que os investidores continuam preocupados com a sustentabilidade das ações ligadas à inteligência artificial.
Esta segunda-feira, os investidores vão procurar nas palavras de Jerome Powell pistas sobre o futuro da política monetária norte-americana, numa altura em que o mercado já tem praticamente incorporado um corte de 25 pontos base nas taxas de juro na reunião deste mês. No entanto, para 2026, as dúvidas adensam-se, com várias previsões a indicarem que os preços podem continuar a subir acima do desejado. "Os mercados podem permanecer instáveis até que números mais claros sejam divulgados", explica Daniela Hathorn, analista de mercados da Capital, à Reuters.
Em foco esta semana vão estar os pedidos de subsídio de desemprego e a evolução do indicador preferido de inflação da Fed relativa a setembro. O índice de preços com despesas no consumo pessoal (PCE) deve ter subido de 2,7% para 2,8% em termos homólogos, enquanto, em cadeia, a variação deverá manter-se nos 0,3%, segundo as previsões dos analistas.
Entre as principais movimentações de mercado, as empresas com grande ligação ao setor dos criptoativos estão sob forte pressão, com a bitcoin a voltar a negociar abaixo dos 90 mil dólares. A esta hora, a Strategy - a empresa que detém mais bitcoins no mundo - cede 6,25%, a corretora Coinbase cai 2,55% e a Bitfarms desliza 9%.
As retalhistas também estão em foco, com os descontos da Cyber Monday a arrancarem esta segunda-feira. De acordo com a Adobe Analytics, citada pela Reuters, esta Black Friday foi de recordes, com os consumidores a gastarem 11,8 mil milhões de dólares em compras online - um valor nunca antes visto. A Walmart ganha 0,25%, a Target acelera 0,44% e a Amazon sobe 0,46%.
Euribor sobe a seis e 12 meses e fica inalterada no prazo mais curto
A taxa Euribor subiu hoje a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira e manteve-se inalterada no prazo mais curto.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que se manteve nos 2,060%, continuou abaixo das taxas a seis (2,123%) e a 12 meses (2,227%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje 0,013 pontos face a sexta-feira, para 2,123%.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,87% e 25,33%, respetivamente.
Hoje, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor também subiu, ao ser fixada em 2,227%, mais 0,018 pontos do que na sessão anterior.
Já a Euribor a três meses manteve-se inalterada nos 2,060%.
Novembro terminou com a média mensal da Euribor a subir de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada do que no mês anterior e nos prazos mais longos.
A média da Euribor em novembro subiu 0,008 pontos para 2,042% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a Euribor avançou 0,0024 pontos para 2,131% e 0,030 pontos para 2,217%.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro em Frankfurt.
Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro, em Florença, que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas sublinhou que não é um lugar fixo.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa começa dezembro no vermelho. Airbus cai mais de 3% e negociações de paz pesam na defesa
As principais praças europeias estão a negociar em território negativo, com ações ligadas à defesa e a fabricante de aeronaves Airbus a pesarem. A esta hora o Stoxx 600, índice de referência europeu, recua 0,47% para 573,71 pontos.
A Airbus desvaloriza 3,3%, depois de um problema de software ter obrigado a tirar de circulação cerca de 6.000 aeronaves, com ordem de reparação imediata. Entretanto, a maior parte dos aviões voltou ao funcionamento normal, restando apenas cerca de 100 imobilizados. Se estas quedas em bolsa se mantiverem, podem resultar na perda de 4,70 mil milhões de euros de capitalização bolsista da empresa, de acordo com as contas da Reuters.
Em queda estão também empresas de defesa com o índice setorial a afundar 2,5%. Olhando para empresas concretas, a Hensoldt e a Rheinmetall a recuam mais de 3,5% cada, e a Renk cai mesmo para o fundo da tabela das 600 maiores empresas europeias, após um tombo de 5,6%. O setor está a ser pressionado depois de negociadores americanos e ucranianos terem dito que tiveram negociações produtivas sobre o desenho de um acordo de paz.
Os investidores aguardam ainda, esta semana, dados económicos dos Estados Unidos, incluindo a inflação e emprego. "O mercado ainda está um pouco hesitante antes dos próximos dados macroeconómicos e antes da recuperação natalícia que as pessoas normalmente esperam nesta altura", diz à Bloomberg Andrea Tueni, do Saxo Banque France.
A esta hora, o espanhol Ibex perde 0, 29%, o francês CAC-40 recua 0,42%, italiano FTSEMIB desliza 0,89% e o britânico FTSE-100 desvaloriza 0,15%. A maior queda é do alemão DAX: 1,06%. Já o neerlandês AEX é o único a subir, valorizando 0,15%.
A um mês do final do ano, o principal índice europeu regista uma subida anual de 13% e negoceia agora cerca de 1,5% acima do recorde que atingiu no mês passado, impulsionado por uma boa época de resultados e crescimento económico forte dos países.
Juros agravam-se na Zona Euro em dia de emissões de dívida
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar agravamentos esta segunda-feira, dia em que se vão realizar três leilões de emissão de dívida da União Europeia - um com maturidade em 2028, outro em 2031 e o mais longo em 2041.
Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, avançam 3,9 pontos base para 2,726%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade ganha 4,8 pontos para 3,455%. Em Itália, os juros aceleram 4,8 pontos para os 3,445%.
Pela Península Ibéria, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas e espanholas a dez anos a agravarem-se em 3,7 pontos base para 3,036% e para 4,1 pontos base para 3,202%, respetivamente.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, também se agravam: 4,4 pontos-base para 4,483%, depois de, na semana passada, o Governo britânico ter apresentado do Orçamento de Outono.
Dólar prepara-se para corte de juros este mês. Iene sobe com sinais do BOJ
O dólar perde força esta manhã, com os investidores a prepararem-se para a última reunião do ano da Reserva Federal, de onde pode sair mais um corte dos juros. Os traders estão agora a apostar numa probabilidade de 87% de um corte de 25 pontos base, de acordo com a CME FedWatch.
O índice do dólar - que mede a força da divisa face às principais concorrentes - segue a ceder 0,107%, para os 99,352 pontos.
Já o iene valoriza esta segunda-feira, animado por comentários do governador do banco central, Kazuo Ueda, que indicou que uma subida dos juros em dezembro pode estar em cima da mesa - Ueda afirmou que o BoJ vai analisar "os prós e contras" de uma subida dos juros na sua reunião este mês, um comentário que está a ser interpretado como um sinal de que as taxas poderão subir.
Ouro em máximos de seis semanas. Prata atinge novo recorde histórico
Os preços do ouro atingiram esta segunda-feira um recorde de seis semanas, tendo entretanto estabilizado, numa altura em que os investidores estão focados no possível corte de juros pela Reserva Federal norte-americana este mês.
A esta hora, o metal precioso sobe 0,19%, para os 4.247,6800 dólares por onça.
"Há uma sessão de aversão ao risco nos futuros do S&P, que caíram 0,8%, em linha com um 'sell-off' das principais criptomoedas. Isso também criou um ciclo de feedback positivo para o ouro como um ativo de refúgio seguro na sessão de hoje, que está a ser negociada de forma muito mais fraca", disse à Reuters Kelvin Wong, analista de mercado do OANDA.
Tanto o governador da Fed Christopher Waller como o presidente do banco central de Nova Iorque John Williams fizeram recentes comentários no sentido da flexibilização das taxas de juro, que têm feito elevar as expectativas de um corte. Kevin Hassett, visto como o favorito na corrida ao lugar de Jerome Powell já manifestou a sua opinião de que os juros devem ser baixos. Taxas de juro mais baixas tendem a beneficiar o ouro.
Mas o ouro não é o único a subir. A prata subiu mais de 2% esta manhã para um novo recorde histórico, negociando agora nos 57,2531 dólares por onça. O metal sobe há seis dias consecutivos e já duplicou de valor este ano.
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