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Abertura dos mercados: Vírus da China arrasa mercados na Europa e leva petróleo a mínimos

Os principais mercados europeus abriram a semana a negociar em queda, contaminados pelo coronavírus com origem na China que continua a proliferar-se. Petróleo com grandes quedas, em mínimos de setembro.

EPA
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 27 de Janeiro de 2020 às 09:36
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Os mercados em números

PSI-20 desce 1,27% para 5.220,36 pontos

Stoxx 600 perde 1,48% para 417,36 pontos

Nikkei desvalorizou 2,03% para 23.343,51 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 5,2 pontos base para 0,317%

Euro recua 0,04% para 1,1021 dólares

Petróleo em Londres cai 2,90% para 58,93 dólares o barril

 

Europa em queda com vírus a preocupar investidores 
O Stoxx 600, o índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa, segue a cair 1,48% para 417,36 pontos, num dia em que crescem os receios em torno do coronavírus com origem na China. 

As novas atualizações sobre a proliferação da pneumonia viral dão conta que o número de mortos aumentou para 81 e que o vírus já se espalhou por mais de 10 países, incluindo França, Japão e Estados Unidos, contaminando mais de 2.700 pessoas. Agora, e dado o rápido contágio do coronavírus, existe algum receio de que a China não seja capaz de conter a epidemia. 

Os mercados na China estão encerrados até à próxima quinta-feira, dia 30 de janeiro, devido às comemorações do novo ano lunar chinês, que teve início no passado dia 25 de janeiro. No entanto, existe a possibilidade de se manterem suspensos por mais tempo, à imagem do que aconteceu em 2003, quando os oficiais chineses mantiveram os mercados fechados por mais uma sessão, devido ao vírus SARS (na sigla, em inglês), que causou 800 mortos em todo o mundo. 

Os receios surgem entre os investidores, que colocam a hipótese desta epidemia afetar a economia chinesa, e consequentemente, motivar uma forte queda das importações do país. Em França, por exemplo, algumas das maiores cotadas no setor de luxo, como a LVMH (dona da Louis Vitton), a Hermes, ou Kering (dona da Gucci) caem entre 2 a 3%, com medo de que a procura na China pelos seus produtos diminua.  

Por cá, a bolsa nacional cai 1,22% para os 5.220,36 pontos, pressionada pelo BCP, com uma desvalorização de 1,32% para os 18,71 cêntimos por ação, e pela Galp que cai 2,20% para os 13,805 euros.
 

 

Juros de Itália afundam após eleições regionais
Os juros da dívida dos países da Zona Euro seguem em queda, com destaque para os juros de Itália a dez anos que afundam 18,8 pontos base para os 1,040%, depois de as eleições regionais de Emilia-Romagna, situada no norte de Itália, terem reforçado as perspetivas de estabilidade no atual governo de coligação do país.

O PD - Partido Democrático, um dos parceiros da coligação do Governo italiano liderado pelo primeiro-ministro Giuseppe Conte, ganhou as eleições da região que alberga cidades como Bolonha, Parma ou Cesena, com 51% dos votos, contra 44% do partido de extrema-direita Liga, liderado por Matteo Salvini. No entanto, na região de Calábria, no sul do país, a candidata do partido Liga levou a melhor. 

No resto da Europa, os juros alemães caem 2,7 pontos base para os -0,365% e os de Portugal perdem 5,2 pontos base para os 0,317%.

 

Euro com queda ligeira
O euro vai perdendo terreno face ao dólar, ao depreciar 0,04% para os 1,1021 dólares. Um cenário idêntico verifica-se também na libra, que cai 0,03% para os 1,1862 dólares, numa semana em que o Banco de Inglaterra pode vir a cortar as taxas de juro no país. 

A maior queda é do japonês iéne, que derrapa 0,35% para os 0,0091 dólares. 

Petróleo em mínimos de setembro
O preço do petróleo é outra das vítimas do coronavírus, com os investidores a recearem que a rápida contaminação da epidemia chinesa tenha impacto na procura pela matéria-prima no país.

Por essa razão, o norte-americano WTI recua 3,03% para os 52,55 dólares por barril, o que representa um mínimo desde final de setembro do ano passado. Também o Brent, que serve de referência para Portugal, derrapa 2,90% para 58,93 dólares por barril, em mínimos de outubro de 2019.

Ouro ganha com turbulência 
O ouro, considerado um ativo mais seguro e que serve de refúgio em alturas de maior turbulência nos mercados de ações, segue hoje em alta, com os investidores a afastarem-se do risco, devido à pneumonia viral chinesa. Posto isto, olham para ativos que lhes concedam mais segurança, como é o caso deste metal precioso, que hoje valoriza 0,66% para os 1.581,89 dólares por onça, tendo já tocado em máximos do ano. 

 

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