Europa fecha no vermelho. Tarifas de Trump penalizam setor automóvel

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados desta terça-feira.
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Christophe Petit Tesson / EPA
Ricardo Jesus Silva e Bárbara Cardoso e Pedro Barros Costa 26 de Novembro de 2024 às 18:04
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Tarifas de Trump pressionam Ásia e levam Europa a terreno negativo

As bolsas asiáticas encerraram a sessão desta terça-feira maioritariamente em baixa, enquanto a Europa aponta para uma abertura em território negativo, com ambas as regiões a serem pressionadas pelo anúncio de Donald Trump de impor tarifas adicionais sobre os produtos chineses, mexicanos e canadianos.

Pela China, o Hang Seng de Hong Kong encerrou praticamente inalterado, enquanto o Shanghai Composite caiu cerca de 0,1%. Já o "benchmark" para a China Continental, o CSI 300, conseguiu inverter a tendência dos outros dois índices e terminou a sessão em alta, ao crescer 0,21%, apesar de Trump ter anunciado um aumento das tarifas sobre os produtos importados do país de 10%.

O presidente eleito justificou a decisão com uma alegada entrada massiva de narcóticos nos EUA oriundos da China, como escreveu numa publicação na sua rede social, Truth Social. O republicano disse também que vai assinar documentos para impor uma tarifa de 25% sobre todos os bens importados do Canadá e do México devido à entrada de imigrantes ilegais e drogas com origem nos dois países.

Pelo Japão, no dia em que foi divulgado que os preços nos serviços cresceram 2,9% em termos homólogos – no mês anterior tinham acelerado 2,8% -, o Nikkei 225 caiu 0,87%, enquanto o Topix também encerrou em baixa, ao ceder 0,96%. Já o sul-coreano Kospi desvalorizou 0,55%.

Apesar desta primeira reação ao anúncio de Trump, a introdução de tarifas sobre produtos importados não constituiu uma surpresa para o mercado. Como Ken Wong, analista da Eastspring Investments, afirma à Bloomberg, "a magnitude é a chave" para os investidores e "qualquer aumento abaixo dos 60% deve ser visto como positivo" – uma vez que o mercado já andou a incorporar um possível aumento das tarifas nas últimas semanas.

Pela Europa, a negociação de futuros também está a ser pressionada pela decisão do presidente-eleito. O Euro Stoxx 50 cai 0,8% no "premarket", contrariando a tendência de fecho registada em Wall Street na segunda-feira, que levou o Dow Jones e S&P 500 a alcançarem novos máximos.

Petróleo recupera de maior queda em quase um mês

Os preços do petróleo estão a negociar em ligeira alta, numa altura em que o mercado se encontra a digerir o mais recente anúncio de Donald Trump, que pretende aumentar as tarifas nos produtos importados de uma série de países.

O West Texas Intermediate (WTI), de referência para os EUA, avança 0,20 % para 69,08 dólares, enquanto o Brent, o benchmark para o continente europeu, sobe 0,26% para 73,20 dólares.

Na segunda-feira, os preços do crude registaram a maior queda em quase um mês, ao recuarem 2,9%, depois de Israel ter afirmado que estava a dias de conseguir um acordo de cessar-fogo com o Hezbollah. Uma paragem no conflito diminuiria os riscos de disrupções na oferta de crude no Médio Oriente, mas ainda é incerto se a organização libanesa vai aceitar o cessar-fogo.

"Embora os sinais pareçam até construtivos, um acordo entre Israel e o Irão ainda pode falhar", o que poderia levar à retirada de posições curtas sobre o crude, como explica Chris Weston à Bloomberg. Para o analista da Pepperston Group, o mais recente anúncio de Trump pode ser apenas "inflamatório" e destinado a criar uma reação, antes do presidente-eleito nomear um representante comercial para o seu segundo termo.

Os investidores estão ainda a antecipar a reunião da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados), durante o fim de semana, onde será decidido se o cartel adia novamente a reversão dos cortes de produção ou vai em frente com o aumento da oferta.

Ouro continua a perder terreno com aumento de tarifas no horizonte

Os preços do ouro estão a negociar em baixa, numa altura em que o anúncio de Donald Trump de aumentar as tarifas sobre produtos importados da China, México e Canadá está a dar ímpeto à divisa norte-americana. Um dólar mais forte tende a reduzir o interesse dos investidores no ouro, uma vez que torna a compra deste metal precioso mais cara.

O ouro recua, a esta hora, 0,37% para 2.615,27 dólares por onça, alastrando as perdas já registadas na sessão anterior. O metal precioso caiu 3,4% na segunda-feira, depois de Israel ter afirmado que estava a dias de conseguir de conseguir um acordo de cessar-fogo com o Hezbollah, no Líbano. O recuo nas tensões geopolíticas está a retirar algum do prémio de risco sobre o ouro.

"Depois do ‘sell-off’ registado ontem, o ouro está a conseguir aguentar-se relativamente bem, o que sugere que ainda regista alguma procura como um ativo-refúgio", afirma Matt Simpson à Reuters. No entanto, o analista da City Index prevê "alguma turbulência no horizonte, especialmente com Trump de volta à ribalta".

Apesar dos recuos mais recentes, o ouro pode encontrar um novo catalisador na reunião de dezembro da Reserva Federal (Fed) norte-americana. Esta segunda-feira, o governador da Fed de Minneapolis, Neel Kashkari – conhecido por ser um dos membros mais "hawkish" do banco central –, afirmou que estava disponível para cortar nas taxas de juro já na próxima reunião.

De acordo com a FedWatch Tool do CME Group, os mercados veem uma probabilidade de 55,9% da Fed aliviar a sua política monetária em 25 pontos base em dezembro. Os investidores continuam à espera de uma série de dados para aumentarem ou reduzirem as suas certezas sobre este movimento – e, esta terça-feira, os dados sobre a confiança dos consumidores e as atas da última reunião do banco central podem dar pistas sobre o futuro da política monetária do país.

Dólar volta a ganhar força

Depois de sessões com alguma volatilidade, o dólar encontrou um novo catalisador na promessa de Donald Trump aumentar as tarifas sobre produtos importados da China, México e Canadá. Os investidores antecipam, agora, uma guerra comercial entre os EUA e uma série de países.

Numa reação inicial ao anúncio do presidente-eleito, o dólar disparou mais de 2% em relação ao peso mexicano e atingiu máximos de quatro anos e meio contra o dólar canadiano. Face ao renmimbi, a divisa norte-americana está a negociar em máximos de 30 de julho.

O índice do dólar – que mede a força da moeda em relação às suas seis principais concorrentes – avança, a esta hora, 0,09%, perdendo alguma da sua força inicial. No entanto, contra as divisas que não são diretamente afetadas pelo aumento das tarifas sobre estes três países, o dólar não se consegue manter à tona.

O euro avança 0,15% para 1.0511 dólares, enquanto a libra permanece praticamente inalterada em relação à sessão de ontem. Já contra o iene, o dólar recua 0,12%.

Alguns analistas estão, no entanto, a ver este anúncio mais como uma tática de negociação, em vez de uma promessa. Lynn Song, economista-chefe da ING pela China, afirma à Reuters que "o lado positivo disto tudo é que, em vez de um cenário de aumento de tarifas onde não existe grande espaço para evitar uma segunda guerra comercial, este anúncio pode servir como uma arma de negociação, de forma a evitar resultados mais danosos".

Já no mundo das criptomoedas, a bitcoin continua a afastar-se da marca dos 100 mil dólares e dos máximos em que tocou na sexta-feira. A esta hora, o criptoativo mais famoso do mundo até avança em relação à sessão de segunda-feira, mas negoceia no intervalo dos 94 mil dólares. 

Juros agravam-se na Zona Euro com Trump e BCE na mira

Os juros das dívidas soberanas do bloco da Zona Euro estão a agravar-se esta terça-feira, num dia pouco movimentado em termos de dados económicos. A atenção dos investidores centra-se agora nas intervenções de membros do Banco Central Europeu, que podem dar pistas sobre o futuro da política monetária no bloco, e no anúncio de aumento de tarifas sobre produtos importados de uma série de países por Donald Trump. 

A "yield" da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, avança 0,5 pontos base para 2,684%, enquanto a rendibilidade da dívida espanhola recua 0,1 pontos para 2,935%

Por sua vez, a "yield" da dívida alemã a dez anos, de referência para a região, agrava 0,5 pontos para 2,211%. Já a rendibilidade da dívida francesa, com a mesma maturidade, sobe 0,5 pontos base para 3,025%, enquanto a da italiana cresce 0,7 pontos até 3,479%.

Fora do bloco europeu, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, agravam 2,2 pontos base para 4,364%.

Tarifas de Trump pressionam setor automóvel que empurra Europa para o vermelho

As bolsas europeias estão a negociar em baixa esta terça-feira, depois de terem atingido máximos de duas semanas na sessão anterior. Os investidores estão a digerir o anúncio de Donald Trump de aumentar as tarifas sobre os produtos importados de uma série de países, o que está a aumentar os receios de uma nova guerra comercial – que se pode estender ao bloco europeu.

O "benchmark" para a negociação da região, Stoxx 600, recua 0,62% para 505,62 pontos, revertendo os ganhos registados na sessão de segunda-feira. O setor automóvel é o que mais está a pressionar as bolsas europeias, acompanhado do setor do retalho e mineiro. Já as ações das telecomunicações, tipicamente vistas pelos "traders" como investimentos mais seguros, registam perdas residuais.

"Setores como o automóvel, que possuem cadeias de abastecimento altamente integradas nas fronteiras do México e do Canadá com os EUA, são muito vulneráveis" ao aumento de tarifas, como explica à Reuters o economista-chefe do UBS GWM, Paul Donovan. Desta forma, empresas como a Volkswagen e a Stellantis encontram-se a perder 1,97% e 4,42%, respetivamente.

Entre as principais movimentações de mercado, a Roche cai cerca de 1%, depois de um estudo da empresa sobre o cancro no pulmão em estado avançado não ter conseguido atingiu o seu objetivo principal. A empresa suíça planeia ainda adquirir a empresa biofarmacêutica norte-americana Poseida Therapeutics, num negócio que pode chegar até aos 1,5 mil milhões de dólares.

Já a Melrose Industries lidera os ganhos do Stoxx 600 ao crescer mais de 8%, depois de o JP Morgan ter revisto em alta o preço-alvo da empresa britânica dedicado ao fabrico de peças aeroespaciais.

Entre as principais praças europeias, Madrid cai 0,87%, Paris cede 0,65%, Frankfurt desvaloriza 0,55%, Londres regista um decréscimo de 0,43%, enquanto Amesterdão recua 0,37% e Milão desce 0,65%.

Euribor cai de novo para novos mínimos a três, seis e 12 meses

A Euribor desceu hoje de novo a três, a seis e a 12 meses para novos mínimos desde março de 2023 e dezembro e outubro de 2022, respetivamente.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que baixou para 2,892%, continuou acima da taxa a seis meses (2,676%) e da taxa a 12 meses (2,393%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável e que esteve acima de 4% entre 14 de setembro e 01 de dezembro de 2023, baixou hoje para 2,676%, menos 0,035 pontos e um novo mínimo desde 21 de dezembro de 2022.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro mostram que a Euribor a seis meses representava 37,26% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que a Euribor a 12 e a três meses representavam 33,37% e 25,46%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor, que esteve acima de 4% entre 16 de junho e 29 de novembro de 2022, baixou hoje para 2,393%, menos 0,023 pontos do que na segunda-feira e um novo mínimo desde 05 de outubro de 2022.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses baixou hoje, ao ser fixada em 2,892%, menos 0,087 pontos do que na sessão anterior e um novo mínimo desde 20 de março de 2023.

A média da Euribor em outubro desceu a três, a seis e a 12 meses, mais acentuadamente do que em setembro e com mais intensidade nos prazos mais curtos.

Em 17 de outubro, o BCE cortou as taxas de juro em um quarto de ponto pela terceira vez este ano, a segunda consecutiva, para 3,25%, face a uma inflação que considera estar "no bom caminho" e a uma atividade económica pior do que o previsto.

Depois do encontro de 17 de outubro na Eslovénia, o BCE tem marcada para 12 de dezembro a última reunião de política monetária deste ano.

Em 18 de setembro foi a vez de a Reserva Federal norte-americana (Fed) cortar os juros em 50 pontos base, naquela que foi a primeira descida desde 2020.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Wall Street indecisa após tarifas de Trump. Setor automóvel em queda

Wall Street arrancou a negociação desta terça-feira em terreno misto, com os investidores ainda a digerirem o facto de Donald Trump querer aumentar as tarifas sobre produtos chineses, mexicanos e canadianos. Ainda antes do fecho da sessão, a Reserva Federal (Fed) norte-americana vai divulgar as atas da última reunião de inícios de novembro, altura em que o banco central decidiu reduzir as taxas de juro em 25 pontos base.

Nasdaq Composite avança, a esta hora, 0,61% para 19.170,85 pontos, enquanto o S&P 500 ganha 0,25% para 6.002,64 pontos. Já o Dow Jones Industrial Average contraria a tendência destes principais índices e recua 0,46% para 44.529,18 pontos

O setor automóvel está a ser um dos mais pressionados pelo anúncio de Donald Trump, uma vez que "possuem cadeias de abastecimento altamente integradas nas fronteiras do México e do Canadá com os EUA", como explica o economista-chefe da UBS, Paul Donovan, à Reuters. Desta forma, empresas como a Ford e a General Motors arrancaram a sessão em território negativo, ao caírem 2,68% e 7,64%, respetivamente.

Na sessão de segunda-feira, tanto o S&P 500, como o Dow Jones, tocaram em máximos históricos durante a negociação – com o último a encerrar em níveis recorde, à boleia da nomeação de Scott Bessent como novo secretário do Tesouro norte-americano. As empresas de menor capitalização têm ganho maior destaque nas últimas sessões, o que impulsionou o índice Russell 2000 a alcançar também máximos históricos. No entanto, com as perspetivas de uma nova guerra comercial, este índice arrancou a sessão desta terça-feira em baixa.

Entre as principais movimentações de mercado, a Wells Fargo avança 0,29%, após a Reuters ter reportado que o limite de ativos do banco, no valor de 1,95 mil milhões de dólares, poderia ser levantado no próximo ano. Já a Amgen afunda mais de 9%, depois de o seu medicamento experimental para perda de peso ter ficado abaixo das expectativas dos analistas.

Petróleo recupera. Produtores poderão recusar o "drill, baby, drill", diz Exxon

Os preços do "ouro negro" estão a recuperar após a queda de 3% registada na sessão anterior, num momento em que os investidores digerem o anúncio do Presidente eleito dos EUA. Donald Trump quer impor tarifas adicionais sobre produtos importados do Canadá e México em 25%, e à China, de 10%.

O West Texas Intermediate (WTI), de referência para os EUA, avança 1,2% para 69,76 dólares, enquanto o Brent, o benchmark para o continente europeu, sobe 1,11% para 73,82 dólares.

O Canadá exporta quatro milhões de barris por dia de petróleo bruto, e a grande maioria tem como destino os EUA. Apesar da promessa de Trump ontem feita, os analistas acreditam que é "improvável" que o republicano imponha tarifas sobre o petróleo canadense, já que não pode ser facilmente substituído por diferir do tipo de matéria-prima pelos norte-americanos.

Além disso, a escolha de Scott Bessent para secretário do Tesouro traz consigo promessas de aumentar a energia produzida no país. De acordo com a Reuters, a equipa de Donald Trump está assim a preparar um pacote de energia para anunciar dias depois da tomada de posse - que inclui o aumento de perfuração de crude. Mas, a Exxon Mobil contraria esta ]ultima medida e acredita que os produtores de petróleo e gás não vão fazer crescer a produção. 

"Acredito que seja improvável uma mudança radical, porque a grande maioria dos produtores, se não todos, está principalmente concentrada na sua economia", disse Liam Mallon esta terça-feira, numa conferência em Londres. "Acho que não vamos ver ninguém em modo "drill, baby, drill", acrescentou.

Os EUA aumentaram a produção de "ouro negro" em 45% na última década extraem mais de 13 milhões de barris de crude por dia, ultrapassando qualquer outro país.

A Organização de Países Exportadores de Petróleo reúne este domingo, segundo as agências de notícias, pode considerar manter os atuais cortes na produção de petróleo em 2025. 

Ouro apático à espera de atas da Fed

Os preços do ouro estão a negociar na linha d'água, num momento em que a procura pelo ativo-refúgio cai devido ao otimismo em torno de um possível cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. Por outro lado, as preocupações com a guerra na Ucrânia e as tarifas de Donald Trump sustentam o metal amarelo, introduzindo novos riscos no mercado acionista. 

A esta hora, o ouro avança ligeiros 0,07% 2.626,84 dólares por onça, depois de ontem ter afundado mais de 3%.

Dólar modera ganhos. Analistas acreditam que tarifas são "tática de negociação"

Depois de ter disparado mais de 2% com o anúncio das tarifas adicionais de Donald Trump, os ganhos do dólar recuaram e, segundo o Index Spot da Bloomberg, avança a esta hora 0,2% face às principais divisas, para 107,033 pontos. 

O Presidente eleito dos EUA anunciou que as tarifas adicionais que pretende impor à China, México e Canadá se devem à imigração ilegal e ao tráfico de drogas provenientes desses países. Ou seja, receios de uma guerra comercial alargada não estão em cima da mesa, isto porque o anúncio parece ser apenas uma tática de negociação, acreditam os analistas. 

"O facto de Trump associar as tarifas a drogas e imigração, em vez de as associar ao comércio/câmbio/economia, dá um sinal aos investidores de que este anúncio é uma tática de negociação e não um instrumento de política", diz Dennis DeBusschere, da 22V Research.

Assim, o dólar avança 0,15% para 0,9542 euros. A nota verde valoriza sobretudo face ao yuan, peso mexicano e dólar canadiano – as moedas dos países atingidos pela medida.

O dólar disparou mais de 2% em relação ao peso mexicano e atingiu máximos de quatro anos e meio contra o dólar canadiano. Face ao renmimbi, a divisa norte-americana está a negociar em máximos de 30 de julho.

Juros da dívida dividem-se na Europa. Crise em França agrava yields

Os juros das dívidas soberanas europeias dividiram-se entre ganhos e perdas esta terça-feira, depois de a crise orçamental em França ter feito o spread entre as yields das obrigações soberanas francesas e da Alemanha, um indicador de risco para a dívida da Zona Euro, ter aumentado para níveis não vistos desde a crise da dívida soberana.          

As yields das obrigações de França a 10 anos subiram 2,7 pontos para 3,046%, enquanto as congéneres das Bunds alemãs recuaram 2,2 pontos base para 2,184%.

Em Itália, os juros recuaram 0,9 pontos base para 3,463%.

Na Península Ibérica, as yields desceram 0,1 pontos base em Espanha e subiram 0,9 pontos base em Portugal para 2,937% e 2,687%, respetivamente.

Fora da Zona Euro, as yields das Gilts britânicas a 10 anos subiram 0,9 pontos base para 4,531%.

Europa fecha no vermelho. Tarifas de Trump penalizam setor automóvel

As ações europeias fecharam em baixa esta terça-feira, com os investidores a reagirem negativamente ao anúncio das tarifas que Donald Trump quer implementar quando tomar posse sobre vários países, o que poderá resultar numa guerra comercial alargada.    

A indústria automóvel foi especialmente penalizada, uma vez que os países visados pelas tarifas – China, México e Canadá - têm uma grande relevância para as empresas europeias do setor.

O Stoxx 600 perdeu 0,5%, enquanto o alemão DAX recuou 0,52%, o francês CAC desceu 0,87% e o britânico FTSE caiu 0,40%.    

As cotadas da indústria automóvel recuaram 1,7%, com a Stellantis, que detém marcas como a Dodge e a Jeep, a cair quase 5%. Em sentido contrário, as ações de media e bens domésticos conseguiram registar ganhos.

Na madrugada de terça-feira, Trump anunciou tarifas de 10% sobre a China e de 25% sobre todos os produtos vindos do Canadá e do México devido ao alegado descontrolo nas fronteiras. Contudo, as tarifas ficaram abaixo do que alguns analistas esperavam, em que as taxas poderiam chegar aos 60%.

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