Mercados num minuto Abertura dos mercados: Trégua EUA-China põe bolsas a subir perto de 2% e petróleo quase 5%

Abertura dos mercados: Trégua EUA-China põe bolsas a subir perto de 2% e petróleo quase 5%

As principais bolsas europeias valorizam cerca de 2% e o petróleo avança em torno de 5% depois de Donald Trump e Xi Jinping terem acordado uma trégua na disputa comercial entre as duas maiores economias mundiais. Juros aliviam e ouro avança para máximos de 7 de Novembro.
Abertura dos mercados: Trégua EUA-China põe bolsas a subir perto de 2% e petróleo quase 5%
Reuters
David Santiago 03 de dezembro de 2018 às 09:20

Os mercados em números

PSI-20 sobe 1,81% para 5.002,94 pontos

Stoxx 600 cresce 1,87% para 364,18 pontos

Nikkei valorizou 1% para 22.774,76 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal alivia 0,9 pontos base para 1,818%

Euro ganha 0,41% para 1,1364 dólares.

Petróleo valoriza 4,79% para 62,31 dólares por barril, em Londres

 

Trump e Jinping animam bolsas

As bolsas europeias começaram a semana a negociar em forte alta impulsionadas pelo optimismo resultante da cimeira do G20 que decorreu no fim-de-semana em Buenos Aires.

 

Os líderes das maiores economias mundiais acordaram reformar a Organização Mundial do Comércio, porém foi a trégua negociada entre Donald Trump e Xi Jinping a grande notícia saída do encontro.

 

Os presidentes dos Estados Unidos e da China decidiram suspender por um período de 90 dias a entrada em vigor das tarifas aduaneiras reforçadas anunciadas e Trump revelou mesmo que Pequim vai "reduzir e eliminar" as taxas aplicadas à importação de veículos norte-americanos.

 

O índice de referência europeu Stoxx 600 avança 1,87% para 364,18 pontos, para tocar no valor mais alto desde 14 de Novembro, apoiado em especial pelas subidas dos sectores tecnológico e automóvel, os que mais beneficiam pela perspectiva de desanuviamento na disputa comercial promovida por Washington. Já o PSI-20 soma 1,81% para 5.002,94 pontos com todas as cotadas a transaccionarem em alta, o que lhe permite transaccionar no valor mais alto desde 13 de Novembro.

 

Juros da Alemanha em contraciclo com quedas na Zona Euro

A generalidade dos juros associados às dívidas públicas na área do euro está a aliviar, excepção feita à dívida germânica. A taxa de juro associada aos títulos soberanos de Portugal no prazo a 10 anos recua 0,9 pontos base para 1,818%, no décimo dia consecutivo em queda que permite à "yield" lusa negociar em mínimos de 27 de Agosto.

 

Os juros italianos recuam 6,3 pontos base para 3,15%, estando assim em mínimos de 1 de Outubro. Já a "yield" correspondente às "bunds" germânicas a 10 anos sobe 1,3 pontos base para 0,326%, na primeira subida em cinco sessões.

 

Euro lidera subidas contra o dólar

A moeda única europeia está a apreciar face ao dólar, liderando em conjunto com o dólar australiano, a subida das principais divisas internacionais relativamente à moeda norte-americana. Nesta altura, o euro sobe 0,41% para 1,1364 dólares.

 

O compromisso fechado entre Trump e Jinping que abre a porta a posteriores negociações com vista a evitar uma escalada na disputa comercial Washington-Pequim está a incentivar os investidores a apostarem em activos considerados mais arriscados, o que contribui para a venda de dólares nos mercados cambiais que vêm reduzido o apetite por activos considerados mais seguros.

 

Crude com maior subida desde Junho

O preço do petróleo apresenta uma acentuada valorização neste início de semana, registando mesmo a maior subida desde Junho com o Brent, negociado em Londres e utilizado como valor de referência para as importações nacionais, a crescer 4,79% para 62,31 dólares por barril.

Também o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, soma 5,09% para 53,52 dólares.

 

Além do impacto positivo decorrente do acordo entre Trump e Jinping, que reduz os receios quanto a uma diminuição da procura mundial de petróleo, também a impulsionar o preço do crude a expectativa de que a Arábia Saudita e a Rússia prolonguem o compromisso que tem como objectivo promover a subida da matéria -prima.

 

Ainda a apoiar a valorização do petróleo está a decisão das autoridades canadianas que cortou para níveis sem precedentes a produção petrolífera na região com maiores índices de produção.

 

Este conjunto de factores está a sobrepor-se à saída do Qatar da OPEP, facto que chegou a provocar a descida dos preços.

 

Descida do dólar potencia ouro

O ouro está a valorizar 0,85% para 1.230,93 dólares por onça para negociar em máximos de 7 de Novembro. Depois de ter perdido valor na sequência da divulgação das actas da Reserva Federal, que apontam para nova subida dos juros nos EUA em Dezembro, o que levou à subida do dólar, o metal precioso beneficia hoje da descida da divisa norte-americana.




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